Yellow Submarine

carro-vila-marianaNo mínimo curiosa a reportagem encontrada e compartilhada pelo Guilherme Buzzo no grupo da Home-Page do Passat no Facebook. Um Passat abandonado no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, foi pintado, enfeitado e batizado como “Yellow Submarine”, como uma referência a música dos Beatles. O motivo? Talvez tenha sido uma maneira encontrada para chamar a atenção da subprefeitura do bairro, que já foi informada algumas vezes sobre a presença do pobre Passat abandonado no local e até agora nada fez. Segundo moradores, o carro se encontra na mesma vaga há pelo menos 3 anos.

Em uma pesquisa pelo endereço no Google Street View, as imagens de fevereiro de 2011 mostram o Passat no local e já com aspecto de abandono, porém ainda muito menos depenado do que agora. Para facilitar, o link do Street View está aqui (corram, antes que o Google atualize as imagens!).

Cobertura: AGMH em Caxambu

Em uma atualização que pode ser considerada relâmpago para os padrões da Home-Page do Passat (digo… para os padrões do responsável pela Home-Page do Passat, já que o site não tem culpa nenhuma disso), já estamos com a cobertura completa do evento de Caxambu no site. São cerca de 160 fotos do Parque das Águas e também algumas do Palace Hotel, onde a maioria dos participantes se hospedaram, e de ruas próximas ao hotel onde alguns carros antigos foram flagrados.

Deixo duas imagens aqui pra matar a curiosidade. E a cobertura você acessa pela área de eventos do site ou diretamente clicando neste link.

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Evento em Miguel Pereira – RJ

Amigos, principalmente do RJ, MG e SP, estamos ajudando a divulgar este evento que vai acontecer na bela e simpática cidade de Miguel Pereira, região Centro-Sul Fluminense, próxima às cidades de Vassouras e Paty do Alferes. O evento é organizado pelo Clube de Antiguidades Automotivas de Volta Redonda e o Nictheroy Clube de Veículos Antigos.

Miguel Pereira fica a cerca de 120km da cidade do Rio de Janeiro, 420km de São Paulo e 380km de São Paulo.miguelpereira102013Além disso, em Miguel Pereira existe, ou melhor, eu espero que ainda exista, uma antiga concessionária VW, já fechada, mas que ainda mantém em sua fachada a pintura de décadas passadas, desgastada pelo tempo, mas muito convidativa para uma foto dos Passat em frente a ela. Vamos colocar os Passat na estrada?

Foto retirada do Google Street View
Foto retirada do Google Street View

Ainda em Caxambu…

E continuamos até amanhã aqui no 4o Encontro de Veículos Antigos organizado pelo AGMH em Caxambu-MG, cidade que já se acostumou a receber eventos de antigomobilismo, como diversas edições do Blue Cloud. Como esperado, hoje chegaram mais participantes (e mais Passat!). Alguns carros se destacam, como um Mercury conversível (1948 ou 1949…), um El Camino e, na minha opinião o carro mais interessante do evento, pela raridade, um belíssimo Opel Kapitan 1951, que rodou segundo o proprietário 230km para chegar aqui.

Como sempre acontece, vale a pena rodar algumas centenas de km e reencontrar velhos amigos, além de fazer novas amizades. Os carros são importantes, mas acabam ficando em segundo plano. O evento continua… Carros devidamente guardados no Parque das Águas e mais tarde teremos um coquetel de confraternização. Amanhã teremos a premiação dos destaques entre os votos dos expositores (digo logo que votei em um certo TS cobre metálico) e possivelmente um passeio pela cidade.

E vamos aproveitar que a conexão wifi do hotel está funcionando razoavelmente agora e subir algumas fotos pra vocês…

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Em Caxambu

Começou hoje o 4o Encontro AGMH de Veículos Antigos em Caxambu. A cidade mineira receberá expositores de pelo menos 3 estados diferentes e, claro, os Passat não vão ficar de fora.

Acabamos de chegar (LSE na estrada novamente), mas em frente ao hotel já vi outro Passat (entre outros carros antigos), que logo irá também para a área do evento. Dependendo da conexão por aqui, deixo um post prometido pra amanhã com algumas fotos do que rolar por aqui.

E se você mora perto, ainda dá tempo de vir!

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Na trave!

Eu tento não escrever sobre certos assuntos aqui no blog, para evitar uma possível irritação dos visitantes com a repetição de alguns temas. Mas alguns destes temas parecem me procurar… Assim foi na última sexta-feira, quando voltava pra casa e peguei um caminho diferente, pelo qual raramente passo.

Meio distraído com o trânsito, vi sobre a calçada um Passat cuja cor era bem semelhante ao Cinza Grafite Metálico. Na tampa da mala (3 portas), a pintura preta. Notei a pintura preta também ao redor dos vidros laterais. O que eu poderia pensar nesses 2 ou 3 segundos? Um 4M! Passei pelo carro e olhei pra sua dianteira: frente dos 79-82. Ué? Um 4M que sofreu um “upgrade”? Um LS que sofreu uma pintura? O pior é que foi tudo tão rápido que nem deu tempo de reparar na placa ou mesmo se o para-choque traseiro também era dos modelos pós-79. Mas como desde sempre eu tento listar os 4M sobreviventes, apesar de nunca ter feito de fato uma lista, eu não ficaria muito sossegado se deixasse o assunto pra lá. Eu pensei 10 vezes em parar ali naquela hora, mas estava com pressa. Tanta pressa que acabei seguindo meu caminho, prometendo que voltaria. E hoje voltei mesmo, pegando o mesmo caminho que uso raramente e torcendo pra encontrar o mesmo Passat por ali. E dei sorte…

4mnatrave01O carro aparentava ser de uso diário, com muitas marcas de uso, grade de Gol, entre outras modificações. E se encontrava próximo de dois estabelecimentos comerciais. Errei na minha primeira tentativa de tentar descobrir quem era o dono. Entrei em uma serralheria e tentei pela segunda vez. Enquanto isso, pensava no que eu iria dizer pra alguém que eu nunca vi na vida e que tinha chances altíssimas de achar que eu era um maluco (e o pior de tudo: a pessoa poderia acabar confirmando que me faltam mesmo alguns parafusos).

4mnatrave02Só havia uma pessoa na serralheria e fui até lá. Pedi desculpas por atrapalhar o serviço dele e perguntei sobre o carro. Fui sincero, disse que tinha um quase igual, com a mesma pintura, porém com a frente diferente. O sujeito foi muito simpático com uma pessoa que chega no meio do expediente e faz perguntas idiotas sobre um assunto inesperado. Pelo que pude entender da história, a serralheria pertence a ele e a um irmão, sendo que o Passat pertence ao irmão, que não se encontrava no momento. Ele não soube dizer o ano com certeza. Primeiro disse que era 1983 e depois disse que não, que achava que era 1979. Contou também que era um carro excelente, que eles usavam no trabalho “e carregavam algumas máquinas bem pesadas dentro dele”. Pensei que seria uma pena achar um legítimo representante de um série rara vivendo daquele jeito os seus últimos dias. Mostrei duas fotos do meu 4M, que estavam no celular, para que ele visse que eu não estava inventando nenhuma história e perguntei se tinha problema tirar fotos do carro. Ele ainda muito simpático e atencioso autorizou e assim o fiz. Ainda disse que eu poderia mexer no papel que, como vocês podem ver, tampavam parte da placa. Como a rua é estreita e de muito movimento, percebi ser normal ali naquele trecho algumas pessoas tamparem a placa dos carros na calçada pra evitar multas.

4mnatrave03Fotografei, anotei a placa, procurei o número do chassi gravado nos vidros, mas não havia. O insulfilm quase totalmente negro impediu ver qualquer coisa no interior e eu achei de bom tom não abusar da boa vontade do homem e me dei por satisfeito. Agradeci, desejei uma boa tarde e fui embora. Chegando em casa, consultei a placa no Detran e de fato não se trata de um 4M. É um LS 1980 de cor marrom, o que também o  diferencia dos 4M, que são registrados como cinza. Essa bateu na trave…

No final das contas, este carro me enganou direitinho. Fiquei sem saber da história, se o atual dono já o comprou com essa pintura, se ele mesmo resolveu fazer e por qual motivo, essas coisas. Mas achei interessante publicar por aqui.

Ruínas de um LS 4 portas

ab_01Este tipo de descoberta sempre interessa aos donos de Passat e mesmo aos admiradores de carros antigos em geral, no mínimo pela curiosidade que desperta. Em um estacionamento da região central da cidade de São Paulo, hiberna o que restou de um LS 4 portas 1978, aparentemente Verde Indaiá, ainda com placas amarelas.

ab_03As imagens são do Andrey Felipe, que descobriu este Passat em um andar aparentemente desativado do estacionamento, que por razões de segurança não vamos divulgar o endereço. Por ali repousa também um Monza Classic SE, ainda da primeira “geração”, além de um Galaxie 500 e alguns carros um pouco mais modernos.

ab_02Este LS teve os para-choques trocados pelos de lâminas dos modelos 83-84, que curiosamente não foram levados durante o processo de desmontagem. Aliás, pelo que é possível avaliar do que restou do carro, ele parecia em muito bom estado de conservação e é uma pena que tenha sido depenado dessa maneira. Boa parte dos acabamentos já foram retirados, provavelmente roubados, e nem mesmo o capô foi poupado dessa sede. Não há como saber exatamente o que levou este LS a ser abandonado ali por tanto tempo, mas informações conseguidas pelo Andrey o levaram a descobrir que o proprietário do carro é falecido e seu filho é o dono do prédio (e de muitas outras coisas mais, incluindo empreendimentos na nada humilde Rua Oscar Freire) onde o estacionamento funciona. O que nos leva a lamentável conclusão de que, se este Passat parece não ter um futuro promissor, não é por falta de condições financeiras do seu herdeiro, mas sim por pura falta de interesse.

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Sol e carros antigos

nictheroy01Foi um sucesso o I Encontro Estadual de Veículos Antigos, sediado na cidade de Niterói! Organizado pelo Nictheroy Clube de Veículos Antigos e contando com o apoio da prefeitura, o evento contou com a presença de veículos antigos de diversas regiões do estado. E os Passat estiveram por lá, marcando presença… Pouco antes do horário do início do evento, cinco Passat, devidamente acompanhados por um Fusca e um Opala, vindos do Rio e também de Niterói, saíram em uma curta carreata para entrarem juntos na área da exposição, na Avenida Quintino Bocaiuva, na praia de São Francisco.

Ponto de encontro da carreata para o evento
Ponto de encontro da carreata para o evento

Niterói é uma cidade repleta de carros antigos, muitos deles escondidos pelas garagens e que raramente dão o ar da graça nas ruas. Mas alguns destes carros, e também seus proprietários, são bastante conhecidos na cidade e estiveram presentes no evento, levando alguns exemplares que já fazem parte da história da cidade. Estava lá, por exemplo, o Ford 1919 que é o carro mais antigo do estado e que de vez em quando é visto dando umas voltinhas pela cidade. Outro exemplar conhecido em Niterói é o Plymouth 1939 de propriedade do Sr. Izak Redinger, um dos primeiros colecionadores de carros antigos do Brasil, e seu filho Dilson. O Plymouth passou boa parte de sua vida trabalhando como táxi, até que foi comprado pelo Sr. Izak nos anos 70 e passou a ser utilizado normalmente, em viagens e no dia a dia. O carro é mantido até hoje na familia e nunca passou por restauração, possuindo em sua pintura original a “pátina do tempo”. Um impecável e raro Ford Zodiac 1961 passou décadas estacionado em uma rua da cidade, sofrendo a ação da tempo e esquecido pelo então proprietário, até ser resgatado e totalmente restaurado por um colecionador do Nichteroy Clube de Veículos Antigos, e também foi um dos destaques do evento de domingo.

No alto, o Plymouth 1939: pintura ainda original de fábrica.
No alto, o Plymouth 1939: pintura ainda original de fábrica. Na foto do meio, impecável Ford A 1931. E abaixo, o clube Amigos do MP Lafer.

Voltando aos Passat, tivemos um total de 13 exemplares. Pensando nos padrões dos encontros do Rio de Janeiro dos últimos tempos, onde são poucos os verdadeiramente interessados em preservar um Passat, é uma marca expressiva. E serviu de incentivo para que participemos ainda mais dos eventos que o estado oferece. Entre os 13 presentes, podemos destacar o LSE 1980, versão bem rara para essa época, recém trazido de MG e que será em breve restaurado. A “safra” 79-82, aliás, estava muito bem representada, com a presença também de três belíssimos modelos LS.

Passat GTS 1983
Passat GTS 1983
Passat LS 1980
Passat LS 1980

Outro Passat que sempre se destaca, e desta vez não foi diferente, é o GTS 1983 de propriedade do Henrique Moraes, de Teresópolis. O carro chama a atenção por onde passa, e ao lado do GTS Pointer do seu pai, Sr. Waldir, formam uma dupla de respeito.

Momentos do evento...
Momentos do evento…

No balanço geral do dia, o I Encontro Estadual de Veículos Antigos sagrou-se como um dos melhores eventos já vistos no estado nos últimos anos. Bem organizado, realizado na belíssima orla do bairro de São Francisco e com estrutura de bares e restaurantes nas imediações, o evento reuniu cerca de 500 veículos antigos (!!!!) e 16 clubes, segundo dados dos organizadores. Além disso, aproximadamente 2 toneladas de alimentos não-perecíveis foram doadas pelos participantes, quantidade que será encaminhada para uma instituição beneficente. O número de carros participantes foi tão grande que houve a necessidade de alocar parte dos que chegaram mais tarde nas ruas próximas ao encontro, para que todo mundo tivesse espaço. O sucesso não foi apenas de participantes, mas também de público. Na maioria das vezes, registrar o evento em fotos exigiu grandes doses de paciência para aguardar o momento certo de dar o clique sem pessoas na frente dos modelos em exposição. O fato pode não ser muito bom para os fotógrafos de plantão, mas deve ser louvado, pois demonstra o grande número de pessoas interessadas em visitar um evento deste tipo em uma cidade que, apesar da grande tradição no antigomobilismo e de possuir eventos mensais, provavelmente nunca viu nada tão grandioso.

Alguns dos 13 modelos de Passat presentes na exposição
Alguns dos 13 modelos de Passat presentes na exposição

Deixamos aqui, em nome da Home-Page do Passat e do Passat Clube – RJ, nossos parabéns ao Nictheroy Clube de Veículos Antigos por todo o esforço e competência! E em breve vocês poderão conferir em nosso site dezenas de fotos selecionadas deste evento.