Cine Rex

cinerexPor algum motivo desconhecido, fotos antigas na frente de cinemas costumam apresentar um Passat. É o caso da imagem deste post. Não tenho informações sobre onde a foto foi tirada e nem a época, mas pesquisando um pouco descobri um Cine Rex na Cinelândia, Rio de Janeiro, e que existe até hoje. O Cine Rex carioca funcionou como um cinema comum, porém com o tempo e provavelmente afetado pela crise que afetou os cinemas de rua após a proliferação das salas de exibição nos cômodos shoppings, passou a exibir filmes eróticos, o que acontece até hoje. A maioria das antigas salas de rua se transformou em cines eróticos ou, ironicamente, em igrejas. Será o mesmo da foto?

Sobre a época, o filme “Um trapalhão mandando brasa” (“Hardly Working”, em seu título original), uma comédia protagonizada pelo impagável Jerry Lewis, é de 1981, o que nos faz ter pelo menos uma idéia de quando a foto foi feita.

Editando: o Fernando Vieira, através de nossa página no Facebook, esclareceu o mistério! É mesmo o Cine Rex, hoje decadente, da Cinelândia. A imagem é do dia 12 de março de 1981 e o fotógrafo foi o Frederico Secco, da Agência O Globo).

Passat de família

Logo pela manhã um amigo me enviou o link com uma matéria da Auto Esporte, no portal G1. Na hora reconheci o belo LS 1982 do Caio Rossi, que participa do nosso grupo do Facebook. Confesso que apesar de conhecer e admirar o LS, não conhecia a sua história. Ou então conhecia e não lembrava, como é comum eu fazer… E a matéria conta uma bela história de família, explicando que o Passat foi comprado 0km pelos avós do Caio em uma autorizada de Santo André, que eu imagino que seja a Utivesa onde o carro aparece em uma foto da matéria e décadas depois passou pra ele como presente de 18 anos.

Não vou contar mais detalhes, pois a matéria está aí pra isso e eu recomendo que leiam. Mas fica registrado também aqui no blog mais uma história que mostra que pra muitos de nós o Passat não é só um meio de locomoção. Parabéns, Caio!

Reprodução do portal G1
Reprodução do portal G1

Placa Treta: a arte de vender gato por lebre

sport_treta01Caros leitores, eis neste post um dos “melhores” exemplares de Placa Treta que já vi. Um raro Passat Sport 1984, onde a talvez única característica da versão que tenha restado seja o nome no documento, ostentando as placas pretas que atestam o mínimo de 80% de originalidade de um veículo antigo.

As alterações graves para um suposto carro de coleção são notadas até mesmo por quem não está muito familiarizado com o Passat ou com a versão Sport. Ainda assim cito aqui a troca das rodas, estofamento dos bancos, volante, os pára-choques envolventes, a falta do borrachão da tampa do porta-malas, o emblema solitário também na tampa do porta-malas colado em local errado, os frisos cromados dos vidros laterais e as lanternas traseiras usadas a partir de 1985 (além de estarem opacas, em péssimo estado). Isso sem contar o estado geral de conservação do carro, que não está ruim mas de qualquer maneira já não seria digno das placas pretas mesmo se o carro estivesse original. O leitor que olhar as fotos com mais atenção vai encontrar mais itens errados, mas apenas alguns dos citados já excluiriam o carro da placa preta sem nem mesmo realizar a vistoria.

sport_treta02 sport_treta03 sport_treta04O carro em questão estava a venda no evento de Campos do Jordão – SP  e as fotos foram enviadas pelo Lobão. Pesquisando na internet e pela placa dianteira decorativa, foi possível encontrar a loja especializada no comércio de veículos antigos que está anunciando este ex-Sport por módicos R$18.000,00, como pode ser confirmado no link da própria loja. Deixo, caso seja desejado, o espaço aberto aqui para explicações da loja sobre o Passat anunciado, inclusive para dizer qual foi o clube responsável pela suposta vistoria realizada para emissão do Certificado de Originalidade. Mas ao mesmo tempo deixo minha opinião de que é impossível que qualquer comerciante especializado em veículos antigos não tenha a mínima noção da irregularidade do exemplar e queira repassá-lo como sendo um veículo original.

E deixo aqui minha humilde sugestão, aproveitando o ano de eleições na FBVA, que a entidade disponibilize em seu site a opção de pesquisa em um banco de dados onde o visitante possa digitar a placa de um veículo de coleção e saber:

– Se o Certificado de Originalidade do veículo foi emitido através da entidade;

– Em caso positivo, qual foi o clube responsável pela vistoria.

É claro que esse sistema só funcionaria para fiscalizar os laudos emitidos por clubes filiados a própria FBVA, e no caso das placas pretas irregulares emitidas por clubes cadastrados diretamente ao Denatran ou via despachantes isso não seria possível. Mas seria mais um modo de fiscalização de uma lei que vem sendo descumprida descaradamente, seja pra fugir do teste de emissão de poluentes (que não é o caso do exemplar deste post, emplacado em Mogi Mirim) ou como uma tentativa de valorizar o carro em uma possível venda para completos leigos no assunto.

Quem não tem cão…

tampasw01Não é segredo e nem mistério pra nenhum admirador de Passat, que a VW preferiu produzir a Variant II por aqui (que nos deixou as suas rodas 14″ como legado, dirão alguns) no lugar de produzir a Passat Variant, que provavelmente seria uma concorrente mais forte frente a Belina, principalmente. Então, na falta de uma legítima Passat Variant comercializada no Brasil, algumas empresas se encarregaram de transformar o Passat nacional em uma perua, para quem fizesse questão disso e tivesse dinheiro pra bancar uma transformação deste porte. As transformações realizadas pela Dacon e pela Sorana foram as mais famosas, porém o número de unidades transformadas é desconhecido e certamente bem reduzido.

tampasw03Um jeito mais simples, rápido e barato de ter a sua própria Passat Variant no Brasil também foi comecializado pela Dacon. No lugar de cortar toda a parte traseira de um Passat, o que envolveria também a pintura completa do carro, bastava usar um Passat 3 portas e trocar sua tampa traseira por outra, devidamente confeccionada para dar um espaço maior no compartimento de bagagem e uma aparência que lembrava a de uma perua, já devidamente pintada na mesma cor do carro. A troca da peça era simples e levava pouco tempo. O custo era obviamente bem menor, porém o resultado estético era um tanto controverso. Talvez por esse motivo, o uso desta tampa também não obteve sucesso e atualmente é uma solução menos conhecida do que as transformações citadas no início deste post.

tampasw02Uma destas raras sobreviventes ilustra este post e foi flagrada na cidade de Itatiba – SP, pelo Rafael Finardi, dono do Impala 1960 mais bonito que eu já vi. Segundo o Rafael, o carro pertence a um pedreiro e como podemos notar provavelmente é utilizado no trabalho, o que não deixa de ser interessante pois é um carro que continua contando sua história até hoje pelas ruas. Feio? Bonito? Alguém faria atualmente isso em um Passat? Tanto faz… O mais importante é ter o registro de um quase extinto acessório.

Dia das Mães

Dia das mãesTodas as homenagens do mundo ainda serão insuficientes para demonstrarmos o quanto elas são importantes. E pra ajudar um pouquinho nesse dever, a Home-Page do Passat quer prestar uma pequena homenagem para as mamães de todo o Brasil (e, por que não, do mundo?) em nossa página do Facebook. Envie pra gente uma foto da mamãe homenageada, através do Facebook mesmo, junto com seus filhos e o Passat da família e publicaremos por lá ao longo da semana. Só não esqueça de informar também o nome da mãe, dos filhos que aparecem na foto e também a cidade onde moram.

Então, o que está esperando pra homenagear suas mães, esposas, avós…?