Cidadão do mundo: Dasher 1975

VW Dasher 1975Com esta dica fantástica do amigo Mário Buzian, que está sempre em busca de modelos interessantes não apenas no Brasil mas também no exterior, tomo a liberdade de reviver a série “Cidadão do mundo” que durante um período era publicada em nosso blog. O Dasher não é um modelo muito cultuado em terras norte-americanas e por consequência nem sempre encontramos bons modelos anunciados por lá. Mas o que dizer quando aparece um Dasher 1975 ainda com pintura original de fábrica e 9.100 milhas rodadas (cerca de 15.000km)?

VW Dasher 1975
Pára-choques conforme a legislação norte-americana, lanternas com seta âmbar e refletores na lateral são algumas das diferenças entre o Dasher e o Passat brasileiro. Na foto abaixo, o conhecido motor 1.5.

O anúncio foi publicado no site Bring a Trailer, e no exato instante em que escrevo este post o valor do lance está em US$2.100, faltando cerca de 22 horas para o fim do leilão. O longo texto do anúncio, contando um pouco da história do modelo nos EUA, e a quantidade de fotos detalhadas até nos fazem lembrar dos “vendedores gourmet” que se espalharam pelo Brasil (favor não interpretar errado, achando que coloquei todos os vendedores de antigos no mesmo patamar). A grande diferença entre lá e cá é que aqui os valores pedidos também são gourmet e nos fazem pensar que todo carro anunciado é um modelo único no mundo.

Mas voltando ao Dasher anunciado, nos pareceu extremamente original e bem conservado. Uma lástima perceber que em qualquer parte do mundo o painel do Passat sofre com as rachaduras, mas creio que este seja o único ponto negativo do carro. O estepe ainda é o original de fábrica segundo o anúncio, com pneu produzido na Bélgica e a roda datada de setembro de 1974. O conjunto mecânico é nosso velho conhecido: motor 1.5 à gasolina e câmbio manual. A maioria dos Dasher que aparecem possuem câmbio automático, como convém ao mercado norte-americano, e muitos tem motores diesel.

VW Dasher 1975
O interior também possui diferenças em relação ao modelo produzido no Brasil. Mas o painel rachado indica que este ponto fraco não era nossa exclusividade.

Há uma certa diversão em procurar as diferenças entre o Dasher e o Passat brasileiro. Fora os pára-choques que atendiam a legislação norte-americana, cuja diferença é gritante, e o velocímetro em milhas, há diversas pequenas diferenças, como o retrovisor (de inox como os nossos, porém com base preta), os refletores nas laterais do carro (vendidos aqui nos anos 70 como acessório), os frisos dianteiros utilizados aqui nos TS e LSE até 78, comando de seta, luz de advertência sobre o uso do cinto de segurança, lanternas tricolores, entre outros.

Que encontre um novo dono que o mantenha neste estado de conservação e originalidade!

Autor: Grigorevski

Fundador da Home-Page do Passat e presidente do Passat Clube - RJ.

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