Passat GTS Pointer 1984: sonho realizado!

Passat GTS Pointer 1984Se aqui na Home-Page do Passat nos preocupamos em registrar algumas péssimas condutas relacionadas a emissão irregular do Certificado de Originalidade de alguns Passat, para que as pessoas se conscientizem do seu verdadeiro objetivo, é claro que não podemos deixar também de registrar o lado certo de tudo isso. E como é bom ver um dos modelos de Passat mais bonitos já produzidos, e de extrema conservação e originalidade, sendo emplacado e reconhecido oficialmente, com todo o merecimento, como um veículo de coleção!

O incrível Passat GTS Pointer 1984 das fotos pertence ao Alisson Basei, da cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. O carro foi vistoriado pelo Antigos de Garagem Car Club, de Joinville, filiado à FBVA, cujo ótimo trabalho também deixamos registrado.

Passat GTS Pointer 1984

Um carro como este e o trabalho de proprietários como o Alisson para mantê-los na mais perfeita ordem reforçam cada vez mais a imagem do Passat como veículo antigo e merece todas as nossas homenagens!

Dacon no Jornal do Carro

No último domingo, dia 21 de abril, tivemos mais uma prova de reconhecimento sobre importância da história do Passat. O Jornal do Carro publicou uma matéria com o Passat TS 1977 do Marcelo Castanheira, que está fielmente configurado como um dos modelos que a Dacon preparava e vendia, muitas vezes ainda a partir de carros 0km.

Créditos: Jornal do Carro
Créditos: Jornal do Carro/Estadão

As rodas Porsche, volante Motolita, faróis de neblina, som Pioneer KP-500… Todos estes detalhes que fizeram história nos Passat Dacon estão lá. Um exemplar fantástico e que conta um pedaço importante da história do Passat no Brasil.

Créditos: Jornal do Carro
Créditos: Jornal do Carro/Estadão

Parabéns ao Marcelo!

Rodando a América do Sul

Muitos dos que apreciaram as fotos do nosso concurso devem ter visto as 3 imagens com um Passat LS branco em paisagens atípicas para os padrões brasileiros e se perguntaram onde elas foram tiradas. O LS 79 pertence ao Cristiano Oliveira, de São Paulo. Uma das suas fotos conquistou o terceiro lugar do concurso e levou um dos prêmios. Outra foto ainda beliscou o quarto lugar…

Com este Passat, o Cristiano já foi uma vez até o deserto de Atacama e duas vezes ao Ushuaia. Pelo visto, o Passat acabou sendo não apenas um meio de transporte, mas um belo e confiável companheiro de viagem. Segundo ele, já foram mais de 60.000km sem qualquer problema na estrada.

Imagino que não faltem histórias interessantes e já estamos conversando pra publicar no site os registros dessas viagens. Esperamos assim incentivar outros proprietários de Passat a colocarem o carro (devidamente revisado, é claro) na estrada, sem medo de ser feliz.

Cristiano e seu Passat no Paso de Jama, Cordilheira dos Andes.
Cristiano e seu Passat no Paso de Jama, Cordilheira dos Andes.

Pra dar mais um gostinho, a primeira foto deste post foi feita na Cordilheira dos Andes, mais especificamente no Paso de Jama, região que fica na fronteira entre Chile e Argentina. Pra complicar um pouco mais, a altitude era de aproximadamente 4800 metros acima do nível do mar e era um deserto de sal. Já a segunda foto foi tirada na “mão do deserto” do Chile. Dá olhar essas imagens e pensar algo menor do que “sensacional”? Eu, pelo menos, não consegui.

Deu vontade de botar o Passat na estrada agora…

A famosa Mão do Deserto, no Chile.
A Mão do Deserto, no Chile.

Um pedaço de sentimento

Sábado tive uma alegria enorme. Algo inanimado, que nenhum sentimento poderia despertar andou 1400 quilômetros e me encheu de alegria, trazendo igual sentimento ao seu atual dono. Não é um carro que foi meu, loge disso, mas uma lanterna traseira de Passat.

A quase 7 anos atrás, quando estava na primeira caçada à peças de Passat nos ferros velhos da cidade, usei uma manhã de sábado com esperança de achar um bom par de lanternas traseiras. Eram os primeiros passos atrás de peças de Passat, após alguns anos de caçadas frustradas atrás de peças de Maverick e Dodge.

Num dos ferros velhos que visitei naquela manhã ensolarada, encontrei um pouco simpático cidadão que cuidava de um estabelecimento. Acho que estava irritado por trabalhar num sábado e mais ainda por atender alguém que queria peças de Passat, sem saber ao certo o que desejava. Na época eu respondia que queria tudo, circulando pelo ferro velho e fazendo uma busca.

Já no ápice da irritação do digno trabalhador da loja, deparei com uma lanterna traseira com seta laranja, quebrada. Era do lado direito e não tinha a lente de ré. Vasculhando mais um pouco, eis que surge uma lanterna Cibié com seta laranja e do lado esquerdo, par daquela que estava quebrada.

Lanternas rubi 012Após alguma insistência em achar outras peças, arrematei a Cibié por um preço que hoje seria irrisório, acho que saiu por R$ 10,00, ou algo assim. Muito feliz e encardido tanto quanto a lanterna, trouxe para casa e tratei de dar um banho nela. Nem o primeiro, nem o segundo e nem outros tantos banhos conseguiram deixá-la em boas condições. Parecia que sempre era necessário gastar uns minutos tentando limpá-la.

Depois de alguns anos guardada, como um souvenir, que ficava exposta num móvel de casa para deleite com uma xícara de café nas manhãs, não vinha à cabeça o que fazer com ela. Afinal, não tinha um projeto que fosse compatível com aquela lanterna, já que meu carro usava as lanternas com pisca vermelho.

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Ignorem das laterais de porta de um Gol GTS que eu tive (após uma boa revitalização). O interessante é a lanterna à esquerda, no vão do móvel, fazendo figuração.

Então, por obra do destino, um usuário do fórum da Home Page do Passat registrou-se apenas para vender uma lanterna usada, do lado esquerdo, pedindo um valor caro para a época, acho que algo em torno de R$ 250,00. Digo caro para a época devido à razoável oferta dessas lanternas naquele momento, cada vez mais raras atualmente, o que faz com que o valor sugerido seja até acessível para agumas pessoas que buscam a peça hoje.

Como de costume, nossos amigos observaram a situação e eu prontamente preparei um post de venda das lanternas que eu tinha aqui e não iria usar. Assim, com preços realmente acessíveis, conseguimos quebrar o paradigma que a referida lanterna era rara e por isso cara. Mais do que vendê-las e conseguir algum dinheiro (pouco, não deu para comprar um jatinho), pude ter a oportunidade de oferecê-las a alguns amigos, que efetuaram as compras e completaram seus projetos.

Entre as lanternas vendidas, estava a Cibié “tricolor”, como carinhosamente é chamada por quem gosta de Passat. Estava meio relutante a vendê-la, mas esperar uma do lado direito e o Passat para ela era algo que ia além das minhas possibilidades e era melhor mandá-la para quem fizesse bom uso.

E ela seguiu para o Rio Grande do Sul, para as mãos do Fernando Zago e seu Passat LS 1979 bege Jamaica. O carro estava a 20 anos com o mesmo dono e ficou 4 anos parado. Depois de muito empenho do Fernando, o carro voltou às ruas e a alguns dias seguiu uma viagem de 1400 quilômetros, como já foi dito. O apelido do LS não poderia ser outro a não ser Cruzador.

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Foto: Fernando Zago

Nas palavras do seu dono, numa postagem de foto em rede social, uma mensagem que demonstra a alegria de finalizar a jornada: “É o velho sonho que se realiza cada vez mais… o motorzão vendendo saúde, andando forte, e um conjunto mecânico confiável que hoje vai a qualquer lugar… “Passat: é lógico!” ;)”.

Pode parecer besteira, mas sempre que o Fernando publicava alguma foto do LS eu já logo perguntava se a lanterna estava nele. Estava muito ansioso para rever a lanterna, após tantos anos. E no sábado a foto surgiu na rede social, com uma mensagem do seu proprietário avisando que ela estava no devido lugar, no lugar que é a razão de sua existência.

Era só uma peça, que poderia ficar alguns anos no ferro velho e se perder. Quis o destino que ela voltasse à origem e fosse enviada passando por 3 Estados. Mais do que isso, é um Passat que ganha uma peça importante e que fará a diferença.

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Foto: Fernando Zago

Parabéns ao Fernando pela viagem e por tornar o Cruzador cada dia mais valente. E obrigado por colocar uma peça suja e esquecida no ferro velho para retomar sua função e deixar o carro mais original. Que o Passat lhe dê muitas alegrias.

Passat do leitor: Euro look em Minas Gerais. #4

Dias atrás, quando trouxemos ao blog fotos deste TS 82 mineiro, Edivaldo seu proprietário prometeu mais surpresas. Até então, não poderíamos imaginar o que viria adiante e ficamos só imaginando.

A pouco tempo surgiu uma foto do teto do TS 82, durante os preparativos para instalação do teto. Pelas fotos, aparentemente era um teto solar de vidro, pois tudo o que aparecia era o gabarito para corte.

Eis que surge o verde mármore com um ragtop, deixando o carro mais especial ainda ao sair do comum.

088 106 025 038Edivaldo, que sempre foi criterioso quanto a originalidade nos seus Passat, desta vez não foi diferente. Digamos que apenas colocou mais tempero na receita e fez um carro que será ícone pelos próximos anos.

Obs: As fotos dos 4 posts foram feitas pelo Edivaldo e pelo Gustavo, seu filho.

Passat do leitor #08

Após um tempo sem novos textos, voltamos com uma edição especial de “Passat do leitor”. Nosso amigo e valente moderador do fórum, Renato Gualda, conta sua história com o raro e original Passat TS 1980/81, cujo motor de 1500 cm³ é abastecido com etanol.

“Vou contar um pouco da história do passat na minha vida.

Sou de São Paulo Capital e tenho um Passat TS 1980, modelo 81, branco, movido a álcool.

Este carro tem um fator interessante e raro, alguns contestaram, outros duvidaram, mas meu carro tem motor 1.5!

Pois é! Sempre ouvi falar, e eu também acreditava, que todos os TS eram 1.6, mas eu estava enganado. Os primeiros TS movidos a álcool tinham motor 1.5!

Há até uma matéria da revista Quatro Rodas, que você encontra aqui mesmo na HP, que me ajuda a confirmar o mito!

Assim foram produzidos poucos e uma dessas raridades me achou!

Em 2006 eu estava com uma idéia fixa na cabeça:

Queria comprar um carro antigo, um carro de curtição, e o Passat era minha primeira opção. Na minha família eu, meu pai e meus tios todos tivemos Passats, então quando decidi ter um carro antigo, tinha de ser um Passat!

Em um dia comum de trabalho, andando pelo Bairro de Higienópolis, aqui mesmo em São Paulo, vi esse carro com placa de venda. Eu trabalho como representante comercial e carrego uma pasta um tanto quanto pesada. Nesse dia corri com mala e tudo atrás dele mas, é claro, não consegui chegar nem perto, porque o danado anda bem!!!  

Passei o resto do dia pensando “putz! perdi o carro! não vou achar mais, alguém vai comprá-lo antes de mim” e coisas assim.

Mas no dia seguinte… surpresa!

Ao parar em um farol com meu carro, eis que ele passa bem na minha frente! Com aquele jeito de “olha eu aqui!”.

Aí não teve jeito, mudei meu caminho e saí seguindo o tiozinho dono do carro! Buzinei, fiz gestos, gritei, até ele entender que eu queria aquele carro pra mim!

Quando o tiozinho parou, quanta felicidade! Fechamos o negócio no mesmo dia!

A princípio meu objetivo com o TS era o de rebaixa-lo, colocar rodas esportivas e um motor mais forte mas… assim que eu peguei o carro e comecei a analisar… ele estava em perfeito estado de conservação, com muitos itens originais, dificil de achar tão inteiro por aí… não teve jeito! Mudei os planos e parti para um projeto de originalidade!

Desde então fiz algumas alterações, fui atrás de itens faltantes, retirei insulfilm, coloquei  rodas originais, retirei as faixas vermelhas típicas do Passat Flash (mas não do TS 1980!) e, é claro, funilaria e pintura nos pontos de ferrugem!

Hoje, passados quase 6 anos da aquisição do TS, depois de muitas viagens e encontros de antigos, os colegas me deram força pra partir para uma placa preta.

No fundo eu tinha medo que não passasse… sei lá! Mas com o apoio da família e dos amigos, principalmente do Edison e do André Grigorevski que me apresentaram ao Irineu do Puma Clube de São Paulo, tomei coragem e fui pra batalha!

E o “garoto passou de ano”! Com toda a honra e toda glória hoje ostenta suas placas pretas!

Acredito que esta é uma grande conquista e um incentivo ainda maior para que eu continue a cuidar do TS e, junto dos amigos amantes do Passat, continue a preservar a história desse carro que além de ser um ícone da indústria automobilística, é antes de tudo um membro da minha família!”

Parabéns ao Renato pela história com esse carro e pela recente obtenção de Placa Preta, fruto de muita dedicação e empenho para conservar o carro como nos primeiros dias dele nas ruas.

Passat do leitor #7

Tempos de rede social, o acesso a informações, a busca e reunião de entusiastas torna-se mais ágil e extensa. É aquele momento que vemos que não somos os únicos que gostam de algo. Nesse espírito, o site da Home-Page do Passat foi o norte de muitos nesse mar de informaçõe quando o assunto era Passat.

E das redes sociais conhecemos o leitor Caio Rossi, cujo Passat LS 1982, verde Álamo, é agora apresentado.

A história é daquelas que todos que gostam de Passat queriam vivenciar, mas alguns poucos tem a sorte de iniciar o gosto pela família e mantê-lo por meio de um automóvel com história.

O carro está na família desde zero quilômetro, até que a 9 anos, seu avô, dono original do carro, faleceu. Assim, o Passat passou a ser usado em raras ocasiões por sua avó.

É certo que a paixão do Caio crescia e o carro deve ter sido objeto de admiração por um bom tempo, tanto que em janeiro deste ano de 2012, sua avó entregou o carro de presente de aniversário. Nas palavras de Caio:

“- Existe presente melhor que isso??”

O carro está muito original e conta com apenas 65.000 quilômetros rodados. Melhor presente, não há!

Parabéns ao Caio e à sua família, por preservar um carro e mantê-lo sob cuidados e carinho.

Passat do leitor: Euro look em Minas Gerais. #2

Sequência do post anterior, vamos a uma pequena atualização que ocorreu neste final de semana. Agora o TS 82 está levemente mais baixo.

Acredito que o Edivaldo e o Gustavo não vão se dar por satisfeitos. Não é de duvidar se vier mais coisa pela frente.

Passat do leitor: Euro look em Minas Gerais. #1

Vamos continuar o passeio pelo Brasil. Se começamos bem com aquele Passat TS 1977, o que dirá deste Passat TS 1982, cuja restauração foi mostrada no nosso fórum desde o início. De especial, este pertence ao nosso amigo Edivaldo Souza Moreira.

Agora ele vem logo com uma supresa de fazer muita gente passar mal. Se já não bastasse o nível de detalhamento da restauração, as peças novas e originais, vem logo com um jogo de rodas BBS 15′.

Não poderia esquecer do fiel companheiro do Edivaldo no cuidado com os carros e na obtenção de imagens, seu filho Gustavo Viggiano.

Sem mais, vamos às imagens.

O dia em que tunaram meu Passat

Dias atrás navegava pelo fórum da Home Page do Passat e usando a ferramenta de pesquisa com a palavra tuning, veio um tópico com este título. Não se tratava de um carro com rodas com aro de bicicleta, nem de caixas de som para todo canto, fibra de vidro e luzes neon. Nada disso.

A história era bem conhecida por muitos, protagonizada por um amigo de longa data do fórum, Ingo Hermes Dittmar, que detém muito conhecimento de automóveis e sempre nos surpreende com alguma supresa da história, como uma bicicleta com faróis a carbureto ou uma coleção de placas de automóveis do Paraná, com as raras e esquecidas plaquetas.

Não obstante, é sempre observador nos detalhes e ajudou muitos anos nas restaurações do fórum, com dicas e orientações valiosas.

Ingo Dittmar nos conta o evento que modificou sua vida para sempre e seu Passat por um dia:

“Era chegado o grande dia do meu casamento, e assim como eu deveria me preparar, tinha que preparar também o Passat. Afinal, quando comecei a namorar minha agora esposa, faziam 4 dias que havia comprado meu Passat LS 79, 3 portas, Bege Ipanema. E desde então até aí se foram 9 anos de um triângulo amoroso.

Eu sabia que meus convidados não deixariam o Passat de fora da festa. Portanto, durante a tarde que precedeu a cerimônia, ele recebeu um belo banho, com direito à cera. Era uma tarde ensolarada e quente de Junho, mesmo sendo inverno. Para evitar qualquer vermelhidão no rosto, apliquei uma generosa camada de protetor solar, muito mal espalhada. Nem parecia que dalí há algumas horas seria meu casamento.

Dirigi o Passat até a igreja, mas de lá até o restaurante fomos num Ford Thunderbird 1958, e um dos meus padrinhos levou o Passat. Claro, deixei a ovelha para o lobo cuidar. Durante a festa, meu primo foi entregando para minha esposa os diversos tocos de batom utilizados na “decoração”.

Ao final, só restava pegar o Passat e ir pro hotel. Não sem antes encontrar todas as bolinhas de naftalina espalhadas pelo interior, colocadas graças a ajuda do padrinho que estava com as chaves. Chegando no hotel, o manobrista foi abrir a porta para minha esposa, e com tamanha prestatividade não deu tempo de avisar “-…tome cuidado com o batom na maçane……ta!!” Tarde demais, o coitado lambrecou a mão com batom hehehehe.

Pedi para providenciarem uma lavagem completa, mesmo assim ficaram manchas. Felizmente, na lua de mel, encontramos um lava-car, no qual o dono também tinha Passat, aí ficamos mais tranquilos em deixar o LS para um banho e uma boa encerada, removendo os últimos resquícios do que chamei de “O dia em que tunaram meu Passat”. E até hoje, depois de mais de 15 anos, esse relacionamento continua saudável!”

Passat LS 5 portas: foto de época.

Mais uma contribuição do nosso amigo Cláudio P. Pessoa, desta vez com o LS 5 portas que ficou por 14 anos na família.

“E a arqueologia familiar não para, este fim de semana meu pai me surpreendeu com este achado. A protagonista da foto é minha irmã, mas tenho que pedir desculpas a ela e dizer que a imagem não seria a mesma sem o Passat. Este sim, o grande e “mítico” LS 5 portas 80 a álcool na cor Branco Alaska. Um carro inesquecível pra nós. Convivemos com ele por quase 14 anos. Com ele fiz minhas primeiras barbeiragens (mas aprendi, hehe).

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A foto foi tirada em 1983. O legal dessa foto é que talvez seja a única que temos de antes do carro ter sofrido algumas modificações que descaracterizaram o modelo. Embora aqui já se note uma delas. As lanternas originais eram bicolores, mas por ocasião de uma pequena batida na traseira se quebraram. Aí que o Passat acabou ganhado de presente um par de tricolores do modelo 83.

Outro detalhe interessante, o que parece ser um adesivo no canto inferior esquerdo da vigia traseira na verdade era um selo em papel moeda que nos primórdios do Pro Álcool os carros movidos a esse combustível eram obrigados a usar. Uma burocracia da época.

Em fim, este é o Passat culpado pela minha adoração modelo. Estamos em busca de outras fotos.”

Passat do leitor #06

Na última semana celebrou-se o dia dos avós. Este blog, como era de se esperar, não poderia deixar a data passar em brancas nuvens. Entretanto era preciso selecionar uma bela história.

E por meio das redes sociais conhecemos a história do nosso amigo gaúcho, Daniel Premaor e seu Passat LS 1975.

O Passat LS 1975 ainda na casa dos avós do Daniel Premaor nos tempos de placas amarelas.

O carro pertenceu ao seu avô e se não bastasse a boa conservação ainda foi objeto de uma primorosa restauração que cuminou com a certificação e posterior mudança de categoria para colecionador, com placas pretas.

Passat após a restauração e as placas pretas.

Mais do que restaurar e preservar o Passat, Daniel resgatou a história de sua família por meio da conservação do modelo.

Temos certeza que seu avô sentiu-se homenageado nesse dia, Daniel.

Passat do Leitor #05

A história escolhida hoje é bem conhecida por mim, pois tive o prazer de acompanhar de perto boa parte dela. Além disso, pude conferir o resultado final tanto como simples admirador quanto do banco do motorista… Hoje vocês vão conhecer um Passat Special “especial’ (com o perdão do trocadilho), levemente apimentado e personalizado com bom gosto. O Special pertence ao passateiro Henrique Renke, do Rio de Janeiro, dono de uma fantástica coleção de Passat e mais alguns antigos.

E quem conta é ele mesmo.

“A história começa no início de 2005, quando fui transferido pela empresa que trabalhava no Rio de janeiro para Vitória, no Espírito Santo, e na época eu possuía apenas um Village 85 e já tinha em mente iniciar uma possível coleção. Então os meus amigos começaram a comprar outros passats e veio a vontade de ter mais um, na cidade onde eu morava no momento.

Comecei a procurar e depois de uns meses por acaso passei em frente a uma casinha que tinha um barranco ao lado e vi a traseira de um Passat que na hora pensei ser um “Nigeriano”. Bati na casa e uma senhora me atendeu. Conversa vai e conversa vem, ela deixou eu entrar e ver o carro, que não era um “Nigéria”, mas sim um Passat Special 86 muito surrado e literalmente jogado num barranco. O carro me custaria R$3000,00 em 2x sem juros.
Special desmontado… Trabalho a pleno vapor!

Pois bem, comprei o carro e fiz uma revisão rápida. Comecei a usá-lo de vez em quando, praticamente no mesmo estado e cheio de problemas, incluindo um pequeno arbusto que tinha nascido no assoalho atrás do banco do carona que se eu tirasse abriria um buraco no fundo do carro. No final de 2006 voltei para o Rio de Janeiro e o Passat veio comigo dentro de um caminhão. O carro foi direto para restauração da lataria e mecânica em uma oficina em Petrópolis. Ficou lá por aproximadamente por 6 meses e saiu quase perfeito, pois ainda tinha que ser feito todo o interior, além da parte elétrica, suspensão e freios.

Problemas de corrosão e serviços anteriores mal feitos, que foram sanados com um minucioso trabalho de restauração da lataria.

Em meados de 2007 o Passat já estava totalmente concluido e sem problemas, então resolvi fazer algumas alterações de mecânica e a caixa de marcha de 4 marchas foi substituída por uma de 5, com uma relação mais curta em baixas velocidades e longa com rotações mais elevadas. A mecânica ficou pouco mais esperta com a troca do carburador Weber 450 por um Brosol 3E, ganhou velas mais frias, cabos de vela de silicone de 10mm, polia regulável, comando de válvulas para Santana 2.0, coletor de escape dimensionado 4×1 básico com alargador para 2”. Todo o sistema de freios foi substituído pelo do Santana, com discos ventilados.

Subindo a serra de Petrópolis, em junho de 2011.
Ultimamente o carro não passou por mais nenhuma manutenção específica ou alteração, tendo sido realizadas apenas as trocas normais indicada pela Volks.”
É ou não é especial?

Passat do leitor #04

Nesta semana, na seção Passat do leitor, um carro que recebe todo carinho de seu dono.

Nosso amigo João Bernardo Adamo apresentou seu Passat no fórum ainda com rodas de liga leve do início dos anos 1990 e outros detalhes não originais. Um carro muito bonito e muito bem conservado.

Até aí, não tínhamos ideia do que seria feito no carro, que deixaria qualquer colecionador impressionado com o cuidado e dedicação empregados no detalhamento de seu Ls 1982.

Toda dedicação do João só poderia resultar num belíssimo carro, que está ficando cada vez mais raro nas ruas.

Com a palavra, João Bernardo Adamo:

Sou o terceiro dono de um Passat LS 1982 e a minha história com o Passat começa em 1984 quando meu irmão comprou um TS 79 Bege (Ipanema ou Jamaica, não lembro) que eu adorava, pois, até então eu só havia dirigido os Fuscas de meu pai, foi um grande salto de qualidade e potência.

Um ano e pouco depois, este TS foi roubado e por sorte após uns quatro meses ele foi achado com várias peças trocadas, meu irmão ficou mais alguns meses com ele, mas, já não era o mesmo carro. Em 1986 ele o vendeu e comprou o meu atual LS 82 Verde Álamo. Foi seu segundo dono, estava com pouco mais de 16.000 km rodados, lembro até hoje da primeira vez que o vi e senti seu cheiro de carro novo que ainda conservava.

Em fevereiro de 1989 meu irmão comprou um Opala SL e me vendeu o LS, foi meu primeiro carro. Abaixo meu irmão com o Opala e o meu LS em 1990:

Meu irmão, o Opala SL e meu LS 1982, no ano de 1990.

Eu o usava bastante naquela época, muito diferente da “aposentadoria” decretada hoje em dia.

Como era jovem eu queria um carro com aspecto moderno então, no decorrer dos anos eu fui gradativamente substituindo e acrescentando peças originais de outros modelos mais novos como lanternas, saia dianteira, volante, retrovisores e etc. Por pouco não coloquei quatro faróis (83/88), ainda bem que esta ideia nunca se concretizou, pois, para reverter iria ser mais um problema nos dias de hoje.

2006

Conheci minha mulher com este carro e quando me casei nós nos mudamos para um apartamento que só tinha uma vaga de garagem e o carro escolhido para o trabalho e locomoção foi o carro novo dela (um Palio 1.6 16V)  então, acabei deixando o LS na casa do meu pai por cinco longos anos, período em que ficou praticamente abandonado. Chegou a ficar dois meses sem que eu sequer o ligasse. Saia eventualmente e lembro-me de duas ocasiões em que peças quebraram devido ao pouco uso, isto e o fato de ele quase não ter uso para mim, fez com que meu interesse por ele fosse acabando e decidisse vendê-lo. Sorte minha que não apareceu nenhum comprador que pagasse o que pedi.

Os anos foram passando e quando comprei um novo apartamento com vaga para ele eu o levei finalmente para “morar” comigo. A partir de 2008, graças em grande parte  a minha descoberta da Home Page do Passat e de seu fórum, meu interesse por ele voltou e decidi que iria retornar ao seu padrão original de fábrica então, eu comecei a retirar as peças que  havia substituído pelas originais e atualmente falta muito pouco para completar a originalidade e quem sabe ele possa ganhar uma Placa Preta.

E este é apenas um resumo destes 23 anos, muitas outras histórias aconteceram nestes anos todos que dariam, acredito, para fazer um livro.

Merecedor de todos os elogios, o trabalho do João foi tomando forma e o carro ganhou vida.

Parabéns, João. Obrigado por participar do fórum e por nos presentear com seus trabalhos.