Desbravando São Paulo no Passat

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O post de hoje é de autoria do Heitor Pomponi, amigo de longa data e também um pesquisador quando o assunto é Passat. Já colaborou para a Home-Page do Passat com o artigo sobre o Passat mais antigo do Brasil e tem mais material importante vindo por aí… E nas férias de 2015, o Heitor fez uma viagem do jeito que todos nós gostamos. Segue o relato recheado, claro, de fotos…


Sempre quis conhecer o Estado de São Paulo de carro, de norte a sul. Sou paulista de nascença, mas sempre gostei muito do interior do Estado. Programei minhas férias de 2015 para fazer um passeio onde eu realizasse um roteiro para conhecer uma boa parte do Estado. E óbvio, o carro escalado para essa aventura seria o Passat! Quer prazer maior em fazer uma viagem indo a locais que você escolheu, sem preocupação com tempo, compromissos e ainda por cima guiando nosso carro favorito? Não tem preço!

Bem, a região que eu montei o meu roteiro básico é mais na parte noroeste do estado. Motivos?

  • Levar o Passat de volta a sua “terra natal” (neuras de um xarope que imagina um carro com sentimentos… talvez alguns entendam)
  • Visitar amigos e parentes em algumas cidades
  • Cidades que eu tinha curiosidade de conhecer

Roteiro planejado, carro revisado, levantamento do que fazer nas cidades (turismo, comida, bebida, atrações locais, pousadas, etc.) e pé na estrada! Saí de São Paulo na quarta Feira, dia 12/08, e a previsão de chegada era entre dias 20 ou 21/08, ou quando acabasse o dinheiro hehehe…

Conforme as imagens do roteiro, fiz algumas mudanças no trajeto. Por curiosidade, para conhecer algum local indicado. A primeira pernada foi até a cidade natal do Passat, Santa Rita do Passa Quatro, onde conheci o município e outras cidades da região até o dia 15/08, quando peguei a estrada rumo a Jaboticabal, onde parei apenas para almoçar e conhecer a cidade. De lá, segui para Bebedouro, e em seguida para São José do Rio Preto visitar parentes. Fiquei nesta última cidade até o dia 17/08, quando parti rumo a Santo Antonio do Araranguá, passando por várias outras cidades durante o trajeto.

Roteiro original da viagem
Roteiro original da viagem
Roteiro realizado, com as alterações em vermelho.
Roteiro realizado, com as alterações em vermelho.
No morro do Itatiaia, em Santa Rita do Passa Quatro
No morro do Itatiaia, em Santa Rita do Passa Quatro
Em Cachoeira de Emas, na ponte Atílio Zero, sobre o rio Mogi Guaçu.
Em Cachoeira de Emas, na ponte Atílio Zero, sobre o rio Mogi Guaçu.

No dia 17/08 decidi não ficar hospedado em Santo Antonio do Araranguá e por isso estiquei até Araçatuba, ficando por lá até o dia 18/08. Em seguida me hospedei na cidade vizinha de Birigui, ficando por lá até o dia seguinte, quando saí rumo a Bauru para visitar os amigos Alex Tora e Marcelo Diana e também Reinaldo Alves (Lins).

No dia 20/08, por dica do amigo Alex, saí de Bauru rumo a Boracéia, localizada entre Bauru e Jaú. Lá existe uma balsa que atravessa o rio Tietê, um belo passeio. Feito este percurso fora do roteiro original, passei por Jaú e vim através de estradas vicinais passando por várias pequenas cidades até chegar em Piracicaba, onde peguei a rodovia dos Bandeirantes direto para a Capital.

Atravessando o rio Tietê de balsa, na cidade de Boracéia.
Atravessando o rio Tietê de balsa, na cidade de Boracéia.
Em frente a concessionária Munich, em Araçatuba
Em frente a concessionária Munich, em Araçatuba

Neste roteiro o Passat rodou um total de 2.168km em 8 dias sem nenhum problema grave, de forma impecável e com consumo médio de combustível de 11,98KM/L. Os níveis de água e óleo não se modificaram e o carro sempre funcionou em boa temperatura, mesmo com o calor severo do interior. O conforto do carro é muito bom (como todo Passat) e apenas uma observação: é mais prazeroso dirigir o Passat nas estradas vicinais, devido a segurança e firmeza nas curvas e o câmbio de 4 marchas, que pede pouquíssimas trocas e garante ótimas retomadas e ultrapassagens. Ocorreram apenas dois imprevistos no carro durante o passeio:

– Dia 19/08: a mola de retorno do acelerador estourou na rodovia. A peça era nova, instalada na semana anterior a viagem. Bastou recolocar a mola antiga e seguir viagem tranquilamente.

– Dia 21/08: ao chegar em São Paulo, o acabamento central prata do painel de instrumentos do lado dos marcadores se soltou e caiu, sem maiores consequências.

Na beira do rio Tietê e com uma visão inusitada de dentro do Passat.
Na beira do rio Tietê e com uma visão inusitada de dentro do Passat.
Mais uma das belas imagens que o interior de São Paulo (e um Passat) podem proporcionar...
Mais uma das belas imagens que o interior de São Paulo (e um Passat) podem proporcionar…

Digo com segurança que foram as melhores férias que tive na vida e sem dúvida foi uma das viagens de carro que mais gostei e me marcou. Espero ter outras oportunidades, para conhecer outras áreas do estado (sul, leste, etc…) e, claro, com o meu velho e companheiro de viagens.

 

Preparativos para o Nacional (4)

heitor - 1975O escolhido do post é um perfeito exemplo de como um carro com mecânica original pode viajar com segurança e confiabilidade. O Passat L 1976 do Heitor Nunes (que já pintou aqui no blog algumas vezes e é capa do livro sobre o Passat lançado recentemente) está acostumado a pegar uma estrada e neste final não será diferente: dono e Passat estarão em Caxambu para prestigiar o V Encontro Nacional do Passat.

Desejamos uma ótima viagem ao Heitor e a todos os participantes!

Placa Treta: a tecnologia Total Flex em 1976

placatreta03Já estávamos há quase 1 ano sem um novo exemplar para nossa série “Placa Treta”, mas eu tinha certeza que mais cedo ou mais tarde apareceria algum Passat para nos decepcionar. E hoje enfim aconteceu. Um dos membros do grupo “Clube do Passat” no Facebook encontrou este anúncio em um famoso site de publicou por lá, já alertando para a incoerência.

placatreta03aplacatreta03bO Passat 1976 anunciado por módicos R$25.000, além das sonhadas placas pretas que caracterizam um veículo com valor histórico, ou seja, que preserve suas características originais, possui também uma gama de itens interessantes e que até onde conhecemos não era utilizada há quase 40 anos atrás. A mais interessante é um motor 1.8 com injeção eletrônica e tecnologia Total Flex. Além disso, direção hidráulica, vidros elétricos, rodas BBS, faróis xenon e um interior personalizado que dispensa comentários. O anúncio também mostra fotos do carro ainda com as placas cinza, o que nos leva a crer que as PP foram obtidas após a compra.

placatreta03cVale o mesmo comentário que sempre é feito: o gosto é algo pessoal. Muitos vão gostar do modelo anunciado e outros tantos não gostarão. Mas o que está em alerta aqui novamente é o uso incorreto da placa preta, novamente obtida sabe-se lá como, em um carro totalmente descaracterizado. Uma desmoralização da placa preta…

O Passat da capa

Nunca é demais falar do livro do Passat, da série “Clássicos do Brasil”. E desta vez, um making of da capa, cuja estrela foi o Passat L 1976 do Heitor Nunes, que já foi inclusive tema de um post aqui no blog, o nosso primeiro Passat do Leitor. Particularmente, me agrada saber como são realizadas determinadas coisas, como fotos e filmagens envolvendo carros. Já tive o prazer de presenciar algumas filmagens, mas nunca uma seção de fotos profissionais.

As imagens, enviadas pelo Heitor, mostram que tirar uma foto de qualidade não é coisa simples. Além de um Passat em estado impecável e extrema limpeza (e nisso o Heitor é praticamente imbatível), ainda há a preocupação com a iluminação, fundo, bons equipamentos, sem esquecer da capacidade dos profissionais envolvidos. A soma de tudo isso é a ótima capa que conhecemos, digna de representar os quase 900.000 Passat produzidos no Brasil.

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Vídeo 60 anos VW do Brasil

Este ano a Volkswagen do Brasil comemora 60 anos de produção de automóveis no Brasil. cuja atividade iniciou-se por montagem de veículos em CKD. Seu carro mais conhecido, o VW Sedan, teve início de produção em 1960, pois os modelos montados em 1959 ainda tinham grande parte dos componentes importados.

E embora a Kombi tenha iniciado a produção nacional, ainda há muitos brasileiros que acreditam no pioneirismo do besouro. Com o passar dos anos os carros foram ganhando conteúdo nacional e a fábrica de São Bernardo do Campo-SP tornava-se uma cidade, uma cidade muito bem equipada e com tecnologia para fornecer a quantidade de automóveis que a levou a garantir a liderança no mercado.

Em 1969 a família VW crescia, com a chegada do VW 1600 e da VW Variant. Era a resposta ao projeto Willys/Renault/Ford, que era moderno, confortável e confiável. Em 1970 mudanças no VW Sedan, lançamento do VW TL e VW Karmann Ghia TC. Em 1971, um feliz facelift na Variant e TL, como modelo 1972.

Em 1972 a VW inovou ao oferecer o SP2 (assim como o SP1), mantendo dois esportivos na linha enquanto o antigo Karmann Ghia se despedia do mercado.

1973 era o ano de contra atacar a promessa da GM: Chevrolet Chevette. Assim o VW Brasilia era lançado, um carro na medida para a família brasileira que se apertava no VW Sedan. Ainda nesse ano e com fôlego nos lançamentos baseados na mecânica arrefecia a ar, a VW do Brasil já planejava o lançamento do VW Passat, um carro que mudava completamente o perfil da empresa, até então conhecida pelos carros de projeto atrasado.

Eis que chega 1974, um ano após o lançamento do VW Passat na Europa, o mesmo carro chegava aqui. Pequenas alterações para o modelo original, como ausência de VWautodiagnose, lanternas traseiras com setas na cor vermelha por conta da obrigatoriedade da legislação brasileira para aquele ano e a ausência de alguns acabamentos e opções de versões.

Tudo o que foi descrito acima passa por apenas 20 segundos, no comercial de 1 minuto que a empresa veiculou na televisão e por meio virtual em comemoração aos 60 anos de Brasil.

Para quem gosta de Passat e sabe da importância do modelo, o reconhecimento deixou um sorriso em cada canto do país, de pessoas que se dedicam a manter viva a lembrança de um carro que ajudou a basear toda uma linha de produtos da empresa de 1970 a 1990.

No vídeo o locutor ressalta a inovação nos anos 1970, trazida pela oferta do VW Passat no mercado nacional. A VW tem vivido um momento saudosista, revivendo os anos 1970. Aconteceu com o lançamento do Fusca 2013 e acontece agora, na comemoração dos 60 anos de atividade no país.

Para quem ficou curioso para saber mais sobre o Passat usado nas filmagens, podemos descrevê-lo, cena a cena:

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A interna está bem original. Volante, painel, laterais de porta e trincos do quebravento. Há dois itens que fogem, como as travas do quebravento paralelas e o rádio não original para o ano. O padrão do banco gera dúvidas sobre o ano do carro, pois é de 1975 sem encosto de cabeça.

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Pela foto da parte externa, as calotas em inox e o friso lateral denunciam que não são originais.

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Pelo cabelo, bigode e óculos do cidadão, não tem como contestar que representa os anos 1970.

vw 60 anos p3A foto mais reveladora, para quem quer descobrir o ano do carro. Reparem na ausência das saídas de ar viciado na coluna “C”. Outro ponto que evidencia ser um 1976 é a carroceria de 3 portas, com tampa traseira grande. Reparem que no final da calha não há o vão da tampa traseira pequena. Nesta imagem as rodas de VW Gol (4,5 pol, assim como as originais do Passat, mas com desenho diferente) e calotas inox ficam mais evidentes.

vw 60 anos p5Infelizmente surgiu uma traseira xadrez na cena. Mas quem realmente é fã de Passat, reparou nos detalhes do carro, com belas lanternas originais da marca Cibié e o emblema PASSAT LS.

São pequenos detalhes que em nada tiram o brilho do carro, muito pelo contrário. Como dissemos, é uma alegria ver esse reconhecimento a um projeto que revolucionou a própria empresa que o fabricou.

É a hora também de homenagear quem ajudou a projetá-lo e a produzí-lo por aqui, assim como os consumidores que apostaram na ideia.  Sem essas pessoas nós não teríamos esses carros para admirar.

Parabéns às pessoas que contribuiram para a VW do Brasil completar 60 anos de Brasil, bem como àqueles que mantém viva a lembrança dos carros do passado.

Simpatia de ano novo

Começo de um novo ano e lá vem as simpatias. É um tal de pular 7 ondas (para os privilegiados que estão à beira mar na virada do ano), comer nhoque, romã e outras iguarias típicas dessa época.

A simpatia mais comum é vestir-se com determinada cor de roupa. E nós aqui do blog quase passamos em branco neste dia 01-01-2013. Mas para celebrar o novo ano, nada como um Passat vestido de branco, porém faixa preta.

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Foto: Marcelo dos Anjos

O carro, um TS 1976, pertence ao professor Marcelo dos Anjos e sempre é requisitado em fotos, como esta acima, clicada na cidade de Londrina-PR.

Feliz 2013!

Passat na rua: TS

As fotos são um achado do Heitor Nunes, num encontro do Escort Clube.

“Passat Ts 1976, No encontro do Escort Clube! Hahaha

Acho que vou sugerir mudar o nome do Escort Clube para Passat Escort Home! icon_mrgreen.gif

Bom, na verdade este Ts não estava no encontro e sequer sei quem é o proprietário. Eu vi o carro chegando e fui correndo tirar fotos…

O carro está lindo. Pintura boa as faixas são adesivas e não pintadas. De não original, tirando os acessórios, são os bancos. O resto tudo ok.

Fotos:

Só tirei essas fotos porque o dono a essa altura já estava voltando….. ninja.gif

O modelo realmente é um TS e também confere o ano 1976, como o Heitor constatou. Os indícios são o console correto para o ano e os frisos largos das janelas, detalhes que permaneceram na linha Passat até 1976.

Um detalhe na pintura de guerra do carro é a ausência da pintura preta da caixa de ar, saia dianteira e traseira inferiores. Ingo Dittmar já observou uma vez que após uma reforma ou restauração dificilmente o proprietário faz essa pintura, seja por gosto, seja por desconhecimento.

Por onde anda?

Cidadão do mundo: Austrália

Direto da Tasmania, austrália, um Passat LS 1976 4 portas, com direito a volante do lado direito. Aproeitem para comparar os detalhes que diferem em relação aos modelos com direção do lado esquerdo.

Mais uma contribuição do amigo João Bernardo Adamo.

Crédito: João Bernardo Adamo
Crédito: João Bernardo Adamo
Crédito: João Bernardo Adamo
Crédito: João Bernardo Adamo
Crédito: João Bernardo Adamo

Cidadão do mundo: Estados Unidos

Um cidadão americano muito elegante e em perfeito estado. Audi Fox 1976, bege com interna marrom. Nem os parachoques pesados tiraram o charme do modelo.

O modelo está bem completo e conta com apenas 41000 quilômetros rodados.

https://i0.wp.com/img821.imageshack.us/img821/4893/img2669i.jpg?w=840https://i1.wp.com/img690.imageshack.us/img690/9038/img2671m.jpg?w=840https://i1.wp.com/img408.imageshack.us/img408/1094/img2667uv.jpg?w=840https://i0.wp.com/img832.imageshack.us/img832/2272/img2672oz.jpg?w=840https://i1.wp.com/img84.imageshack.us/img84/4661/img2662c.jpg?w=840

As crianças e seus brinquedos

Existe uma máxima que diz que as coisas antigas eram feitas para durar. Automóveis, eletrodomésticos, e os brinquedos são os itens mais lembrados quando se fala em durabilidade e qualidade.

Verdade ou não, fato é que poucos brinquedos de plástico sobrevivem aos anos de brincadeiras e ao potencial destrutivo dos pequenos, ainda mais em tempos de produção chinesa.

Aqui uma foto encontrada pelo sagaz Saymon Machado, retratando um Passat LS 1976 na cidade de Dourados-MS e os meninos ao lado, um deles num triciclo de metal:

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Nestas fotos, os brinquedos do início dos anos 1970:

Foto tirada na cidade de Assaí-PR, no ano de 1973.

Reparem no triciclo à direita, o mesmo da foto baixo:

Foto tirada na cidade de São Bernardo do Campo-SP, em 1975. à direita, Marcelo Suda.

Não sei ao certo que fim levou aquele triciclo de metal, mas é certo que durou alguns anos a mais que o triciclo amarelo de plástico da foto acima.

Da mesma forma que algumas avós e mães ainda conservam eletrodomésticos dessa época ressaltando as qualidades daquele item, nossos carros antigos circulam tranquilamente pelas ruas deste país, em meio a carros com muito material plástico.

Talvez a máxima esteja certa.

Cidadão do mundo: Alemanha

Um verdadeiro achado, este Passat 1976 conserva muito de sua originalidade e parece ter sido mantido sob rigoroso cuidado por anos.

Não bastasse a bela cor cobre metálico, veio com uma interna em duas cores que combina perfeitamente com a cor da carroceria.