FBVA divulga “Carta de São Paulo”

FBVAA Federação Brasileira de Veículos Antigos divulgou há alguns dias o documento que ficou conhecido como “Carta de São Paulo”, que é o resultado obtido durante as reuniões do II Workshop Nacional da FBVA, realizado no final de 2014 na capital paulista. O documento traz, entre outros tópicos importantes tratados durante o evento, alterações no procedimento de avaliação de veículos para obtenção da placa preta e que passam a valer para os processos realizados pela entidade.

Fazendo uma rápida análise no texto do documento, no que concerne de importante aos proprietários de Passat interessados em obter o Certificado de Originalidade através de um clube federado, passa a valer o uso de acessórios, desde que sua comercialização na época da fabricação do veículo seja comprovada (por algum anúncio de revista, por exemplo), e “com pontuação inferior àquela deferida ao mesmo item se fosse original ou opcional de fábrica“.

As regras sobre o uso de rodas diferentes, o que sempre é um tópico polêmico e o principal item excludente visto em veículos com placa preta irregular, também foram alteradas. O documento diz que “rodas esportivas ou não, comprovadas pelo proprietário com apresentação de qualquer documento que ateste sua comercialização quando da fabricação do veículo serão acolhidas, contudo, com pontuação inferior àquela deferida ao mesmo item se fosse original ou opcional de fábrica“. Para aqueles mais entusiasmados, porém as novas regras dizem que “serão toleradas alterações de aro e tala até 1”, somente com a justificativa de escassez de peças de reposição“. Portanto, pela interpretação que faço, podem ser utilizadas no Passat qualquer roda existente na época, desde que mantenha-se o aro 13”.

Além disso, passa a ser permitido que veículos transformados por empresas especializadas da época, caso da Dacon e Sulam, por exemplo, obtenham o Certificado de Originalidade. Outra mudança das regras fala sobre o “upgrade” ou “downgrade” de modelos, citando como alguns exemplos a alteração de Maverick SL para GT, Opala standart para SS, entre outros. Fica subentendido então que um Passat originalmente de versão mais básica possa ser transformado para uma versão mais luxuosa ou esportiva e ainda assim obtenha a placa preta. O documento usa como justificativa evitar “o sucateamento de carros antigos acima apresentados que poderiam estar impedidos de circular pelo controle de emissão de poluentes“.

Está feito o registro destas mudanças. Os interessados em ler todo o documento podem baixá-lo através deste link.