Para inglês ver

Este vídeo mostrando um Passat 4 portas 1975 da versão básica é um belo achado do amigo Fabiano Araújo no YouTube! O vídeo é da KGF Classic Cars, uma empresa inglesa especializada na venda de carros antigos na cidade de Peterborough, que fica a pouco mais de 100km de Londres.

A duração é de apenas 3 minutos e meio, mas já é o suficiente pra deixar qualquer apaixonado por Passat babando.  Os detalhes mostrados e o estado de conservação impressionam e é possível ver algumas diferenças entre o modelo produzido na Europa e o nosso. Um deles é a polaina plástica para os pára-choques, adotados por lá exatamente em 1975. A falta de frisos laterais na carroceria deixam o modelo básico com visual bem limpo. Os vidros laterais possuem frisos pintados de preto, como inicialmente foram lançados nos nossos Surf. Antes disso, a prática de retirar os cromados já era utilizada no Brasil em alguns modelos Standard, casos por exemplo do TL, Variant e Opala, que possuíam as borrachas de vidro sem o encaixe para os frisos. Ao contrário dos vidros laterais, o pára-brisa e vidro traseiro possuem um friso cromado.

No interior, simples porém belos bancos sem encosto de cabeça em tons de bege. O interior não é monocromático, já que painel, console e outros itens são pretos. O painel não possui o relógio, como também acontecia com nossos Passat de versões mais básicas por aqui. Além disso, sempre é curioso para nós brasileiros ver o volante do lado direito (assim como retrovisor apenas deste lado, também preto, evidenciando ainda mais a quase ausência de cromados). O interruptor dos faróis muda de lado neste caso. Volante e comando de seta também apresentam diferenças para o modelo brasileiro. Também não há friso na soleira das portas, ao contrário de versões mais luxuosas.

No canal do YouTube da loja é possível encontrar outros clássicos interessantes, como um Talbot Avenger SW (nosso Dodge Polara, que lá foi produzido inicialmente sob a chancela Hillman, antes de se tornar Talbot). Outros modelos típicos do mercado do Reino Unido também podem ser apreciados, como as primeiras gerações do Ford Escort, além dos Ford Cortina, Capri e Granada, Triumph, Mini Cooper, Jaguar, o curioso Reliant Rialto de 3 rodas (da mesma montadora que produzia o Robin, que ficou famoso por aqui no seriado Mr. Bean, quando fatalmente acabava tombando em algum momento), um Vanden Plas Princess quase desconhecido no Brasil e muitos outros. É um canal pra quem gosta de carros antigos em geral e vai gastar horas apreciando os exemplares impecavelmente conservados.

O Passat vem aí!

O lançamento do Passat no Brasil talvez tenha sido um dos mais aguardados e previamente noticiados pela imprensa no país. Não apenas a imprensa especializada, que se resumia a poucas publicações em comparação com as opções que temos atualmente, mas a imprensa de uma maneira geral. Jornais de pequena e grande circulação e revistas como O Cruzeiro traziam, com alguma frequência, novidades sobre o Passat, como impressões vindas da Europa e o seu desenvolvimento e testes pela VW do Brasil.

Para combater o tão aguardado VW que figuraria na mesma faixa do Corcel, a Ford, então, se preparou. Nesta época, o Corcel já enfrentava o Chevette como seu principal concorrente. Pelo lado da VW, o TL não fazia frente ao Corcel, de concepção mais moderna. Porém, o lançamento do Passat já vinha sendo anunciado há bastante tempo e causava grande expectativa entre o público consumidor.

Quatro Rodas nº 166 - Maio de 1974
Quatro Rodas nº 166 – Maio de 1974

A Ford, então, se viu obrigada a encontrar uma alternativa para evitar que a euforia pelo lançamento do Passat viesse a enfraquecer as vendas do Corcel. A solução encontrada foi adiantar o lançamento da linha 1975, que trazia entre as principais novidades as alterações no desenho do capô, com seu extremo dianteiro mais baixo que o modelo até 1974, desenho da grade, tampa do porta-malas, lanternas e detalhes como os emblemas em manuscrito. No interior, o novo desenho do estofamento e painel eram as principais novidades.

vemai02Com a apresentação do Passat marcada para o dia 21 de junho, e vendas iniciando nas primeiras semanas de julho, a Ford anuncia o início das vendas do Corcel 75 para o dia 29 de junho de 1974. O modelo já vinha sendo produzido desde abril.

Como forma de contra-atacar, ainda no mês de junho a Volkswagen começa a veicular em grandes jornais de circulação nacional alguns anúncios, sem qualquer tipo de imagem além do próprio emblema da montadora, lembrando o público que no mês seguinte a grande novidade do mercado naquele ano estaria nas concessionárias. “Espere agora para não chorar depois. Em julho o Passat vem aí.”, era um dos anúncios da VW que aconselhava o consumidor a não ficar afoito pelo lançamento da nova linha Corcel e aguardar mais alguns dias pelo lançamento do Passat.

vemai01Se alguém naquela época mudou de idéia por conta das propagandas, não sabemos. Passat e Corcel competiram entre si por mais de 10 anos, como já conhecemos, até serem substituídos pela força do mercado e a chegada de modelos mais modernos, como é de praxe, deixando cada um a sua legião de fãs. Mas fica o registro histórico destes dias que antecederam a chegada do Passat nas concessionárias.

Treta em São Roque

As fotos deste post foram feitas durante o XIII Encontro de Automóveis Antigos de São Roque e enviadas há bastante tempo por um amigo, que prefiro não revelar o nome pra que ele não ouça nenhuma reclamação. Antes de tudo, vale lembrar mais uma vez que as críticas da área “Placa Treta” neste blog não são pessoais ou menos ainda sobre a aparência do carro. Elas são, sempre, direcionadas a incompatibilidade de uma placa que exige um Certificado de Originalidade em um carro que não possui tais características. Algo que nos faz ter toda a justificativa pra duvidar dos procedimentos adotados e dos critérios utilizados pra receber o tal certificado. E se você tem dúvidas com relação a esse assunto, o convido a ler o artigo Placa Preta em nosso site.

tretasaoroque01Dito isso, nos resta mostrar algumas imagens do Passat LS 1975 que esteve presente ao evento. Um Passat que merece respeito por estar entre os primeiros produzidos, porém com alterações e problemas de conservação que o impediriam de obter o Certificado de Originalidade por um clube sério. A primeira vista, seria apenas um Passat original cujas rodas foram trocadas pelas BBS. O que já impediria a obtenção das placas pretas, mas seria de fácil solução. Porém ao examinar de perto, o painel dos Passat pós-85 e o volante da linha Gol mais moderna mostram que a solução não é tão simples. O tapete “Bagassat” sim seria de fácil solução.

Ao examinar melhor o carro, é fácil notar uma área de extensa ferrugem na parte traseira, onde um par de lanternas desbotadas também salta aos olhos, o que vai contra os princípios de que não bastaria o carro ser original, mas também estar em bom estado de conservação geral. E como já li muita justificativa no mínimo estranha, vale ressaltar que carros em processo de restauração ainda não estariam aptos a receber as placas de coleção. Todos os pontos citados aqui podem ser corrigidos. E mais uma vez: a Home-Page do Passat não é contra os Passat modificados ou mesmo contra os Passat enferrujados (tenho algumas boas ferrugens me aguardando na garagem). Mas combatemos a placa preta onde ela não deveria estar, para dar seriedade ao antigomobilismo brasileiro. Um carro de placa preta não pode ser considerado melhor que outro de placa cinza, apenas pela cor de sua placa. Mas indica que ele atende os critérios de originalidade e segurança da época em que foi produzido. E não deveria ser usado como símbolo de status.

Painel dos modelos a partir de 1985 e volante da linha Gol. Critérios difíceis de justificar.
Painel dos modelos a partir de 1985 e volante da linha Gol. Critérios difíceis de justificar.

É um caso grave, e o que preocupa é ver cada vez mais que as pessoas estão desinformadas quanto ao significado da placa preta e também sobre a resolução que a regulamenta. Uma das frases que mais tenho lido a esse respeito nos últimos tempos (“Com as novas placas do Mercosul, a placa preta vai acabar”) prova como há uma profunda desinformação, mesmo que uma simples pesquisa no Google possa responder a tudo isso. Claro que as placas com a cor preta vão acabar, mas a placa de colecionador continuará existindo e os benefícios também continuarão. Sem contar com o percentual relativamente alto de pessoas que podem jurar que os veículos de coleção estariam impedidos de circular normalmente durante a semana, sendo vedada sua circulação aos dias de eventos. E acredito, sim, que em alguns casos o proprietário do veículo, que pode ser o caso deste, também não conheça esses princípios e acabe sendo levado pela lábia dos vendedores de placa preta. Um status absolutamente desnecessário.

Ferrugem generalizada no painel traseiro, rodas BBS e detalhes que não caracterizam um carro como apto a receber o certificado de originalidade.
Ferrugem generalizada no painel traseiro, rodas BBS e detalhes que não caracterizam um carro como apto a receber o certificado de originalidade.

Em complemento a isso, noto um súbito aumento nos últimos meses de anúncios de vendedores de placa preta, geralmente ao valor de R$800 e ligados a uma única entidade, que raramente é revelada aos interessados. Anúncios patrocinados em redes sociais, inclusive. Ora, a resolução 56/98 do Contran, que estabelece os critérios para os veículos de coleção, é objetiva ao afirmar em seu artigo IV, parágrafo 2º, que “A entidade de que trata o parágrafo anterior será pessoa jurídica, sem fins lucrativos, e instituída para a promoção da conservação de automóveis antigos e para a divulgação dessa atividade cultural, de comprovada atuação nesse setor, respondendo pela legitimidade do Certificado que expedir.”

Como acreditar que alguém que paga por um anúncio para venda de Certificados de Originalidade não tem fins lucrativos? Principalmente quando cobram valores maiores do que o de clubes sérios que já realizam esse trabalho. Recentemente, após tirar algumas dúvidas sobre os procedimentos, perguntei a um desses vendedores, de maneira educada, se ele recebia algum dinheiro por representar uma entidade bem conhecida no país e que faz vistoria por fotos. Como resposta, minha pergunta foi apagada e meu perfil bloqueado para fazer novos comentários. Enquanto nada for feito a esse respeito, continuaremos a ver tais anúncios de “sonhos”, vistorias de carros por fotos e vídeos ou em lanchonetes, entre um hambúrguer e uma Coca-Cola, como vem acontecendo, entre outras bizarrices.

Se você respeita e ama o antigomobilismo e quer vistoriar seu antigo para obter o Certificado de Originalidade, procure um clube sério. Não procure ninguém que anuncie seus serviços de aquisição de placa preta. Se você gerencia uma página no Facebook sobre carros, ou um site, uma publicação de qualquer tipo, evite dar publicidade positiva a carros assim, ou dar prêmios em eventos, por mais bonitos que sejam. Você só estará incentivando que outras pessoas busquem o mesmo caminho.

Ao proprietário do Passat do post, o espaço está aberto caso queira se manifestar (educadamente, é claro) sobre o episódio, falar sobre o clube que emitiu o certificado e tudo o mais que julgar necessário. Como sempre está, aliás, a todos os proprietários de Passat que aparecem na área de Placa Treta.

Cidadão do mundo: Dasher 1975

VW Dasher 1975Com esta dica fantástica do amigo Mário Buzian, que está sempre em busca de modelos interessantes não apenas no Brasil mas também no exterior, tomo a liberdade de reviver a série “Cidadão do mundo” que durante um período era publicada em nosso blog. O Dasher não é um modelo muito cultuado em terras norte-americanas e por consequência nem sempre encontramos bons modelos anunciados por lá. Mas o que dizer quando aparece um Dasher 1975 ainda com pintura original de fábrica e 9.100 milhas rodadas (cerca de 15.000km)?

VW Dasher 1975
Pára-choques conforme a legislação norte-americana, lanternas com seta âmbar e refletores na lateral são algumas das diferenças entre o Dasher e o Passat brasileiro. Na foto abaixo, o conhecido motor 1.5.

O anúncio foi publicado no site Bring a Trailer, e no exato instante em que escrevo este post o valor do lance está em US$2.100, faltando cerca de 22 horas para o fim do leilão. O longo texto do anúncio, contando um pouco da história do modelo nos EUA, e a quantidade de fotos detalhadas até nos fazem lembrar dos “vendedores gourmet” que se espalharam pelo Brasil (favor não interpretar errado, achando que coloquei todos os vendedores de antigos no mesmo patamar). A grande diferença entre lá e cá é que aqui os valores pedidos também são gourmet e nos fazem pensar que todo carro anunciado é um modelo único no mundo.

Mas voltando ao Dasher anunciado, nos pareceu extremamente original e bem conservado. Uma lástima perceber que em qualquer parte do mundo o painel do Passat sofre com as rachaduras, mas creio que este seja o único ponto negativo do carro. O estepe ainda é o original de fábrica segundo o anúncio, com pneu produzido na Bélgica e a roda datada de setembro de 1974. O conjunto mecânico é nosso velho conhecido: motor 1.5 à gasolina e câmbio manual. A maioria dos Dasher que aparecem possuem câmbio automático, como convém ao mercado norte-americano, e muitos tem motores diesel.

VW Dasher 1975
O interior também possui diferenças em relação ao modelo produzido no Brasil. Mas o painel rachado indica que este ponto fraco não era nossa exclusividade.

Há uma certa diversão em procurar as diferenças entre o Dasher e o Passat brasileiro. Fora os pára-choques que atendiam a legislação norte-americana, cuja diferença é gritante, e o velocímetro em milhas, há diversas pequenas diferenças, como o retrovisor (de inox como os nossos, porém com base preta), os refletores nas laterais do carro (vendidos aqui nos anos 70 como acessório), os frisos dianteiros utilizados aqui nos TS e LSE até 78, comando de seta, luz de advertência sobre o uso do cinto de segurança, lanternas tricolores, entre outros.

Que encontre um novo dono que o mantenha neste estado de conservação e originalidade!

Preparativos para o Nacional

df_no_nacionalEnfim, está chegando o dia… O V Encontro Nacional do Passat vem aí e no próximo final de semana a cidade de Caxambu estará recebendo algumas dezenas de Passat que já confirmaram suas inscrições no evento. E ontem eis que recebo essa foto aqui do meu amigo Cazuza, de Brasília. Ele e o irmão Nilson estavam dando um talento especial nos Passat pra cruzar a estrada e chegar ao sul de Minas Gerais em grande estilo. Cerca de 1000km aguardam os irmãos que virão com um GTS Pointer 1986 (que já esteve em Curitiba na 3ª edição do evento) e um raro LM 1975, de placa preta. Além deles, esperamos mais um ou dois Passat que virão do Planalto Central, dependendo de alguns imprevistos que estão sendo resolvidos.

Rodar essa distância pra participar de um evento de carros antigos é algo para apaixonados, sem sombra de dúvidas. Desde já desejamos uma ótima viagem ao grupo e estaremos lá pra recebê-los!

E se você ainda não fez sua inscrição, ainda dá tempo. Mas não demore, porque as inscrições vão apenas até amanhã, dia 8 de setembro. Todas as informações necessárias estão neste link.

Mais um Passat nupcial

Há alguns dias postei meu breve relato sobre a honra que foi levar uma amiga ao seu casamento. Pouco depois recebi esta contribuição do Michael Sgarbi, meu quase vizinho aqui de Niterói. As fotos mostram o dia do casamento da mãe do Michael, Sra. Maria, que assim como manda a tradição, entrou na Igreja acompanhada de seu pai. Já na segunda foto aparece o Sr. Luis Antônio, pai do Michael e o noivo daquela noite.

O casamento foi em 1975, em Bangu, no Rio de Janeiro. A noiva chegou triunfante em um Passat L 1975, praticamente 0km, que pertencia a um primo. Belíssimo registro de família que mostra um tempo que infelizmente não volta mais.

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Mini LS

Ultimamente os apaixonados por carros antigos e também por miniaturas tem perdido o sono com os exemplares prometidos pela editora Planeta DeAgostini, que lançou uma coleção prometendo 75 modelos nacionais. No mês passado, enfim, a coleção (que está sendo lançada em tempos diferentes nos vários estados brasileiros, com algumas regiões mais adiantadas e outras que ainda estão nas primeiras edições) recebeu o Passat LS 1975.

Bem detalhada, apesar de alguns pequenos equívocos que não poderíamos deixar de notar, em termos gerais a miniatura agrada bastante e deve ser objeto de desejo dos donos de Passat. Quer conhecer um pouco mais sobre ela? Fizemos uma matéria no site mostrando mais alguns detalhes. É só clicar aqui e conferir.

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Água e Ar misturados.

Rivalidade. Uma palavra que não cai muito bem no mundo dos carros antigos, pois todos perdem ao criar uma guerra de egos.

Traz enorme alegria ver esta cena, protagonizada pelo amigo Adauto Junior e o pessoal do Fusca de Londrina, liderados pelo Ney “Speed Custon”.

O Adauto é uma figura única, que agrega o pessoal da região norte do Paraná que gosta de Passat. Sempre animado e muito disposto a participar de um encontro de antigo, não importando a distância e a quantidade de aventuras e desventuras.

Seu peculiar Passat é fruto de uma história interessantíssima, dessas que o acaso apronta e é preciso alguém corajoso para encarar um projeto que parece difícil. E foi difícil. O apelido desse carro é Lady GaGa, pois a cada dia tem mais coisa pendurada.

Emerson Fittipaldi, 40 anos do primeiro título mundial de Fórmula 1

Hoje é dia de prestar homenagem ao ativo e competitivo Emerson Fittipaldi, que a exatos 40 anos, no dia 10 de setembro de 1972, sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1, no GP da Itália, realizado em monza.

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Crédito: site oficial http://www.emersonfittipaldi.com/

A melhor forma de lembrar essa data na Home Page do Passat não poderia ser outra a não ser reproduzir o teste realizado para a revista Quatro Rodas, publicado na edição de março de 1975, ocasião em que Emmo (como ficou conhecido nos Estados Unidos) testou o Passat e outros carros nacionais da época.

Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas
Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas

“O Passat pode ser considerado um dos carros médios nacionais mais modernos, igual aos que existem na Europa. Acho que a Volkswagen acertou em cheio com o lançamento desse carro, pois tem características completamente diferentes dos demais modelos VW.

E isso mostra também que a fábrica começou a se preocupar com o público brasileiro, que quer coisa melhor em matéria de carros do que temos por aqui. Eles deram um passo à frente lançando o Passat. É um carro de tração dianteira, refrigerado a água, motor com bom desempenho, boa estabilidade, boa aerodinâmica e agradável de se andar.

Sua estabilidade é um dos pontos altos. Como todos os carros de tração dianteira, tem uma leve trandência a sair de frente, mas é muito fácil de corrigir, pois é só tirar o pá do acelerador que ele volta à tragetória inicial da curva. É um carro que não vai dar susto em ninguém, sendo muito seguro de estabilidade para o motorista comum.

Tem um estilo moderno – foi desenhado por Giorgio Giugiaro -, com janelas amplas, que lhe dão um aspecto bem leve, além de boa visibilidade. O modelo em que andei era o L, ou seja, o standart. Apesar disso, a instrumentação é boa. Tem os reógios necessários e bem localizados no painel de fácil leitura. Uma alavanca do lado direito da direção aciona o limpador de pára-brisas de duas velocidades, de fácil manejo e muito seguro, pois o motorista não precisa tirar as mãos do volante para acioná-lo.

A direção é ótima. O volante tem diâmetro muito bom, é rápido e bem leve. Nem parece um carro de tração dianteira, porque a direção é muito precisa e suave. Se o motorista ignorar isso, dificilmente vai perceber. Os freios também são ótimos. Não travam as rodas, mesmo em freadas de emergência, e param o carro sem desequilibrá-lo. São características muito boas, porque ele tem bom desempenho, apesar de o motor ter apenas 1500 cm³ de cilindrada. É um motor de desenho moderno, com comando de válvulas na cabeça, força e torque suficientes para boas acelerações e boa velocidade máxima.

Como é motor de alta rotação, o câmbio aproveita bem isso graças ao bom escalonamento das marchas. Apesar de ter tração dianteira, quase não arrasta as rodas nas arrancadas fortes, aproveitando bem toda a potência do motor.

É um carro de suspensão bem equilibrada. Nas curvas apresenta uma leve tendência a sair de frente, justamente pela tração dianteira, mas é de fácil correção. Além disso, dificilmente a roda interna da curva perde aderência. Por isso pode-se aproveitar sempre toda a potência do motor, que, com seus 1500 cc, tem bom torque, colocando-o entre os melhores do mundo.

O espaço para a bagagem é bom, e o estepe fica escondido no assoalho. Se for preciso tirá-lo com o porta-malas carregado, o trabalho evidentemente será difícil.

O nível de ruído é muito bom e quase nada se ouve dentro do carro em movimento. O espaço interno é bom, e a posição de dirigir, muito boa, pois o encosto permite várias regulagens e os pedais e a alavanca de câmbio são bem colocados. O acabamento, apesar de o modelo ser standart, é muito bom.”

Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas

Nosso parabéns ao campeão, que lutou tantos anos nas pistas e formou uma geração de pilotos brasileiros, tanto na Fórmula 1 quanto na Fórmula Indy.

Passat do leitor #06

Na última semana celebrou-se o dia dos avós. Este blog, como era de se esperar, não poderia deixar a data passar em brancas nuvens. Entretanto era preciso selecionar uma bela história.

E por meio das redes sociais conhecemos a história do nosso amigo gaúcho, Daniel Premaor e seu Passat LS 1975.

O Passat LS 1975 ainda na casa dos avós do Daniel Premaor nos tempos de placas amarelas.

O carro pertenceu ao seu avô e se não bastasse a boa conservação ainda foi objeto de uma primorosa restauração que cuminou com a certificação e posterior mudança de categoria para colecionador, com placas pretas.

Passat após a restauração e as placas pretas.

Mais do que restaurar e preservar o Passat, Daniel resgatou a história de sua família por meio da conservação do modelo.

Temos certeza que seu avô sentiu-se homenageado nesse dia, Daniel.

Cidadão do mundo: Alemanha

Passat L 1975. O carro foi registrado em 04 de setembro de 1975 e permaneceu com o mesmo dono até 18 de dezembro de 2003.

http://www.ebay.de/itm/VW-Passat-L-TYPE-32-Bj-1975-1-Serie-ab-1Euro-Oldtimer-Youngtimer-Raritat-/180728756824?pt=Automobile&hash=item2a1445fa58

Neve em Curitiba: 1975 concessionária Copava

Imagem divulgada hoje pela concessionária Copava, nas redes sociais. Ela retrata um momento único na cidade de Curitiba, quando flocos de neve caíram dos ceús da capital paranaense, no dia 17 de julho de 1975.

Na imagem de 37 anos, funcionários da concessionária comemoram o evento climático com um boneco de neve montado sobre o capô de um Passat LS equipado com faróis de neblina e batentes de parachoque.

Colaboração: Fernando Zago e Marcello Maia.