Passat TS na Nigéria

nigeria_ts600pxUm curioso folder do Passat TS na Nigéria é o tema do post de hoje no blog. Segundo o site The Samba, o ano seria 1985. Porém, como aqui no Brasil o Passat recebeu diversas mudanças na linha 85, e é de conhecimento que estes modelos atualizados foram enviados para lá, não podemos atestar com 100% de certeza que o ano informado está correto.

Como diferenças mais marcantes, além do uso da sigla TS após 1982, o último ano da versão no Brasil, destacamos grade, pára-choques e polainas na cor do carro, a carroceria de 4 portas nunca oferecida nas versões esportivas do Passat brasileiro, o retrovisor simples como os usados no Passat Special na mesma época, além do aerofólio na tampa traseira, que aparece discretamente na foto.

O folder informa entretanto, nos equipamentos de série, que a grade do radiador era preta e os pára-choques cromados, assim como os modelos vendidos no Brasil. Apesar de muitas pesquisas, não conseguimos determinar se o texto do folder está errado ou se a possibilidade dessas peças na cor da carroceria eram opcionais. Além disso, pelos dados informados no folder, o modelo da Nigéria usava o nosso conhecido motor MD-270, painel e console iguais aos dos nossos TS/GTS Pointer até 1984, além de ar-condicionado de série.

Se você tem maiores informações a respeito dessa versão nigeriana do Passat TS, entre em contato e nos ajude a solucionar as dúvidas!

Cidadão do Mundo: Champagne Edition

Dasher Champagne Edition 1977Uma versão bem interessante que esteve a venda recentemente no Ebay é este Champagne Edition. O carro, emplacado no estado da Georgia, tem o charme da pintura original com a pátina do tempo e foi anunciado por um colecionador que possui outros VW na garagem. O prazo do leilão terminou e o carro foi vendido, mas infelizmente não deu tempo de saber qual foi o valor final.

VW Dasher Champagne Edition 1977VW Dasher Champagne Edition 1977A linha Champagne Edition foi vendida em 1977 e, segundo a própria literatura da Volkswagen na época, foi lançada pra comemorar a produção de 1 milhão de Rabbits (o nosso conhecido Golf). Por conta disso, foi lançada nos EUA não apenas o Rabbit Champagne Edition, mas também outros quatro modelos: Dasher, Scirocco, Beetle e Bus (Kombi). Cada modelo tinha suas características exclusivas, fazendo com que a série fosse realmente algo diferente quando comparada aos modelos normais de linha. O sucesso foi tanto que em 1978 a VW lançou nos EUA a série “Champagne Edition II”. Os mesmos modelos foram oferecidos, porém com mais opções de versões. O Dasher, por exemplo, vendido na primeira edição apenas na versão 3 portas, na segunda edição também foi oferecido nas versões 5 portas e wagon.

VW Dasher Champagne Edition 1977
Características do modelo anunciado: teto solar e estofamento original
Imagem do material publicitário da época da linha Champagne Edition
Imagem do material publicitário da época da linha Champagne Edition

O Dasher Champagne Edition era produzido na cor Turmaline Metallic, com um belo estofamento cinza. Alguns equipamentos vinham de série nesta versão, como o câmbio automático, ar-condicionado, vidros verdes e o teto de solar de metal.

Detalhando o Passat Plus…

Passat PlusEstá no ar o primeiro artigo de uma série que pretendo publicar no site (aos poucos, de acordo com o que o tempo livre permitir), detalhando cada versão que for possível. A idéia é ter material para que os proprietários interessados possam usar como referência para a restauração de outros exemplares. Sei que a missão é bem complicada, mas obviamente contarei com a ajuda dos amigos para minimizar essas dificuldades.

O primeiro escolhido foi o Passat Plus, uma série limitada e com algumas características únicas. E o exemplar utilizado para este fim, que faz parte da coleção do Henrique Renke, tornou possível um detalhamento das partes mais emblemáticas desta versão.

É claro que todo artigo será passível de correções futuras, mais informações, mais fotos, etc. E sendo ele, por enquanto, único, ficará ligado a área de artigos diversos. Futuramente, com outras matérias do mesmo tipo, será mais apropriado fazer uma área exclusiva dentro do site. Creio que este primeiro artigo vá ajudar a saber o que faltou ser detalhado. Infelizmente não dá pra mostrar cada parafuso do Passat e nem é essa a idéia. Mas poder mostrar fotos do estofamento, painel, detalhes de cada versão, ou seja: o que deixa dúvidas nos proprietários na hora de fazer uma restauração.

A intenção é ajudar os passateiros… Espero que dê certo!

As figurinhas difíceis da linha 78

Ontem publiquei uma foto no meu perfil pessoal e no grupo do Facebook da Home-Page do Passat. Era apenas a foto de dois Passat em uma garagem. Uma foto tosca e sem qualquer preparo, com direito a uma capa enrolada por cima de um dos carros. Mas o pessoal gostou… A foto foi parar até em alguns perfis (sem nenhum crédito), compartilhada por aí. Parece que agradou mesmo. Portanto, seria injusto não publicar a foto aqui também, para os amigos que não acessam o Facebook.

A imagem mostra dois dos representantes mais raros da linha 1978: um Passat Surf e um Passat 4M. Faltou, como bem lembrado pelo amigo Marcelo Nadólskis, um Passat LSE pra fechar o trio das versões daquele ano que hoje em dia são muito difíceis de encontrar por aí, em qualquer estado de conservação.

surf4mO Passat Surf não é meu. “Apenas” tive a grande honra de levá-lo pra casa após sua compra por um amigo. Por aproximadamente 1 mês, terei o prazer de ver esta cena todos os dias. Depois disso, o carrinho seguirá para a casa do seu novo e feliz proprietário, sendo restaurado como deve.

Fica o registro…

Na trave!

Eu tento não escrever sobre certos assuntos aqui no blog, para evitar uma possível irritação dos visitantes com a repetição de alguns temas. Mas alguns destes temas parecem me procurar… Assim foi na última sexta-feira, quando voltava pra casa e peguei um caminho diferente, pelo qual raramente passo.

Meio distraído com o trânsito, vi sobre a calçada um Passat cuja cor era bem semelhante ao Cinza Grafite Metálico. Na tampa da mala (3 portas), a pintura preta. Notei a pintura preta também ao redor dos vidros laterais. O que eu poderia pensar nesses 2 ou 3 segundos? Um 4M! Passei pelo carro e olhei pra sua dianteira: frente dos 79-82. Ué? Um 4M que sofreu um “upgrade”? Um LS que sofreu uma pintura? O pior é que foi tudo tão rápido que nem deu tempo de reparar na placa ou mesmo se o para-choque traseiro também era dos modelos pós-79. Mas como desde sempre eu tento listar os 4M sobreviventes, apesar de nunca ter feito de fato uma lista, eu não ficaria muito sossegado se deixasse o assunto pra lá. Eu pensei 10 vezes em parar ali naquela hora, mas estava com pressa. Tanta pressa que acabei seguindo meu caminho, prometendo que voltaria. E hoje voltei mesmo, pegando o mesmo caminho que uso raramente e torcendo pra encontrar o mesmo Passat por ali. E dei sorte…

4mnatrave01O carro aparentava ser de uso diário, com muitas marcas de uso, grade de Gol, entre outras modificações. E se encontrava próximo de dois estabelecimentos comerciais. Errei na minha primeira tentativa de tentar descobrir quem era o dono. Entrei em uma serralheria e tentei pela segunda vez. Enquanto isso, pensava no que eu iria dizer pra alguém que eu nunca vi na vida e que tinha chances altíssimas de achar que eu era um maluco (e o pior de tudo: a pessoa poderia acabar confirmando que me faltam mesmo alguns parafusos).

4mnatrave02Só havia uma pessoa na serralheria e fui até lá. Pedi desculpas por atrapalhar o serviço dele e perguntei sobre o carro. Fui sincero, disse que tinha um quase igual, com a mesma pintura, porém com a frente diferente. O sujeito foi muito simpático com uma pessoa que chega no meio do expediente e faz perguntas idiotas sobre um assunto inesperado. Pelo que pude entender da história, a serralheria pertence a ele e a um irmão, sendo que o Passat pertence ao irmão, que não se encontrava no momento. Ele não soube dizer o ano com certeza. Primeiro disse que era 1983 e depois disse que não, que achava que era 1979. Contou também que era um carro excelente, que eles usavam no trabalho “e carregavam algumas máquinas bem pesadas dentro dele”. Pensei que seria uma pena achar um legítimo representante de um série rara vivendo daquele jeito os seus últimos dias. Mostrei duas fotos do meu 4M, que estavam no celular, para que ele visse que eu não estava inventando nenhuma história e perguntei se tinha problema tirar fotos do carro. Ele ainda muito simpático e atencioso autorizou e assim o fiz. Ainda disse que eu poderia mexer no papel que, como vocês podem ver, tampavam parte da placa. Como a rua é estreita e de muito movimento, percebi ser normal ali naquele trecho algumas pessoas tamparem a placa dos carros na calçada pra evitar multas.

4mnatrave03Fotografei, anotei a placa, procurei o número do chassi gravado nos vidros, mas não havia. O insulfilm quase totalmente negro impediu ver qualquer coisa no interior e eu achei de bom tom não abusar da boa vontade do homem e me dei por satisfeito. Agradeci, desejei uma boa tarde e fui embora. Chegando em casa, consultei a placa no Detran e de fato não se trata de um 4M. É um LS 1980 de cor marrom, o que também o  diferencia dos 4M, que são registrados como cinza. Essa bateu na trave…

No final das contas, este carro me enganou direitinho. Fiquei sem saber da história, se o atual dono já o comprou com essa pintura, se ele mesmo resolveu fazer e por qual motivo, essas coisas. Mas achei interessante publicar por aqui.

Dacon no Jornal do Carro

No último domingo, dia 21 de abril, tivemos mais uma prova de reconhecimento sobre importância da história do Passat. O Jornal do Carro publicou uma matéria com o Passat TS 1977 do Marcelo Castanheira, que está fielmente configurado como um dos modelos que a Dacon preparava e vendia, muitas vezes ainda a partir de carros 0km.

Créditos: Jornal do Carro
Créditos: Jornal do Carro/Estadão

As rodas Porsche, volante Motolita, faróis de neblina, som Pioneer KP-500… Todos estes detalhes que fizeram história nos Passat Dacon estão lá. Um exemplar fantástico e que conta um pedaço importante da história do Passat no Brasil.

Créditos: Jornal do Carro
Créditos: Jornal do Carro/Estadão

Parabéns ao Marcelo!

Surfando em São Paulo

Um Passat Surf não é um modelo muito fácil de se ver por aí… Um Passat Surf com pouco mais de 20.000km rodados, menos ainda. Pois assim é o Surf 80/81 do meu amigo Flavio Gomes, que deve fazer muita gente virar o pescoço quando dá umas voltas por aí… Tive a felicidade de conhecer esse carro no Blue Cloud de 2008, no primeiro evento em que os Passat foram convidados. O Flavio deu uma grande força pra gente e, mesmo com sua conhecida paixão pelos DKW, deixou sua frota de 2 tempos em casa e viajou de Passat Surf.

E hoje foi dia de botar o Surf pra rodar, conforme relatado por ele mesmo em sua conta do Twitter, com direito a algumas fotos, que publico abaixo.

A grande dúvida do Flavio hoje é a seguinte: manter as rodas de Variant II, que já estavam instaladas quando o carro foi comprado, ou montar as originais grafite de aro 13″, que estão devidamente guardadas no porta-malas?

Eu sou meio chato com isso… As rodas de Variant II são lindas. Mas as grafite originais fazem parte das características marcantes do Passat Surf. Por mim, saem as de Variant II (que podem muito bem ser usadas futuramente de novo, pra mudar o visual de vez em quando) e entram as originais.

E vocês? O que acham?

Ei, táxi!

O Passat Special surgiu em 1984 como uma versão de entrada da linha Passat. Despojado de qualquer equipamento de luxo, o Special ainda trazia os velhos retrovisores sem controle interno (e apenas do lado esquerdo), rodas de aço sem calotas, grade e máscaras de faróis sem cromados, além de não possuir o revestimento preto entre as lanternas traseiras, desembaçador traseiro, frisos laterais, entre outros equipamentos comuns a todo o restante da linha Passat.

Ao contrário do Passat Surf, que também era uma versão de entrada bem simples, não apelava para o público jovem. Dessa vez a Volkswagen fazia dos taxistas seu público-alvo. Afinal, era um carro com todos os atributos conhecidos do Passat: amplo espaço interno, ótimo espaço no porta-malas, estabilidade, economia e confiabilidade mecânica. E contava com preço mais baixo que seus irmãos LS Village e GTS Pointer, que possuíam itens mais interessantes para o consumidor comum, porém  desnecessários em um carro voltado para o trabalho. E a aposta da VW foi certeira, sendo o Special bem vendido para este público.

Encontrar um Passat Special estritamente original hoje em dia não é tarefa das mais fáceis. Como acontece com todos os modelos simples, boa parte dos exemplares desta versão foi sendo equipada pelos proprietários e perdendo suas características e simplicidade que diferenciava o Special das outras versões.

A foto, que foi publicada recentemente em nossa página do Facebook, foi uma cortesia do amigo e colaborador Artur Yamamura.