Decepção

Placa treta: Passat LSE 1986Um exemplo de placa preta que entristece e decepciona, vindo de um carro que é bastante conhecido, que faz parte de uma coleção ainda mais conhecida e que não precisava recorrer a esse tipo de coisa em busca de um status inexistente. Como a política da Home-Page do Passat é a de combater as “placas tretas”, não poderíamos fechar os olhos e ignorar um Passat que inclusive era até poucos minutos atrás objeto de uma matéria na área de artigos, mas que preferimos retirar do ar após este episódio.
Como cinco dias após ter sido perguntado no post original, não houve resposta sobre o clube que emitiu o Certificado de Originalidade, a única alternativa encontrada foi a de retirar a matéria do ar. O Passat em questão apresenta não apenas a troca das rodas, mas também o motor AP (lembrando que o original era o MD-270) bem preparado, além do câmbio de 5 marchas. Isso pra não citar outras alterações de menor impacto.
Muitos podem recorrer a velha frase “Ah, mas na legislação não existem essas regras!”. Correto, não existem as tais regras. A alteração de motor, câmbio e rodas fora de época foram criadas pela FBVA e um clube que não seja federado usa suas próprias regras. Mas a lei fala claramente de “conservar suas características originais de fabricação”. Então, deve existir bom senso, o que não foi visto nesse caso. Já fui obrigado a ler pérolas como “Então nenhum carro deve receber placas pretas, porque todos eles já foram reformados, então não são mais originais!”. Por favor… Em momento algum “características originais de fabricação” significam que não se pode restaurar um carro. Seria a coisa mais contraditória possível em uma legislação que visa preservar os veículos antigos. Outra pérola que ouvi em outros casos é “Ah, mas o dono é gente boa…”. Lamento, mas clubes de veículos antigos não estão autorizados a emitir Certificados de Simpatia para emissão de placas pretas pelo Detran dos estados.
Vamos lá, mais uma vez, como em outros posts sobre o assunto: o carro em questão é lindo, não há dúvidas. Mas o certificado não é de beleza, e sim de originalidade. Então não há muito o que se discutir. E é uma pena que ele apareça, depois de tanto tempo, na área de “placas tretas” deste blog.

Autor: Grigorevski

Fundador da Home-Page do Passat e presidente do Passat Clube - RJ.

20 pensamentos em “Decepção”

  1. Parabéns a publicação e a coragem de falar a verdade! Postura ridícula da pessoa “o rei dos baixa km” por colocar PP nesse carro! Ridículo o amiguinho que emitiu certificado de originalidade, ridículo quem defende que Roda “Drag” é acessório de época (13 e 14 sim, 15,16,17,18 não!) e passa na vistoria por ser de época, quem diz que par de weber 40 é de época e permite pegar PP pq é de época! Lamentável… Placa Treta na área a muito tempo já… Por isso não preciso de PP pra autenticar a originalidade dos meus carros, isso não significa mais nada, uma pena algo que era para ser tão legal, mostrar a realidade do que é realmente original, estar em uso para isso, se promover e parecer o bacana!

    1. Agradeço o apoio, fundamental em posts desse tipo! Só queria acrescentar que a placa preta continua sendo muito útil pra quem tem carro antigo, pelo menos dependendo do estado em que o proprietário more. Onde há as vistorias anuais, incluindo poluentes (caso aqui do RJ), nos ajuda bastante. Sem contar carros mais antigos, que saíram sem cinto de segurança de fábrica, e deveriam ter com a placa cinza. Entre outras coisas, inclusive em caso de acidente de se conseguir provar para a seguradora do motorista responsável o valor real do veículo (já conheço 3 casos desse tipo).

      Quem tem carro antigo original deveria apoiar a PP e utilizá-la sim, fazendo as “tretas” que só usam pra ganhar um falso status perderem a força. Até porque se as tretas forem maioria, não duvido nada que um dia cancelem as placas pretas e os donos de antigos sérios percam esses benefícios, que são essenciais pra manter a originalidade dos carros.

    1. Em alguns estados do Brasil pode ser. Aqui no RJ, por exemplo, atualmente só vejo clubes sérios. As pouquíssimas “tretas” que vemos vieram já emplacadas de outros estados, onde isso infelizmente é bem comum, ou então recorrem aos famosos clubes que fazem vistoria por fotos e se utilizam de nomes de clubes famosos de antigamente.

      Porque no geral, a placa preta é útil, e muito útil. E ainda bem séria.

  2. Infelizmente as pessoas não entendem que a pp e o reconhecimento ao trabalho do proprietário em mostrar o carro como foi fabricado e a cultura automobilística de época. Carros como este mesmo com placa cinza continuam bonitos. Mas gente desonesta quer além disto ganhos financeiros pela valorização que a pp traz.

  3. Que ano é este carro?? Se for o Passat iraquiano, não vejo alteração alguma. As rodas são Italmagnésio acessório de época do início da década de 80. Acessórios são completamente permitidos. E no motor, porque tem cornetas?? Isto também era comum junto com os carburadores deitados na década de 80. Por favor preste mais atenção antes de criticar.

    1. Aaaaaaaaaa, para né! Placa Preta com rodas que não eram acessórios de fábrica e dupla de carburadores? ALém de falta de emblemas, grade lisa, motor AP 2.0 preparado, suspensão preparada… Então posso comprar hoje um VW Up TSi, rebaixar, colocar neon, instalar xenon amarelo ouro, plotar o teto em dinoc, colocar aros 19 da Volkano e pegar placa preta em 2046? É tudo acessório da época 2016… Por favor né… Certas coisas beiram o ridículo, assim como seu comentário por “não ver alteração alguma” e o meu por tentar entulhar um carro de cacarecos e defender a originalidade num futuro! Lamentável…

  4. Apenas adicionando, uma rápida pesquisa o carro é 1986. Neste ano o motor é o AP, não o MD já não usado a muito tempo!! E o cambio original era de 5 marchas em todos os modelos.

    1. Vamos lá… O motor AP entrou na linha Passat exatamente em 1986 (e não “há muito tempo”). Porém, qualquer pessoa que entenda e goste do Passat sabe que o modelo exportado para o Iraque, que é o caso deste Passat, sempre teve o motor MD-270 (até o final das exportações pra lá em 1988) e câmbio de 4 marchas, pela facilidade no envio de peças de reposição. Não vou entrar no mérito dos cabos de vela coloridos, o motor ser 2.0, rodas de tamanho de aro que não eram utilizados de maneira alguma naquela época, assim como medida dos pneus, etc. Aliás… Mesmo em 1986 o Special poderia vir com câmbio de 4 marchas.

      Por favor, preste mais atenção antes de criticar.

    2. Se conseguir provar por algum lugar, seja revista, seja comercial ou qualquer outro método, que comprove o que está falando seja verdade, ai podemos conversar!!! Não confunda Passat Pointer com Passat LSE! Por favor!!!!!

  5. Para que o cidadão se digna a escrever informações inconsistentes sem ao menos realizar uma simples pesquisa no google? Afirmar que o motor AP e que câmbio de 5 marchas era em todos foi dose e cai em direto enquadramento da ignorância. Pesquisar no Pai Google ajuda muito. Acervo digital da Quatro Rodas é acessível, assim como diversas revistas de época. Mas perder a noção aqui e tentar construir novas verdades … nada a ver …

        1. Verdade… No post original as críticas já eram muitas no primeiro momento em que vi. E minha pergunta lá ficou sem resposta: qual foi o clube responsável? Porque se não é ilegal, também não teria problema em dizer o nome do clube.

  6. Hahahaha, a grande piada do dia!!! Deixa o cidadão descobrir que teve Passat “tipo Iraquiano” com 2 portas, motor MD-270, 4 marchas em 86 e 87!! O ilustre cidadão entra em parafuso!!!
    E as tais rodas italmagnésio já eram feitas com aro 17 nos anos 80? Isso é moda recente!

    Não tem jeito: sempre aparece algum pobre desinformado que se recusa a buscar a correta informação.
    É pena…

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