Pelo Street View: em boa companhia

Passat e Brasilia no Google Street View
Créditos: Google Street View

Reativando outra velha série de posts, a “Pelo Street View” publica as imagens de Passat capturadas pelo serviço do Google e que tenham alguma relevância. O flagra do post de hoje é duplo. O Passat, que aparenta estar em bom estado de conservação, incluindo o que é possível visualizar dos bancos, repousa ao lado da simpática Brasília no início de uma estrada de Petrópolis, na serra fluminense. Uma bela dupla de VW antigos!

Passat e Brasília no Google Street View
Créditos: Google Street View

As imagens são de setembro de 2011. Há poucos meses estive na cidade e precisei passar algumas vezes pelo mesmo ponto da estrada. Infelizmente durante estes dias, não encontrei nenhum dos dois carros pela região. Petrópolis sempre nos traz boas surpresas no trânsito e não é raro encontrar durante os dias de semana alguém indo trabalhar ou passeando em veículos antigos, inclusive alguns com placa preta. Fato um pouco mais raro, mas não impossível, é até mesmo flagrar antigos em ótimo estado de conservação rodando com placas amarelas. Com um trânsito assim, dirigir se torna muito mais agradável.

Cidadão do mundo: Dasher 1975

VW Dasher 1975Com esta dica fantástica do amigo Mário Buzian, que está sempre em busca de modelos interessantes não apenas no Brasil mas também no exterior, tomo a liberdade de reviver a série “Cidadão do mundo” que durante um período era publicada em nosso blog. O Dasher não é um modelo muito cultuado em terras norte-americanas e por consequência nem sempre encontramos bons modelos anunciados por lá. Mas o que dizer quando aparece um Dasher 1975 ainda com pintura original de fábrica e 9.100 milhas rodadas (cerca de 15.000km)?

VW Dasher 1975
Pára-choques conforme a legislação norte-americana, lanternas com seta âmbar e refletores na lateral são algumas das diferenças entre o Dasher e o Passat brasileiro. Na foto abaixo, o conhecido motor 1.5.

O anúncio foi publicado no site Bring a Trailer, e no exato instante em que escrevo este post o valor do lance está em US$2.100, faltando cerca de 22 horas para o fim do leilão. O longo texto do anúncio, contando um pouco da história do modelo nos EUA, e a quantidade de fotos detalhadas até nos fazem lembrar dos “vendedores gourmet” que se espalharam pelo Brasil (favor não interpretar errado, achando que coloquei todos os vendedores de antigos no mesmo patamar). A grande diferença entre lá e cá é que aqui os valores pedidos também são gourmet e nos fazem pensar que todo carro anunciado é um modelo único no mundo.

Mas voltando ao Dasher anunciado, nos pareceu extremamente original e bem conservado. Uma lástima perceber que em qualquer parte do mundo o painel do Passat sofre com as rachaduras, mas creio que este seja o único ponto negativo do carro. O estepe ainda é o original de fábrica segundo o anúncio, com pneu produzido na Bélgica e a roda datada de setembro de 1974. O conjunto mecânico é nosso velho conhecido: motor 1.5 à gasolina e câmbio manual. A maioria dos Dasher que aparecem possuem câmbio automático, como convém ao mercado norte-americano, e muitos tem motores diesel.

VW Dasher 1975
O interior também possui diferenças em relação ao modelo produzido no Brasil. Mas o painel rachado indica que este ponto fraco não era nossa exclusividade.

Há uma certa diversão em procurar as diferenças entre o Dasher e o Passat brasileiro. Fora os pára-choques que atendiam a legislação norte-americana, cuja diferença é gritante, e o velocímetro em milhas, há diversas pequenas diferenças, como o retrovisor (de inox como os nossos, porém com base preta), os refletores nas laterais do carro (vendidos aqui nos anos 70 como acessório), os frisos dianteiros utilizados aqui nos TS e LSE até 78, comando de seta, luz de advertência sobre o uso do cinto de segurança, lanternas tricolores, entre outros.

Que encontre um novo dono que o mantenha neste estado de conservação e originalidade!

Programa de renovação da frota

Reciclagem de carros - Passat TS
Créditos da imagem: Detran-RS

Já deveríamos estar acostumados… Há anos, de tempos em tempos, pipocam notícias com títulos assustadores para quem tem carros mais antigos, com uma teórica ameaça sobre nossos “velhinhos”. Dessa vez a outrora ótima revista Quatro Rodas foi a bola da vez, publicando a matéria cujo título é “Governo quer tirar das ruas carros com mais de 15 anos”. O título é, de fato, desesperador… Como assim vão tirar os carros de seus legítimos proprietários? Logo começa o desespero, a ladainha, o chamado mimimi que tanto nos assola nas redes sociais. Ao abrir a matéria para ler (ler a matéria… leitura… lembram do último post?), percebe-se que é apenas a idéia de um programa de renovação da frota que o Ministério do Desenvolvimento parece estar prestes a lançar (após cerca de 20 anos de especulações), onde o proprietário de um carro com mais de 15 anos poderá, caso ele queira, entregar seu veículo em uma concessionária e receber uma carta de crédito para a compra de um veículo 0km. O carro entregue será destinado a reciclagem. Em resumo: não seria obrigatório. Mas, título sensacionalista lançado e grande parte do público de hoje que é leitor apenas de títulos começa a reclamar. Muitos comentários na própria matéria da Quatro Rodas chegam a ser cômicos, pois fica claro que a pessoa não se deu ao trabalho de ler nada além do título. Ou seja: mais um dia comum na internet. Numa rápida pesquisa pelo Google, encontrei outras matérias de sites ou jornais famosos, com títulos mais realistas e menos assustadores. E com isso o público passa a se preocupar com algo desnecessário (“Oh, meu Deus! Vão tirar meu carro!”) e deixa de debater o que realmente importa sobre o assunto.

Desespero esclarecido, vamos aos fatos. Em primeiro lugar: não é e nunca será nosso objetivo aqui tratar de assuntos políticos e muito menos tomar partido de lado algum. Mas sim apenas analisar fatos deste tipo quando estes podem nos afetar. Dito isto, o programa de renovação da frota, caso de fato seja lançado, viria com o objetivo de alavancar a indústria automobilística nacional, que sofreu uma forte queda nos últimos meses. Mas daria certo? Vamos imaginar uma situação cotidiana, possivelmente a mais comum entre os proprietários de carros com mais de 15 anos. Esqueçam os veículos de coleção, de placa preta, pois estes certamente não entrariam em nenhum programa desse tipo. O Sr. João tem o seu carrinho mais antigo, nem vamos falar de Passat aqui. O Sr. João tem um Santana ou Monza dos anos 90. É o carrinho que ele, chefe de família que não ganha um bom salário, conseguiu comprar com muito esforço. E com o mesmo esforço ele consegue manter o carro rodando. A maioria dos modelos antigos tem peças baratas. É bem barato comprar pastilhas de freio, correias e outras peças de desgaste mais comum. Em outras palavras: mesmo que o salário não permita manter um carro antigo em condições impecáveis de estética (sempre vai ter o arranhãozinho ali, aquele amassadinho que “mês que vem a gente vê se dá pra consertar”, o pára-choque com a quina ralada…), é possível pra muitas famílias manter um veículo mais antigo rodando com segurança para servi-los, o que é um direito de todo mundo. É possível até mesmo manter um veículo como esse com sua documentação regularizada, pois a maioria dos estados brasileiros isenta os veículos mais antigos do pagamento do IPVA. E assim o Sr. João consegue rodar pelo seu bairro, levar a família no shopping, na casa da avó, carregar as compras do mercado. Alguns “Sr. João” conseguem até trabalhar com o carro e levar bastante coisa dentro da mala, tirando do automóvel o seu sustento. No máximo, o Sr. João arrisca um passeio até a praia durante o verão, porque ninguém é de ferro e as crianças querem aproveitar o sol e o mar. Essa é possivelmente a média do uso desse tipo de carro.

Como imaginar que o Sr. João, ao entregar o seu Monza ou Santana para o abate em uma concessionária e receber uma bela carta de crédito no valor da tabela FIPE (talvez seja isso, não ficou claro nas matérias desta semana que tratam sobre o assunto), conseguirá absorver as prestações do seu novíssimo carrinho popular? O Sr. João conseguirá pagar o próximo IPVA? Quando chegar a época da revisão, o Sr. João conseguirá pagar o serviço (muitas vezes caríssimo) da autorizada pra não perder a garantia e manter o carro em condições, como ele fazia no seu velho carro, que tinha a aparência já cansada, mas funcionava como um relógio? Notem que até agora eu não falei que o Sr. João contrataria um seguro pra proteger o novo patrimônio da família e, com isso, absorveria mais um gasto importante. E em alguns anos, o carrinho novo do Sr. João chegará a um nível bem pior do que o velho carro que ele usava antes, assim como a sua conta bancária. Mas não haveria ninguém beneficiado por este tipo de programa? Certamente haveria, sempre há. Mas na minha opinião, do modo que está sendo divulgado até agora, os beneficiados seriam poucos, assim como o aumento das vendas e o de carros realmente em péssimo estado que seriam retirados de circulação seria pequeno .

O programa de renovação da frota pode até ter boas intenções, pode ter a utopia de que isso ajudará a indústria, de que trará a muitas famílias as benesses de um carro 0km. Não se iludam, muitos de nós adoramos carros antigos até para o uso diário, mas a maioria das pessoas comuns só os utiliza por não poder pagar por um carro novo. Mas esse tipo de programa parece sempre ser pensado de maneira superficial, como quase tudo no Brasil, e nunca analisando se é possível para uma família média brasileira manter em plenas condições um carro 0km, tanto mecanicamente quanto com relação aos seus impostos anuais e um eventual seguro. E isso porque não entramos em detalhes como qual seria o destino dessa reciclagem dos carros usados (se é que “reciclagem” seria o termo correto), de onde viriam os recursos necessários para esses créditos que serão dados na troca pelo carro usado, entre outros, já que não é este o papel da Home-Page do Passat.

Por enquanto, essa história toda só serviu pra uma coisa: desesperar o público que se informa apenas pelo título das matérias.

Ano XX

Os logos e aparências da Home-Page do Passat ao longo destes 20 anosMais um ano se inicia e além das já conhecidas promessas e planos que costumamos fazer para os próximos 12 meses, o ano de 2016 será marcante, em especial para este website e o autor que escreve este post, pois é o ano XX da Home-Page do Passat. Desde 1996 muita coisa mudou… O Netscape estava no seu auge e desapareceu (crianças, procurem no Google), o Internet Explorer está seguindo o mesmo caminho. Os sites eram feitos com frequência no Bloco de Notas do Windows, depois em editores off-line e atualmente muitos deles são produzidos online, como o nosso, usando diversas plataformas existentes com esta finalidade. Desde 1996 muitos carros começaram a ser produzidos e já saíram de linha. Os Passat eram apenas carros vistos como velhos e hoje já são considerados veículos antigos, frequentando eventos de grande porte e até recebendo prêmios ocasionalmente (apesar do verdadeiro antigomobilista não frequentar eventos pensando em premiação, vale citar pela importância do fato). No Brasil, governos vieram e já terminaram, times foram ao fundo do poço e voltaram aos dias de glória, a seleção foi campeã e sofreu derrotas históricas. Sem contar que muitos que estão lendo este texto nem eram nascidos em 1996. Pensando assim a gente percebe que 20 anos é um bom tempo mesmo… Mas, por alguma sorte e muita persistência, continuamos no ar.

E se tudo continuar dando certo, continuaremos! Podem esperar de 2016 mais um ano, o ano XX, em que a Home-Page do Passat seguirá a mesma filosofia que acompanha o site há tanto tempo: informações, curiosidades e tudo mais o que possa interessar aos proprietários ou admiradores do Passat, mesmo que sem atualizações tão constantes, mas montando ao longo do tempo uma pequena biblioteca de informações que possa ser consultada quando necessário. Enquanto a moda atual é a preocupação com likes e número de publicações compartilhadas, os posts rápidos e sem informação, com fotos de carros “top” sem determinar a autoria e muitas vezes acompanhadas de frases de efeito, as hashtags usadas sem critério e a quantidade em detrimento da qualidade, a Home-Page do Passat continuará compromissada com a preservação da história do “nosso” Passat, tentando sempre trazer algo de qualidade para o leitor (ressaltando: leitor!).

Sejam sempre bem vindos e tenham um excelente 2016!

Passat Nigéria hibernando

Passat Nigéria abandonado em um estacionamento do Rio de JaneiroO post de hoje é sobre um modelo que, admito, falta falar um pouco mais aqui na Home-Page do Passat, seja no blog ou site. Há poucos dias o amigo Fábio Bittencourt precisou usar um estacionamento que nunca tinha utilizado no Rio de Janeiro e fez a descoberta. Sob uma grossa camada de poeira, hiberna há anos um autêntico Passat Nigéria, que passamos a chamar desta maneira não-oficial por ter sido produzido com o objetivo de ser exportado para aquele país.

O Passat Nigéria tem características específicas como a cor de interior igual ao dos Passat LSE Iraque, vinho ou cinza, ar-condicionado de série e, diferente da versão produzida para o Iraque, não possuía apoios de cabeça nos bancos traseiros e nem console com instrumentos, além de ter carroceria de duas portas. Por um bom tempo esta versão permaneceu como um mistério, até ser esclarecido há alguns anos. Geralmente o Passat Nigéria era vendido e declarado no manual do proprietário e nota fiscal como “Passat Plus” (sabemos, porem, que o verdadeiro Plus era o 84, com motor 1.8 e detalhes exclusivos de acabamento) ou “Passat Especial” (e não Special, como a versão básica). No lado direito da tampa da mala vinha apenas o emblema “Passat”, sem qualquer outra denominação ou sigla.

Passat Nigéria abandonado em um estacionamento do Rio de JaneiroVoltando ao carro das fotos, o que foi apurado no próprio estacionamento é que o carro pertence a uma senhora, que há muitos anos paga religiosamente a mensalidade do estacionamento e não tem a menor intenção de vender o carro, pois teria pertencido ao seu pai. O Passat aparenta ainda estar bem alinhado e conservado, além de ter boa parte de suas características originais, exceto por detalhes, como a roda traseira da linha Gol mais moderna que aparece nas fotos e a inversão de lados dos emblemas traseiros. Não foi possível fotografar com clareza o interior do carro com o celular, mas é vinho e bate com as características dos Passat Nigéria. Numa consulta ao site do Detran-RJ, foi possível confirmar que a última atualização de documento do carro foi realizada em 1996, provavelmente na época da troca das placas amarelas para cinza. Outra curiosidade é que esse carro já era conhecido na região, pois permaneceu por muito tempo estacionado em uma rua sem saída, bem próximo a este estacionamento. Isso faz cerca de 10 anos e depois o carro havia saído de lá e não havia mais notícias. Mesmo parado, pelo menos agora sabemos que o seu destino não foi nenhum pátio da prefeitura e assim este Passat tem alguma chance de um dia ser colocado novamente em circulação.

E como fazemos em posts deste tipo, e até mesmo pela convicção da proprietária em não vender o carro, não vamos divulgar a sua localização. Assim evitamos inconvenientes tanto para a proprietária quanto para a administração do estacionamento.

Best Cars

Passat PlusNa última sexta-feira o site Best Cars publicou uma matéria bem completa sobre o nosso Passat, contando desde antes do seu lançamento na Alemanha até o final de sua produção no Brasil, em dezembro de 1988. Além da história detalhada, não foram esquecidas as séries especiais, as transformações realizadas na época (como as da Dacon e o Passat Júlia), um pouco sobre competições e curiosidades como a participação dos Passat em filmes nacionais. A Home-Page do Passat teve uma pequena contribuição nesta matéria, principalmente com algumas fotos que foram utilizadas.

O texto é impecável, como é o conhecido padrão de Best Cars desde 1997 (foi um dos primeiros sites do Brasil a tratar sobre o tema “automóveis”), e não cai na vala dos erros comuns, como chamar o motor 1.5 de MD e diversas outras coisas que fazem o passateiro de verdade se decepcionar. Muito pelo contrário, é uma ótima leitura do início ao fim! Tive o prazer de conhecer Best Cars em sua primeira fase, assim como de participar de sua lista de discussão por e-mail (isso por volta de 1998 ou 1999). Quem lembra dessas listas que fizeram sucesso antes do surgimento dos fóruns e das redes sociais? Ainda temos a nossa lista também, bem parada pois esse sistema já saiu de moda faz tempo, servindo praticamente como um arquivo daquela época que nem é tão distante assim, mas parece.

Uma boa leitura pra vocês!

Jacarepaguá, 1981

Pra matar as saudades do finado autódromo de Jacarepaguá… O video mostra a largada e as voltas iniciais da 2ª bateria da 5ª etapa da categoria Hot-Cars, em 1981, com ótima narração (podem acreditar!) de Galvão Bueno na Bandeirantes.  E pilotando o Passat #33, Toninho da Matta lidera boa parte do video, sendo ultrapassado por seu companheiro de equipe, Egídio Micci (o “Chichola”). O vídeo não mostra o fim da bateria, que foi vencida por Chichola (segundo a revista Auto Esporte da época, Toninho da Matta teria “facilitado” a ultrapassagem do companheiro de equipe, que havia largado mal na 1ª bateria).

Toninho da Matta 1981
Toninho da Matta e o Passat #33 – Créditos: Revista Auto Esporte

No final da etapa, vitória fácil de Toninho da Matta, que venceu 6 das 8 etapas daquele ano, levando o título por antecipação. Além dos Passat, que em sua maioria ficaram nas primeiras posições, o grid contou também com um Fusca 1600 e três Gol.

Placa treta: a velha injeção eletrônica de 1981

Placa treta: anúncio do TS 1981Mais um ótimo exemplo do que podemos classificar como “placa treta”. Em um famoso site de vendas, procurando um Passat para um amigo, acabo dando de cara com este anúncio. O título e a foto me chamam a atenção. Afinal, é um belo carro. Abro pra conferir e a admiração vai por água abaixo… Atrás de modificações mecânicas que certamente deixaram o carro muito mais agressivo, como injeção eletrônica e cilindrada aumentada para 1.9 na famosa denominação “APzão turbão treiskilimei” e também com um jogo de rodas Orbital aro 16″ que podem até provocar um leve debate sobre a harmonia com o restante do carro, caio na decepção de ler (e confirmar na foto) que o carro tem placa preta. Ou mais especificamente: placa treta. Segundo o anúncio: “Certificado e documentação toda ok, com potência alterada e suspensão constante no documento e regularizado no Detran – SP“.

Placa treta: TS 81 com as modificações principaisNão vamos cair no velho erro e na velha ingenuidade do “Ah, o dono conseguiu o certificado de originalidade e depois modificou o carro!”. O texto do anúncio está claríssimo: “Nas fotos acima o veículo ainda não estava com a placa preta, mas atualmente está” (certamente um texto antigo, já que há sim uma foto do carro já com a placa preta, mas onde dois números estão cobertos). Melhor sermos realistas: o clube que emitiu a placa preta sabia sim de todas as modificações. Ou se emitiu o certificado sem vistoriar o carro, continuou agindo fora da legalidade.

A FBVA cada vez mais vem se empenhando para resolver junto ao Denatran a questão dos “clubes” (entre aspas mesmo, pois não são clubes, são apenas comércio) que vendem certificados a proprietários de carros não originais. Porém, minha opinião pessoal é a de que apenas uma mudança na legislação, com regras mais claras sobre o índice de originalidade, ou no mínimo a exigência de que todos os clubes credenciados ao Denatran devam seguir as regras propostas pela FBVA para a emissão do certificado (mesmo que não sejam filiados), pode ajudar a termos um norte a seguir nesta questão. E com os critérios definidos, deveria caber aos proprietários que não seguem as regras alguma punição por meio judicial. Infelizmente o brasileiro, que tanto gosta de gritar contra a corrupção (dos outros), só aprende quando a corda arrebenta do seu lado.

Placa treta: TS 1981 exibindo a placa pretaVale também repetir a reflexão que ouvi há poucos dias de um amigo sobre o tema: placa preta não é atestado de beleza. O Passat do anúncio está bonito? Sem dúvida alguma! Está bem preparado? Imagino que sim. Deu trabalho ao proprietário para deixá-lo assim? Com toda certeza. Mas mesmo bonito, bem preparado e dando trabalho pra deixá-lo neste nível, não é esse o objetivo da placa preta e do certificado de originalidade, que só leva esse nome por um motivo óbvio. E não venham tentar convencer alguém de que essa mecânica e as rodas Orbital estavam disponíveis em 1981.

Passat Clube de Curitiba ajuda a NACEC

nacec_092015No próximo domingo, dia 13, o Passat Clube de Curitiba fará em sua reunião mensal uma arrecadação financeira em prol da NACEC (Núcleo de Apoio a Criança Especial de Curitiba), uma entidade que atualmente atende a mais de 80 famílias. Toda a ajuda financeira recebida será depositada para a instituição e devidamente demonstrada através de comprovante do depósito no grupo do clube no Facebook.

O evento será realizado a partir das 15:00 no Mercadorama do Seminário, na Avenida Nossa Senhora Aparecida, 582.

Conheça um pouco mais da NACEC e veja também outras formas de ajudar, clicando aqui.

Desbravando São Paulo no Passat

heitor_estrada

O post de hoje é de autoria do Heitor Pomponi, amigo de longa data e também um pesquisador quando o assunto é Passat. Já colaborou para a Home-Page do Passat com o artigo sobre o Passat mais antigo do Brasil e tem mais material importante vindo por aí… E nas férias de 2015, o Heitor fez uma viagem do jeito que todos nós gostamos. Segue o relato recheado, claro, de fotos…


Sempre quis conhecer o Estado de São Paulo de carro, de norte a sul. Sou paulista de nascença, mas sempre gostei muito do interior do Estado. Programei minhas férias de 2015 para fazer um passeio onde eu realizasse um roteiro para conhecer uma boa parte do Estado. E óbvio, o carro escalado para essa aventura seria o Passat! Quer prazer maior em fazer uma viagem indo a locais que você escolheu, sem preocupação com tempo, compromissos e ainda por cima guiando nosso carro favorito? Não tem preço!

Bem, a região que eu montei o meu roteiro básico é mais na parte noroeste do estado. Motivos?

  • Levar o Passat de volta a sua “terra natal” (neuras de um xarope que imagina um carro com sentimentos… talvez alguns entendam)
  • Visitar amigos e parentes em algumas cidades
  • Cidades que eu tinha curiosidade de conhecer

Roteiro planejado, carro revisado, levantamento do que fazer nas cidades (turismo, comida, bebida, atrações locais, pousadas, etc.) e pé na estrada! Saí de São Paulo na quarta Feira, dia 12/08, e a previsão de chegada era entre dias 20 ou 21/08, ou quando acabasse o dinheiro hehehe…

Conforme as imagens do roteiro, fiz algumas mudanças no trajeto. Por curiosidade, para conhecer algum local indicado. A primeira pernada foi até a cidade natal do Passat, Santa Rita do Passa Quatro, onde conheci o município e outras cidades da região até o dia 15/08, quando peguei a estrada rumo a Jaboticabal, onde parei apenas para almoçar e conhecer a cidade. De lá, segui para Bebedouro, e em seguida para São José do Rio Preto visitar parentes. Fiquei nesta última cidade até o dia 17/08, quando parti rumo a Santo Antonio do Araranguá, passando por várias outras cidades durante o trajeto.

Roteiro original da viagem
Roteiro original da viagem
Roteiro realizado, com as alterações em vermelho.
Roteiro realizado, com as alterações em vermelho.
No morro do Itatiaia, em Santa Rita do Passa Quatro
No morro do Itatiaia, em Santa Rita do Passa Quatro
Em Cachoeira de Emas, na ponte Atílio Zero, sobre o rio Mogi Guaçu.
Em Cachoeira de Emas, na ponte Atílio Zero, sobre o rio Mogi Guaçu.

No dia 17/08 decidi não ficar hospedado em Santo Antonio do Araranguá e por isso estiquei até Araçatuba, ficando por lá até o dia 18/08. Em seguida me hospedei na cidade vizinha de Birigui, ficando por lá até o dia seguinte, quando saí rumo a Bauru para visitar os amigos Alex Tora e Marcelo Diana e também Reinaldo Alves (Lins).

No dia 20/08, por dica do amigo Alex, saí de Bauru rumo a Boracéia, localizada entre Bauru e Jaú. Lá existe uma balsa que atravessa o rio Tietê, um belo passeio. Feito este percurso fora do roteiro original, passei por Jaú e vim através de estradas vicinais passando por várias pequenas cidades até chegar em Piracicaba, onde peguei a rodovia dos Bandeirantes direto para a Capital.

Atravessando o rio Tietê de balsa, na cidade de Boracéia.
Atravessando o rio Tietê de balsa, na cidade de Boracéia.
Em frente a concessionária Munich, em Araçatuba
Em frente a concessionária Munich, em Araçatuba

Neste roteiro o Passat rodou um total de 2.168km em 8 dias sem nenhum problema grave, de forma impecável e com consumo médio de combustível de 11,98KM/L. Os níveis de água e óleo não se modificaram e o carro sempre funcionou em boa temperatura, mesmo com o calor severo do interior. O conforto do carro é muito bom (como todo Passat) e apenas uma observação: é mais prazeroso dirigir o Passat nas estradas vicinais, devido a segurança e firmeza nas curvas e o câmbio de 4 marchas, que pede pouquíssimas trocas e garante ótimas retomadas e ultrapassagens. Ocorreram apenas dois imprevistos no carro durante o passeio:

– Dia 19/08: a mola de retorno do acelerador estourou na rodovia. A peça era nova, instalada na semana anterior a viagem. Bastou recolocar a mola antiga e seguir viagem tranquilamente.

– Dia 21/08: ao chegar em São Paulo, o acabamento central prata do painel de instrumentos do lado dos marcadores se soltou e caiu, sem maiores consequências.

Na beira do rio Tietê e com uma visão inusitada de dentro do Passat.
Na beira do rio Tietê e com uma visão inusitada de dentro do Passat.
Mais uma das belas imagens que o interior de São Paulo (e um Passat) podem proporcionar...
Mais uma das belas imagens que o interior de São Paulo (e um Passat) podem proporcionar…

Digo com segurança que foram as melhores férias que tive na vida e sem dúvida foi uma das viagens de carro que mais gostei e me marcou. Espero ter outras oportunidades, para conhecer outras áreas do estado (sul, leste, etc…) e, claro, com o meu velho e companheiro de viagens.

 

19 anos da Home-Page do Passat!

Aniversário de 19 anos da Home-Page do PassatDesde 1996, cada 19 de agosto tem um significado diferente para este que escreve a maioria das linhas deste blog e site… E se no início tudo surgiu como uma brincadeira de adolescente que ninguém sabia quanto tempo ia durar, com o tempo passou a ser uma “brincadeira séria” e com uma boa dose de esforço pra que tudo isso continue durando seja lá por quanto tempo for necessário. Mas hoje não vou falar nada mais sobre essa história. Deixemos, quem sabe, para o ano que vem.

Hoje é dia apenas de celebrar o singelo presente que tento dar aos visitantes da Home-Page do Passat: um site totalmente reformulado, mais fácil de navegar e compatível com dispositivos móveis. Se em 1996 ter um telefone celular era para poucos, em 2015 tivemos que nos adaptar pra algo que nem imaginávamos naquela época. O conteúdo ainda é quase o mesmo. Falta alguma coisa que ainda será adicionada aos poucos, a medida que o tempo livre permitir, como as fotos dos eventos regionais, os tutoriais… Sinto informar que a galeria dos visitantes não volta mais. Era uma área com fotos de Passat publicadas desde 1996, muitos deles já trocaram de dono, outros nunca mais tivemos notícias. Era uma época com poucas câmeras fotográficas digitais (algumas fotos publicadas ainda eram de câmeras convencionais, devidamente digitalizadas por um scanner). Com o passar do tempo e a popularização das câmeras digitais e da internet, principalmente nos últimos 10 anos, a quantidade de fotos e informações recebidas seria suficiente para que a Home-Page do Passat acabasse sendo atualizada apenas com essa área. E com as áreas de interação (fórum, Facebook, etc.), é mais justo que cada um possa mostrar seu Passat do jeito que bem entender e com as informações que julgarem melhor.

Novo layout da Home-Page do PassatMas o principal de tudo é que o site ficou mais fácil e prático de ser atualizado. Qualquer futuro conteúdo chegará mais rápido a Home-Page do Passat e, sem a necessidade de tantos detalhes para se alterar em diferentes páginas e vários testes como era antes. Sinal dos tempos… Quem sabe a cara do blog também não mude um pouco em breve?

Espero que gostem das mudanças… E obrigado por nos acompanhar por tanto tempo!

Fotos antigas de Curitiba

ctba - transito 3A Gazeta do Povo publicou uma matéria com 91 fotos antigas de Curitiba. São imagens fantásticas, imagino que com um gostinho ainda mais especial para quem é moradora da cidade e poderá lembrar de como eram algumas coisas por lá, que certamente mudaram ao longo dos anos.

É claro que o Passat não ficou de fora, e é possível ver alguns nas imagens. Mas também há outras imagens interessantes com uma rara Brasília de 4 portas (táxi, claro), Corcel, Belina servindo como viatura da PM, ônibus, etc. Você pode conferir todas as fotos aqui neste link,

FBVA atrás das “placas treta”

FBVAUm ofício do último dia 9 de julho, publicado no site da Federação Brasileira de Veículos Antigos informa que a entidade esteve em reunião com representantes do Denatran e está recolhendo material que envolva veículos com placas preta visivelmente irregulares, as por nós chamadas de “placas treta”, para que seja encaminhado a este órgão. Espera-se que com isso seja possível tomar as medidas cabíveis contra os clubes responsáveis pela emissão destes certificados de originalidade.

Vale destacar que no dia 5 de julho, durante o XIV Encontro AVA-JF de Veículos Antigos, na cidade de Juiz de Fora (MG), o presidente da FBVA, Roberto Suga, que assina o texto abaixo, fez questão de dizer que a entidade está trabalhando junto ao Denatran para que uma placa especial aos veículos antigos modificados seja implantada. Portanto, os proprietários destes carros não foram esquecidos.

Segue o texto, na íntegra:

Prezados Senhores;
Diretores Executivos, Diretores Regionais, Membros do Conselho Fiscal e Membros do Conselho Consultivo da FBVA;
Presidentes de Clubes Membros FBVA;

Conforme reunião realizada no final do mês de Junho, entre Diretores da Federação Brasileira de Veículos Antigos – FBVA e Diretores do Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, em Brasília/DF, ao apresentar o contexto atual sobre emissões de Certificados de Originalidade para veículos antigos, nossa entidade foi solicitada a auxiliar, apontando irregularidades vistas em nosso segmento, para que o órgão possa tomar as devidas providências, principalmente quanto as Associações emissoras destes Certificados.

Desta forma, solicitamos aos Senhores, que possam nos enviar material para que a FBVA providencie um dossiê, contendo material suficiente o bastante para as providências do DENATRAN.

Para que possamos ter argumentos o suficiente junto ao DENATRAN, bem como facilidade de entendimento destes casos, pela Diretoria do Departamento Nacional de Trânsito, nossa sugestão e linha de trabalho neste momento, deverá ser em cima das verdadeiras “aberrações”, ou seja, veículos de fácil visualização de itens que o descaracterizam e o deixam em desacordo com aquilo que buscamos em nossas diretrizes e procedimentos.

Para que a denúncia tenha fundamento, será essencial que algumas informações sejam recolhidas, como seguem:

– Fotos claras do veículo denunciado;
– As fotos devem mostrar a placa do veículo com nitidez (sem deixar dúvidas quanto a seus caracteres e a cidade/estado em que o auto foi emplacado);
– Deverá ser feito um descritivo das irregularidades verificadas (e que deverão ser facilmente identificadas pelas fotos);
– Se possível, e muito importante, informar o clube emissor de tal Certificado.
– Se possível, cópia do Certificado de Originalidade;
– Demais documentos que entender ser importante ao processo.

Esta denúncia deverá ser enviada para o e-mail da FBVA – fbva@fbva.org.br e será recebida em caráter confidencial, sendo repassado somente o material para o órgão público competente, como sendo uma denúncia da FBVA.

A FBVA entende ser esta abertura, o início de uma grande parceria com o DENATRAN, quanto a nossas reivindicações para o antigomobilismo. Obviamente, esperamos usar desta possibilidade, de forma responsável e consciente. Contamos com a colaboração e apoio de todos.

Sem mais para o momento, desde já somos gratos pela atenção e renovamos nossos protestos de consideração e apreço.

Atenciosamente

Roberto Suga
Presidente”

O texto também pode ser conferido no próprio site da Federação. Vamos colaborar com a FBVA e torcer para que tenhamos dias melhores com relação aos veículos de coleção.

Auto Mecânica Passat

Créditos: Google Street View
Créditos: Google Street View

Não conheço o local e nem tenho informações sobre os serviços prestados. Mas convenhamos que esse nome chama a atenção para quem é proprietário de um Passat. Fica em Curitiba. Resta saber se algum leitor da cidade conhece a oficina pra falar um pouco mais.

E você conhece alguma outra empresa que faça uma homenagem ao Passat no seu nome? Mande pra cá!

Formalização do Passat Clube – RJ

Alguns dos exemplares do Passat Clube - RJ presentes no domingo
Alguns dos exemplares do Passat Clube – RJ presentes no domingo

No último domingo, dia 21 de junho, quando o Passat comemorava 41 anos de lançamento no Brasil, o Passat Clube – RJ dava prosseguimento as comemorações pelos seus 10 anos e promovia sua assembléia de fundação formal. Durante o 14º Encontro de Veículos Nacionais Antigos, realizado pelo AGMH, os associados presentes se reuniram no ônibus Caio Amélia 87/88, que foi da frota da Marinha até 2004 e hoje pertence ao sócio André Simas. O ônibus foi devidamente preparado para a ocasião, com um pequeno escritório para digitação e impressão dos documentos necessários, além do letreiro com o nome do clube.

Passat LSE 1980 e a "sede móvel", Caio Amélia 87/88, onde a reunião foi realizada
Passat LSE 1980 e a “sede móvel”, Caio Amélia 87/88, onde a reunião foi realizada

Durante a reunião, o estatuto do Passat Clube – RJ foi aprovado e a diretoria eleita, além da discussão sobre assuntos gerais pertinentes ao início das atividades formais do clube. Os trâmites legais para a conclusão do registro junto ao cartório responsável, além da Receita Federal, já começaram. Não temos por enquanto conhecimento de outro clube de Passat que tenha sido registrado como pessoa jurídica e se for este realmente o pioneiro, esperamos que isso acabe incentivando outros clubes a fazerem o mesmo e se fortalecerem no cenário do antigomobilismo brasileiro.

A diretoria, com gestão até o dia 20 de junho de 2017, ficou assim composta:

  • Diretor Presidente: André Grigorevski
  • Diretor Social: Mario Silva
  • Diretor Financeiro: André Simas
  • Presidente do Conselho Fiscal: José Carlos Miranda
  • 1º Conselheiro: Fábio Bittencourt
  • 2º Conselheiro: Bruno Lara
  • Suplentes do Conselho Fiscal: Michael Sgarbi, Ian Felipe Barros e Fábio Girão