Passat 5 portas: um raro registro

Passat 5 portas 1978Foto de divulgação de época da Volkswagen do Brasil, mostrando um raro Passat 5 portas. Como já falamos aqui na Home-Page do Passat em outras ocasiões, essa configuração era destinada exclusivamente para exportação. Algumas poucas unidades acabaram ficando por aqui, quase sempre dos modelos 1980 ou 1981.

É interessante notar os detalhes da unidade da foto. O volante nos leva a crer que seja um modelo de 1978, com bancos dianteiros de sem encosto de cabeça, que já não eram comuns nessa época. Além disso, a foto nos mostra lanternas “tipo exportação”, como os anúncios de lojas de acessórios chamavam na época, com a seta âmbar como passaram a ser no mercado interno a partir de 1981. Não sei se é apenas a impressão que a foto em preto e branco causa, mas parece que a forração das portas é toda do mesmo material, não possuindo a parte inferior de buclê como era comum. Pra qual país teria sido destinado?

O Passat vem aí!

O lançamento do Passat no Brasil talvez tenha sido um dos mais aguardados e previamente noticiados pela imprensa no país. Não apenas a imprensa especializada, que se resumia a poucas publicações em comparação com as opções que temos atualmente, mas a imprensa de uma maneira geral. Jornais de pequena e grande circulação e revistas como O Cruzeiro traziam, com alguma frequência, novidades sobre o Passat, como impressões vindas da Europa e o seu desenvolvimento e testes pela VW do Brasil.

Para combater o tão aguardado VW que figuraria na mesma faixa do Corcel, a Ford, então, se preparou. Nesta época, o Corcel já enfrentava o Chevette como seu principal concorrente. Pelo lado da VW, o TL não fazia frente ao Corcel, de concepção mais moderna. Porém, o lançamento do Passat já vinha sendo anunciado há bastante tempo e causava grande expectativa entre o público consumidor.

Quatro Rodas nº 166 - Maio de 1974
Quatro Rodas nº 166 – Maio de 1974

A Ford, então, se viu obrigada a encontrar uma alternativa para evitar que a euforia pelo lançamento do Passat viesse a enfraquecer as vendas do Corcel. A solução encontrada foi adiantar o lançamento da linha 1975, que trazia entre as principais novidades as alterações no desenho do capô, com seu extremo dianteiro mais baixo que o modelo até 1974, desenho da grade, tampa do porta-malas, lanternas e detalhes como os emblemas em manuscrito. No interior, o novo desenho do estofamento e painel eram as principais novidades.

vemai02Com a apresentação do Passat marcada para o dia 21 de junho, e vendas iniciando nas primeiras semanas de julho, a Ford anuncia o início das vendas do Corcel 75 para o dia 29 de junho de 1974. O modelo já vinha sendo produzido desde abril.

Como forma de contra-atacar, ainda no mês de junho a Volkswagen começa a veicular em grandes jornais de circulação nacional alguns anúncios, sem qualquer tipo de imagem além do próprio emblema da montadora, lembrando o público que no mês seguinte a grande novidade do mercado naquele ano estaria nas concessionárias. “Espere agora para não chorar depois. Em julho o Passat vem aí.”, era um dos anúncios da VW que aconselhava o consumidor a não ficar afoito pelo lançamento da nova linha Corcel e aguardar mais alguns dias pelo lançamento do Passat.

vemai01Se alguém naquela época mudou de idéia por conta das propagandas, não sabemos. Passat e Corcel competiram entre si por mais de 10 anos, como já conhecemos, até serem substituídos pela força do mercado e a chegada de modelos mais modernos, como é de praxe, deixando cada um a sua legião de fãs. Mas fica o registro histórico destes dias que antecederam a chegada do Passat nas concessionárias.

Treta em São Roque

As fotos deste post foram feitas durante o XIII Encontro de Automóveis Antigos de São Roque e enviadas há bastante tempo por um amigo, que prefiro não revelar o nome pra que ele não ouça nenhuma reclamação. Antes de tudo, vale lembrar mais uma vez que as críticas da área “Placa Treta” neste blog não são pessoais ou menos ainda sobre a aparência do carro. Elas são, sempre, direcionadas a incompatibilidade de uma placa que exige um Certificado de Originalidade em um carro que não possui tais características. Algo que nos faz ter toda a justificativa pra duvidar dos procedimentos adotados e dos critérios utilizados pra receber o tal certificado. E se você tem dúvidas com relação a esse assunto, o convido a ler o artigo Placa Preta em nosso site.

tretasaoroque01Dito isso, nos resta mostrar algumas imagens do Passat LS 1975 que esteve presente ao evento. Um Passat que merece respeito por estar entre os primeiros produzidos, porém com alterações e problemas de conservação que o impediriam de obter o Certificado de Originalidade por um clube sério. A primeira vista, seria apenas um Passat original cujas rodas foram trocadas pelas BBS. O que já impediria a obtenção das placas pretas, mas seria de fácil solução. Porém ao examinar de perto, o painel dos Passat pós-85 e o volante da linha Gol mais moderna mostram que a solução não é tão simples. O tapete “Bagassat” sim seria de fácil solução.

Ao examinar melhor o carro, é fácil notar uma área de extensa ferrugem na parte traseira, onde um par de lanternas desbotadas também salta aos olhos, o que vai contra os princípios de que não bastaria o carro ser original, mas também estar em bom estado de conservação geral. E como já li muita justificativa no mínimo estranha, vale ressaltar que carros em processo de restauração ainda não estariam aptos a receber as placas de coleção. Todos os pontos citados aqui podem ser corrigidos. E mais uma vez: a Home-Page do Passat não é contra os Passat modificados ou mesmo contra os Passat enferrujados (tenho algumas boas ferrugens me aguardando na garagem). Mas combatemos a placa preta onde ela não deveria estar, para dar seriedade ao antigomobilismo brasileiro. Um carro de placa preta não pode ser considerado melhor que outro de placa cinza, apenas pela cor de sua placa. Mas indica que ele atende os critérios de originalidade e segurança da época em que foi produzido. E não deveria ser usado como símbolo de status.

Painel dos modelos a partir de 1985 e volante da linha Gol. Critérios difíceis de justificar.
Painel dos modelos a partir de 1985 e volante da linha Gol. Critérios difíceis de justificar.

É um caso grave, e o que preocupa é ver cada vez mais que as pessoas estão desinformadas quanto ao significado da placa preta e também sobre a resolução que a regulamenta. Uma das frases que mais tenho lido a esse respeito nos últimos tempos (“Com as novas placas do Mercosul, a placa preta vai acabar”) prova como há uma profunda desinformação, mesmo que uma simples pesquisa no Google possa responder a tudo isso. Claro que as placas com a cor preta vão acabar, mas a placa de colecionador continuará existindo e os benefícios também continuarão. Sem contar com o percentual relativamente alto de pessoas que podem jurar que os veículos de coleção estariam impedidos de circular normalmente durante a semana, sendo vedada sua circulação aos dias de eventos. E acredito, sim, que em alguns casos o proprietário do veículo, que pode ser o caso deste, também não conheça esses princípios e acabe sendo levado pela lábia dos vendedores de placa preta. Um status absolutamente desnecessário.

Ferrugem generalizada no painel traseiro, rodas BBS e detalhes que não caracterizam um carro como apto a receber o certificado de originalidade.
Ferrugem generalizada no painel traseiro, rodas BBS e detalhes que não caracterizam um carro como apto a receber o certificado de originalidade.

Em complemento a isso, noto um súbito aumento nos últimos meses de anúncios de vendedores de placa preta, geralmente ao valor de R$800 e ligados a uma única entidade, que raramente é revelada aos interessados. Anúncios patrocinados em redes sociais, inclusive. Ora, a resolução 56/98 do Contran, que estabelece os critérios para os veículos de coleção, é objetiva ao afirmar em seu artigo IV, parágrafo 2º, que “A entidade de que trata o parágrafo anterior será pessoa jurídica, sem fins lucrativos, e instituída para a promoção da conservação de automóveis antigos e para a divulgação dessa atividade cultural, de comprovada atuação nesse setor, respondendo pela legitimidade do Certificado que expedir.”

Como acreditar que alguém que paga por um anúncio para venda de Certificados de Originalidade não tem fins lucrativos? Principalmente quando cobram valores maiores do que o de clubes sérios que já realizam esse trabalho. Recentemente, após tirar algumas dúvidas sobre os procedimentos, perguntei a um desses vendedores, de maneira educada, se ele recebia algum dinheiro por representar uma entidade bem conhecida no país e que faz vistoria por fotos. Como resposta, minha pergunta foi apagada e meu perfil bloqueado para fazer novos comentários. Enquanto nada for feito a esse respeito, continuaremos a ver tais anúncios de “sonhos”, vistorias de carros por fotos e vídeos ou em lanchonetes, entre um hambúrguer e uma Coca-Cola, como vem acontecendo, entre outras bizarrices.

Se você respeita e ama o antigomobilismo e quer vistoriar seu antigo para obter o Certificado de Originalidade, procure um clube sério. Não procure ninguém que anuncie seus serviços de aquisição de placa preta. Se você gerencia uma página no Facebook sobre carros, ou um site, uma publicação de qualquer tipo, evite dar publicidade positiva a carros assim, ou dar prêmios em eventos, por mais bonitos que sejam. Você só estará incentivando que outras pessoas busquem o mesmo caminho.

Ao proprietário do Passat do post, o espaço está aberto caso queira se manifestar (educadamente, é claro) sobre o episódio, falar sobre o clube que emitiu o certificado e tudo o mais que julgar necessário. Como sempre está, aliás, a todos os proprietários de Passat que aparecem na área de Placa Treta.

Quem diria…

Uma curiosa situação de quase 50 anos atrás me mostra o amigo Hugo Bueno, um grande pesquisador da história dos carros brasileiros e dono da Kombi mais linda que conheço (entre outros carros fantásticos). Interessante a ponto de merecer uma alteração no nosso artigo da área Antepassados, que será feita em breve. No longínquo 15 de julho de 1970, o “Caderno de Automóveis e Turismo” do Jornal do Brasil publicou em sua capa uma foto do Volkswagen K70, com um pequeno texto sobre o então recente modelo da montadora alemã, citando ser um modelo médio com tração dianteira.

Nota sobre o K70 no Jornal do Brasil do dia 15 de julho de 1970.
Nota sobre o K70 no Jornal do Brasil do dia 15 de julho de 1970.

A edição seguinte do mesmo caderno, publicada no dia 22 de julho, acabou trazendo uma matéria que ocupava toda a primeira página e detalhava o K70. No novo texto foi revelado o motor dianteiro refrigerado a água e demais características “anti-VW”, como muito seria ouvido anos mais tarde no lançamento do Passat por aqui. Nada mais natural, já que a VW sempre bateu na tecla da robustez e confiabilidade dos seu motores refrigerados a ar para convencer o público consumidor a comprar seus produtos. E a Volkswagen estava certa. Até hoje os Fuscas e derivados são aclamados, com toda justiça, por sua confiabilidade e simplicidade mecânica. E isso era ainda mais justificável se levarmos em conta os problemas comuns de refrigeração que modelos de outras marcas sofriam, principalmente nas décadas anteriores. Aqui no Rio de Janeiro, quem viveu aquela época conta que era muito comum subir a serra de Petrópolis e ver vários carros, principalmente os produzidos até os anos 60, parados no acostamento, com o capô aberto e o inconfundível vapor saindo do radiador. Isso sem falar de outros problemas comuns. Mas a tendência natural é que a indústria evolua, e aos poucos os carros refrigerados a água tiveram esses (e outros) problemas minimizados.

Matéria detalhada publicado pela mesmo jornal no dia 22 de julho de 1970.
Matéria detalhada publicado pela mesmo jornal no dia 22 de julho de 1970.

A Cia. Santo Amaro de Automóveis, uma das maiores e mais famosas revendedoras Ford que o Rio de Janeiro já teve, acabou usando a matéria sobre a concorrência para tirar vantagem. Num ato que nos anos 70 poderiam classificar como pura gaiatice, publicou na edição do dia 2 de agosto do mesmo jornal um anúncio onde constava um recorte da primeira matéria e o bem humorado título “Quem diria”. O texto, logo abaixo da foto do K70, dizia que “A princípio pensamos que era brincadeira. Mas quem publicou a matéria é um jornal muito sério pra brincar com coisas assim.” Em seguida, comentava as duas matérias publicadas sobre o novo Volkswagen, citando ser um carro de motor e tração dianteiros, refrigerado a água e motor com 5 mancais.

Anúncio da Cia. Santo Amaro (Jornal do Brasil, 2 de agosto de 1970)
Anúncio da Cia. Santo Amaro (Jornal do Brasil, 2 de agosto de 1970)

E observava: “A Volkswagen acabou adotando as características principais do nosso Corcel, que já tem 2 anos e mais de 70 mil possuidores. O Corcel vem provando há mais de dois anos que tração e motor dianteiros, atuando diretamente sobre as rodas, aumentam a estabilidade, principalmente nas curvas e em alta velocidade.” A conclusão era que “o mundo está indo para a frente. Não fique atrás. Compre Corcel.”

É, Volkswagen… Às vezes é bom reconhecer os bons argumentos da concorrência. Quem diria!

Passat TS na Nigéria

nigeria_ts600pxUm curioso folder do Passat TS na Nigéria é o tema do post de hoje no blog. Segundo o site The Samba, o ano seria 1985. Porém, como aqui no Brasil o Passat recebeu diversas mudanças na linha 85, e é de conhecimento que estes modelos atualizados foram enviados para lá, não podemos atestar com 100% de certeza que o ano informado está correto.

Como diferenças mais marcantes, além do uso da sigla TS após 1982, o último ano da versão no Brasil, destacamos grade, pára-choques e polainas na cor do carro, a carroceria de 4 portas nunca oferecida nas versões esportivas do Passat brasileiro, o retrovisor simples como os usados no Passat Special na mesma época, além do aerofólio na tampa traseira, que aparece discretamente na foto.

O folder informa entretanto, nos equipamentos de série, que a grade do radiador era preta e os pára-choques cromados, assim como os modelos vendidos no Brasil. Apesar de muitas pesquisas, não conseguimos determinar se o texto do folder está errado ou se a possibilidade dessas peças na cor da carroceria eram opcionais. Além disso, pelos dados informados no folder, o modelo da Nigéria usava o nosso conhecido motor MD-270, painel e console iguais aos dos nossos TS/GTS Pointer até 1984, além de ar-condicionado de série.

Se você tem maiores informações a respeito dessa versão nigeriana do Passat TS, entre em contato e nos ajude a solucionar as dúvidas!

Passat GTS Pointer 1984: sonho realizado!

Passat GTS Pointer 1984Se aqui na Home-Page do Passat nos preocupamos em registrar algumas péssimas condutas relacionadas a emissão irregular do Certificado de Originalidade de alguns Passat, para que as pessoas se conscientizem do seu verdadeiro objetivo, é claro que não podemos deixar também de registrar o lado certo de tudo isso. E como é bom ver um dos modelos de Passat mais bonitos já produzidos, e de extrema conservação e originalidade, sendo emplacado e reconhecido oficialmente, com todo o merecimento, como um veículo de coleção!

O incrível Passat GTS Pointer 1984 das fotos pertence ao Alisson Basei, da cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. O carro foi vistoriado pelo Antigos de Garagem Car Club, de Joinville, filiado à FBVA, cujo ótimo trabalho também deixamos registrado.

Passat GTS Pointer 1984

Um carro como este e o trabalho de proprietários como o Alisson para mantê-los na mais perfeita ordem reforçam cada vez mais a imagem do Passat como veículo antigo e merece todas as nossas homenagens!

Jóia da Finlândia

Passat LS 1.3 1974Dessas coisas que aparecem de vez em nunca na vida, tanto aqui quanto em qualquer lugar do mundo… O belíssimo Passat das fotos é um LS 1974 com a mecânica 1.3 que nunca tivemos aqui, mas foi usada também no Audi 80 que usava a mesma plataforma.

Passat LS 1.3 1974Essa pequena jóia está na Finlândia e teve as fotos publicadas no Facebook. Trocou de dono recentemente, tendo sido do primeiro proprietário até então. Segundo o novo (e certamente muito feliz) dono, este Passat nunca sofreu qualquer restauração de lataria, mantendo sua pintura original de fábrica, assim como o pára-brisa, e sempre teve sua manutenção realizada na mesma concessionária. E nem vou me dar ao trabalho de comentar o interior claro, com bancos de encosto baixo.

Difícil não querer um assim na garagem…

Pra lá de Bagdá… Levantamento de peso!

iraque_porcimaHá imagens que, sinceramente, nenhuma legenda é capaz de explicar. E boa parte das imagens que vejo dos Passat no Iraque são assim. Muitas vezes fica algo um tanto difícil de compreender.

Arrisco que seja algum treinamento militar, digamos, não muito convencional. Alguém arrisca outra coisa?

Táxi especial

Passat táxi de 4 portas é apresentado em São Paulo, em 1975.
Passat táxi de 4 portas é apresentado em São Paulo, em 1975.

Alguém já teve a oportunidade de andar em um Passat táxi? Não os modelos atuais, que ainda assim eu não vejo fazendo este serviço, mas o nosso Passat? Na infância tive essa chance, em fins dos anos 80 e durante os anos 90 em poucas ocasiões. Mas, pelo menos no RJ, os Passat nunca foram os preferidos pra este serviço. Registros de Passat nessas ocasiões são sempre interessantes, e por aqui já tivemos pelo menos um post sobre o assunto, mostrando um Passat como táxi especial em meio a muitos Opalas e um Maverick.

A foto do post e o texto a seguir foram extraídos da “Revista da Associação Comercial”, atual “Revista do Empresário”, de uma edição de 1975. A nota tinha como título Prefeitura de São Paulo aprova versão táxi de 4 portas. E o texto falava especificamente sobre o Passat, que havia sido aprovado como táxi especial, que circulavam nas cores vermelho e branco. Um dos pontos mais interessantes do texto fala sobre as diferenças introduzidas na versão táxi. Dizia a nota:

“A versão especial do VW-Passat de 4 portas para os serviços de táxi acaba de ser aprovada pela Secretaria dos Transportes de São Paulo. O carro, desenvolvido por engenheiros do setor de Construção Experimental da Volkswagen do Brasil, foi apresentado na última semana ao sr. Mário Alves de Melo, secretário dos Transportes, e a outros técnicos, entre os quais o sr. Eduardo Dente (diretor do Departamento de Operações de Táxi – DOT), o coronel Loredano Cássio (diretor do Departamento dos Serviços Viários – DSV) e o comandante Celso Franco, este, ex-diretor do Trânsito da Guanabara e atual membro do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). Também o prefeito Miguel Colasuonno viu e gostou do veículo.

Devido às suas características de projeto e construção, o VW-Passat de quatro portas foi pela Prefeitura de São Paulo na “Categoria Especial”, criada de acordo com a nova política que objetiva dar  melhores táxis aos paulistanos. Segundo essa classificação oficial, o Passat táxi disporá de 200 pontos de estacionamento exclusivos em locais privilegiados – estações de embarque e desembarque de passageiros e ruas mais movimentadas do Centro – e terá uma tarifa própria, cujos preços são superiores aos estabelecidos pelos táxis comuns: Cr$ 4,00 a bandeirada, Cr$ 1,30 por quilômetro rodado e Cr$ 15,00 para a hora parada.

Carro Especial

Em relação ao Passat de quatro portas normal, a versão táxi será bastante diferenciada, pois sairá de fábrica com taxímetro, tacômetro e outros instrumentos especiais, todos agrupados num console central. Essa localização foi projetada tendo em vista permitir fácil manuseio e visibilidade e, particularmente, com a preocupação de maximizar a proteção do motorista e do passageiro contra o risco de ferimentos em caso de acidentes. No console também estará localizado, como equipamento normal, o fone do sistema de rádio-comunicação, que possibilitará o controle dos veículos da frota pelas cooperativas de motoristas que deverão ser autorizadas a operar no sistema de táxis especiais.”

Alguém já teve a oportunidade de ver um Passat com estas modificações de fábrica?

Passat, 42 anos

Fonte: Museu da Imprensa Automotiva - MIAU
Fonte: Museu da Imprensa Automotiva – MIAU

E hoje, dia 21 de junho, comemoramos 42 anos do lançamento do Passat, apresentado para a imprensa no Rio de Janeiro. O fato não poderia passar em branco. É desnecessário repetir aqui o que significou este lançamento, não apenas para a Volkswagen no Brasil, mas também para a indústria nacional. Tanto que, 42 anos depois, ainda estamos aqui admirando, dirigindo, nos divertindo e, porque não, nos aproveitando deste excelente projeto.

A imagem história acima é da ótima página MIAU (Museu da Imprensa Automotiva), que tem um acervo impressionante de imagens e informações e faz um trabalho sério e competente.

Roberto Suga reeleito na FBVA

Presidente da FBVA, Roberto SugaNota repassada pela Federação Brasileira de Veículos Antigos:

Durante o Brazil Classics Show 2016, aconteceu a Reunião Ordinária da Federação Brasileira de Veículos Antigos, que tinha como pauta a eleição para o biênio 2016-2018.

A chapa única apresentada reconduziu o atual presidente, Roberto Suga, para seu segundo biênio a frente da FBVA.

Assim ficam definidos os postos para a próxima gestão:

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor Presidente: ROBERTO SUGA (Chevrolet Clube do Brasil de Carros Antigos)

Vice Presidente Administrativo: ADOLPHO SÉRGIO RAMOS MASSA (Alfa Romeo Clube do Brasil)
Vice Presidente Financeiro: ALTAIR MANOEL (Veteran Car Club Florianópolis)
Vice Presidente Jurídico: FERNANDO ANTONIO MARQUES (Veteran Car Brasilia)
Vice Presidente Técnico: OTÁVIO PINTO DE CARVALHO (Instituto Cultural Veteran Car Minas Gerais)

CONSELHO FISCAL
Titulares

ANDRÉS RAIMUNDO FEDERICO PESSERL (Veteran Car Club Criciúma)
ANTONIO CARLOS LOPES (Chevrolet Clube do Brasil de Carros Antigos)
JOSÉ FERNANDO DE MIRANDA COSTA (CAA Pernambuco)

Suplentes
ARNALDO PEREIRA MUBÁRACK (Associação Maranhense de Veículos Antigos – AMAVA)
LEANDRO MAZZOCCATO (Veteran Car Club Vinhedos)
PAULO TADEU BRUDZINSKI (Veteran Car Club Brasil – Paraná)

CONSELHO CONSULTIVO

ALDIR GUIMARÃES PASSARINHO JUNIOR (Veteran Car Brasilia)
OG POZZOLI (Chevrolet Clube do Brasil de Carros Antigos)
CAETANO CARMIGNANI (CVA Piracicaba)
JOSÉ CÂNDIDO MURICY NETO (VCCB – RJ)
JOSÉ EDNÚBIO BRAGA VASCONCELOS (VCCB – CE)

A Home-Page do Passat deseja sucesso a toda Diretoria em seu segundo mandato!

Decepção

Placa treta: Passat LSE 1986Um exemplo de placa preta que entristece e decepciona, vindo de um carro que é bastante conhecido, que faz parte de uma coleção ainda mais conhecida e que não precisava recorrer a esse tipo de coisa em busca de um status inexistente. Como a política da Home-Page do Passat é a de combater as “placas tretas”, não poderíamos fechar os olhos e ignorar um Passat que inclusive era até poucos minutos atrás objeto de uma matéria na área de artigos, mas que preferimos retirar do ar após este episódio.
Como cinco dias após ter sido perguntado no post original, não houve resposta sobre o clube que emitiu o Certificado de Originalidade, a única alternativa encontrada foi a de retirar a matéria do ar. O Passat em questão apresenta não apenas a troca das rodas, mas também o motor AP (lembrando que o original era o MD-270) bem preparado, além do câmbio de 5 marchas. Isso pra não citar outras alterações de menor impacto.
Muitos podem recorrer a velha frase “Ah, mas na legislação não existem essas regras!”. Correto, não existem as tais regras. A alteração de motor, câmbio e rodas fora de época foram criadas pela FBVA e um clube que não seja federado usa suas próprias regras. Mas a lei fala claramente de “conservar suas características originais de fabricação”. Então, deve existir bom senso, o que não foi visto nesse caso. Já fui obrigado a ler pérolas como “Então nenhum carro deve receber placas pretas, porque todos eles já foram reformados, então não são mais originais!”. Por favor… Em momento algum “características originais de fabricação” significam que não se pode restaurar um carro. Seria a coisa mais contraditória possível em uma legislação que visa preservar os veículos antigos. Outra pérola que ouvi em outros casos é “Ah, mas o dono é gente boa…”. Lamento, mas clubes de veículos antigos não estão autorizados a emitir Certificados de Simpatia para emissão de placas pretas pelo Detran dos estados.
Vamos lá, mais uma vez, como em outros posts sobre o assunto: o carro em questão é lindo, não há dúvidas. Mas o certificado não é de beleza, e sim de originalidade. Então não há muito o que se discutir. E é uma pena que ele apareça, depois de tanto tempo, na área de “placas tretas” deste blog.

Acende o farol, acende o farol!

Farol baixo nas estradasFoi publicada hoje no Diário Oficial da União a Lei 13.290, que trata de uma alteração simples, porém que envolverá uma mudança de hábito no motorista brasileiro: os veículos deverão trafegar de faróis baixos acesos nas rodovias, mesmo durante o dia. A obrigatoriedade começa a valer no dia 7 de junho. O projeto de lei, de autoria do deputado Rubens Bueno (PPS-PR) que datava de 2013 e apenas em setembro de 2015 foi aprovada na Câmara dos Deputados, e no final de abril deste ano pelo Senado, visa aumentar a segurança nas estradas brasileiras. Andar de faróis acesos durante o dia não é novidade e nem será exclusividade brasileira, já que em diversos países isso é uma realidade antiga. No Brasil, alguns carros saem atualmente equipados com a luz diurna, acesa enquanto o veículo está em funcionamento, mas que não vale como farol baixo.

Um estudo realizado nos Estados Unidos pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), concluiu que o uso dos faróis baixos durante o dia reduziu em 5% o índice de colisão entre carros e em 12% o acidente entre veículos e pedestres/ciclistas. Outros estudos pelo mundo também comprovaram a eficácia da medida. Porém, é claro que cada país tem suas condições climáticas que alteram a visibilidade nas estradas, e um estudo do caso no Brasil seria ideal pra verificar se a medida seria de fato eficaz ou se é apenas mais uma alteração de lei entre tantas que temos por aqui. Ressaltamos que o descumprimento da obrigatoriedade está sujeito a multa de R$85,13, com perda de 4 pontos na carteira.

Aproveitamos pra lembrar que o uso de faróis de neblina durante o dia não tem o mesmo efeito, além de ser proibido em condições climáticas favoráveis. Segundo o Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro, as luzes de neblina devem ser usadas em caso de chuva forte, nuvens de pó e (acreditem se quiser)… neblina! Portanto, vale a frase que usamos aqui há muito tempo: farol não é brinquedo e carro não é árvore de Natal. Use as luzes corretamente. Nesse caso, tanto a falta quanto o excesso podem provocar acidentes, portanto tente sempre ser um motorista melhor do que você acredita que é. E como dizia o Tim Maia: “Acende o farol!”.

Personalização de placas em SP: o que muda?

placaemspNos últimos dias muito tem sido falado sobre o projeto de lei aprovado no estado de São Paulo e que entrou em vigor no último dia 3 de maio. Este projeto previa, entre outras alterações na antiga Lei 15266/2013, a possibilidade da personalização das placas dos veículos, que era possível tempos atrás, mas que já há algum tempo não estava mais disponível. O proprietário poderia, no máximo, escolher a combinação de sua placa entre 20 possibilidades aleatórias geradas pelo sistema do Detran-SP. Agora é possível novamente escolher uma combinação que esteja disponível e dentro dos prefixos destinados ao estado, que vão de BGA-0001 até GKI-9999. A lei 16080/2015 foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 28 de dezembro de 2015 e é possível acessá-la através deste link.

A publicação da lei tem sido comemorada por muitos como uma vitória também dos antigomobilistas, que poderiam escolher a placa de seus carros, usando o ano de fabricação por exemplo. Mas como essa nova lei influencia os donos de veículos antigos no estado de São Paulo? É melhor se conter, pois para os donos de antigos quase nada vai mudar. A escolha de uma nova placa está prevista apenas para veículos 0km que ainda não foram emplacados e, para os antigos, é possível apenas escolher a combinação caso o veículo esteja passando da antiga placa amarela para a nova placa de três alfas. Para todos os demais veículos já devidamente registrados com placas de três alfas, sejam novos ou antigos, nada muda. Ou seja: se o seu carro já tem placa cinza ou preta, conforme-se: ele continuará com a mesma combinação por muito tempo, ou até que ela seja alterada por um novo padrão de placas, como a que deve vigorar a partir de 2017 (apesar de haver algumas informações não confirmadas de que os veículos já emplacados manterão sua combinação de letras e números, porém no novo padrão de cores e formato das placas).

É importante ressaltar que, mais do que um aparente simples capricho, a escolha da numeração da placa, ou pelo menos o seu dígito final, pode ser muito importante para quem mora na capital paulista, por conta do rodízio. Daí a lei ter sido naturalmente pensada para quem vai registrar um veículo novo, que será colocado em uso no dia a dia.

Aviso importante: Fórum fora do ar

Amigos, cumpro o dever de informar aos usuários que o nosso fórum ficará fora do ar por tempo indeterminado, a partir das próximas horas. O alto custo de renovação do serviço aliado a baixa utilização do mesmo são os motivos que levaram a esta decisão. Foram quase 10 anos de funcionamento, cerca de 5.000 usuários cadastrados e pouco mais de 270.000 tópicos criados… Mas o tempo passa e os ambientes virtuais mudam. O próprio Facebook contribuiu bastante para a menor utilização de fóruns em geral, não apenas o nosso.

forum2007_450pxApesar de tudo, a decisão não é definitiva. Os devidos back-ups estão sendo realizados para que, caso seja viável, futuramente o fórum possa ser reativado. E, caso isso ocorra, a idéia é que voltem os antigos tópicos, os mesmos cadastros de usuários, etc.

Peço desculpas por informar isso em cima da hora e certamente pegar muitos usuários de surpresa. Peço também que entendam que, no momento, a decisão está tomada. E aproveito pra agradecer a cada usuário que contribuiu com o fórum ao longo desses anos e a cada amigo que fiz no mundo virtual e que se tornou real. Foram muitos bons momentos, outros nem tanto (mas que fazem parte de qualquer ambiente), muitos Passat que acompanhamos a história, muitas dúvidas solucionadas… Valeu a pena todo esse tempo. E quem sabe não seja o fim dessa área da Home-Page do Passat? O tempo dirá.

Todo o restante da Home-Page do Passat, claro, continua como antes. Inclusive a área de interação atual no Facebook.