Jacarepaguá, 1981

Pra matar as saudades do finado autódromo de Jacarepaguá… O video mostra a largada e as voltas iniciais da 2ª bateria da 5ª etapa da categoria Hot-Cars, em 1981, com ótima narração (podem acreditar!) de Galvão Bueno na Bandeirantes.  E pilotando o Passat #33, Toninho da Matta lidera boa parte do video, sendo ultrapassado por seu companheiro de equipe, Egídio Micci (o “Chichola”). O vídeo não mostra o fim da bateria, que foi vencida por Chichola (segundo a revista Auto Esporte da época, Toninho da Matta teria “facilitado” a ultrapassagem do companheiro de equipe, que havia largado mal na 1ª bateria).

Toninho da Matta 1981
Toninho da Matta e o Passat #33 – Créditos: Revista Auto Esporte

No final da etapa, vitória fácil de Toninho da Matta, que venceu 6 das 8 etapas daquele ano, levando o título por antecipação. Além dos Passat, que em sua maioria ficaram nas primeiras posições, o grid contou também com um Fusca 1600 e três Gol.

Placa treta: a velha injeção eletrônica de 1981

Placa treta: anúncio do TS 1981Mais um ótimo exemplo do que podemos classificar como “placa treta”. Em um famoso site de vendas, procurando um Passat para um amigo, acabo dando de cara com este anúncio. O título e a foto me chamam a atenção. Afinal, é um belo carro. Abro pra conferir e a admiração vai por água abaixo… Atrás de modificações mecânicas que certamente deixaram o carro muito mais agressivo, como injeção eletrônica e cilindrada aumentada para 1.9 na famosa denominação “APzão turbão treiskilimei” e também com um jogo de rodas Orbital aro 16″ que podem até provocar um leve debate sobre a harmonia com o restante do carro, caio na decepção de ler (e confirmar na foto) que o carro tem placa preta. Ou mais especificamente: placa treta. Segundo o anúncio: “Certificado e documentação toda ok, com potência alterada e suspensão constante no documento e regularizado no Detran – SP“.

Placa treta: TS 81 com as modificações principaisNão vamos cair no velho erro e na velha ingenuidade do “Ah, o dono conseguiu o certificado de originalidade e depois modificou o carro!”. O texto do anúncio está claríssimo: “Nas fotos acima o veículo ainda não estava com a placa preta, mas atualmente está” (certamente um texto antigo, já que há sim uma foto do carro já com a placa preta, mas onde dois números estão cobertos). Melhor sermos realistas: o clube que emitiu a placa preta sabia sim de todas as modificações. Ou se emitiu o certificado sem vistoriar o carro, continuou agindo fora da legalidade.

A FBVA cada vez mais vem se empenhando para resolver junto ao Denatran a questão dos “clubes” (entre aspas mesmo, pois não são clubes, são apenas comércio) que vendem certificados a proprietários de carros não originais. Porém, minha opinião pessoal é a de que apenas uma mudança na legislação, com regras mais claras sobre o índice de originalidade, ou no mínimo a exigência de que todos os clubes credenciados ao Denatran devam seguir as regras propostas pela FBVA para a emissão do certificado (mesmo que não sejam filiados), pode ajudar a termos um norte a seguir nesta questão. E com os critérios definidos, deveria caber aos proprietários que não seguem as regras alguma punição por meio judicial. Infelizmente o brasileiro, que tanto gosta de gritar contra a corrupção (dos outros), só aprende quando a corda arrebenta do seu lado.

Placa treta: TS 1981 exibindo a placa pretaVale também repetir a reflexão que ouvi há poucos dias de um amigo sobre o tema: placa preta não é atestado de beleza. O Passat do anúncio está bonito? Sem dúvida alguma! Está bem preparado? Imagino que sim. Deu trabalho ao proprietário para deixá-lo assim? Com toda certeza. Mas mesmo bonito, bem preparado e dando trabalho pra deixá-lo neste nível, não é esse o objetivo da placa preta e do certificado de originalidade, que só leva esse nome por um motivo óbvio. E não venham tentar convencer alguém de que essa mecânica e as rodas Orbital estavam disponíveis em 1981.

Garagem do Bellote: Passat TS

Produção de qualidade do Renato Bellote, como já estamos acostumados a ver. E para uma matéria de qualidade, nada mais indicado do que um Passat TS de qualidade! Estrelando este vídeo, temos o TS 1981 do Renato Gualda, que já passou algumas vezes aqui no blog. Um interessante modelo à álcool que, por conta do combustível, levava o motor 1.5 com o carburador Solex de corpo simples, já que o Solex alemão não havia sido adaptado para usar o combustível vegetal.

Apreciem…

Surf na rua

O Abel Souza estava caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro, quando avistou um Passat bege. Ele não tinha alguns detalhes, faltavam uns frisos, tinha um retrovisor dos modelos 83 em diante do lado direito e o original do lado esquerdo… Mas parecia bem íntegro.

surfrj01 surfrj02Chegando mais perto, ele percebeu os frisos pretos, os pára-choques pretos… Olhou para o interior e confirmou sua suspeita. Estava diante de um Passat Surf! Dei uma conferida pelo site do Detran e o Passat é de 1981. Está com a documentação atualizada, o que é muito bom e demonstra um certo cuidado do proprietário. E o mais interessante é que ele realmente está cadastrado como Passat Surf, o que pelo menos aqui pras bandas fluminenses é bem raro, dado que com o passar dos anos o Detran foi cortando a versão dos documentos mais antigos e muitos são cadastrados apenas como “Passat”.

surfrj03O Passat Surf vendeu relativamente bem na sua época. Era a versão mais barata, sem alguns “luxos” como o relógio no painel. Mas tinha o principal: era um Passat. Hoje, certamente pela descaracterização dos exemplares ao longo dos anos, acaba sendo bem raro de ser encontrado. Talvez ainda existam muitos por aí, que nem os donos saibam que é um Surf pelas mudanças que sofreu. Mas pelo menos esse ainda é perfeitametne identificável. E com pouco trabalho ficaria muito original de novo.

Passat do leitor #08

Após um tempo sem novos textos, voltamos com uma edição especial de “Passat do leitor”. Nosso amigo e valente moderador do fórum, Renato Gualda, conta sua história com o raro e original Passat TS 1980/81, cujo motor de 1500 cm³ é abastecido com etanol.

“Vou contar um pouco da história do passat na minha vida.

Sou de São Paulo Capital e tenho um Passat TS 1980, modelo 81, branco, movido a álcool.

Este carro tem um fator interessante e raro, alguns contestaram, outros duvidaram, mas meu carro tem motor 1.5!

Pois é! Sempre ouvi falar, e eu também acreditava, que todos os TS eram 1.6, mas eu estava enganado. Os primeiros TS movidos a álcool tinham motor 1.5!

Há até uma matéria da revista Quatro Rodas, que você encontra aqui mesmo na HP, que me ajuda a confirmar o mito!

Assim foram produzidos poucos e uma dessas raridades me achou!

Em 2006 eu estava com uma idéia fixa na cabeça:

Queria comprar um carro antigo, um carro de curtição, e o Passat era minha primeira opção. Na minha família eu, meu pai e meus tios todos tivemos Passats, então quando decidi ter um carro antigo, tinha de ser um Passat!

Em um dia comum de trabalho, andando pelo Bairro de Higienópolis, aqui mesmo em São Paulo, vi esse carro com placa de venda. Eu trabalho como representante comercial e carrego uma pasta um tanto quanto pesada. Nesse dia corri com mala e tudo atrás dele mas, é claro, não consegui chegar nem perto, porque o danado anda bem!!!  

Passei o resto do dia pensando “putz! perdi o carro! não vou achar mais, alguém vai comprá-lo antes de mim” e coisas assim.

Mas no dia seguinte… surpresa!

Ao parar em um farol com meu carro, eis que ele passa bem na minha frente! Com aquele jeito de “olha eu aqui!”.

Aí não teve jeito, mudei meu caminho e saí seguindo o tiozinho dono do carro! Buzinei, fiz gestos, gritei, até ele entender que eu queria aquele carro pra mim!

Quando o tiozinho parou, quanta felicidade! Fechamos o negócio no mesmo dia!

A princípio meu objetivo com o TS era o de rebaixa-lo, colocar rodas esportivas e um motor mais forte mas… assim que eu peguei o carro e comecei a analisar… ele estava em perfeito estado de conservação, com muitos itens originais, dificil de achar tão inteiro por aí… não teve jeito! Mudei os planos e parti para um projeto de originalidade!

Desde então fiz algumas alterações, fui atrás de itens faltantes, retirei insulfilm, coloquei  rodas originais, retirei as faixas vermelhas típicas do Passat Flash (mas não do TS 1980!) e, é claro, funilaria e pintura nos pontos de ferrugem!

Hoje, passados quase 6 anos da aquisição do TS, depois de muitas viagens e encontros de antigos, os colegas me deram força pra partir para uma placa preta.

No fundo eu tinha medo que não passasse… sei lá! Mas com o apoio da família e dos amigos, principalmente do Edison e do André Grigorevski que me apresentaram ao Irineu do Puma Clube de São Paulo, tomei coragem e fui pra batalha!

E o “garoto passou de ano”! Com toda a honra e toda glória hoje ostenta suas placas pretas!

Acredito que esta é uma grande conquista e um incentivo ainda maior para que eu continue a cuidar do TS e, junto dos amigos amantes do Passat, continue a preservar a história desse carro que além de ser um ícone da indústria automobilística, é antes de tudo um membro da minha família!”

Parabéns ao Renato pela história com esse carro e pela recente obtenção de Placa Preta, fruto de muita dedicação e empenho para conservar o carro como nos primeiros dias dele nas ruas.

Passat personalizado #8 1/2

? Calma amigos. Nem perdemos a contagem dos posts e nem criamos um título confuso. Apenas aproveitamos a oportunidade para trazer mais fotos daquele Passat do post 8, dos Passat personalizados.

O Passat 1981 estava com rodas melhores no post anterior, embora os bancos sejam interessantes!

Passat zero quilômetro: eles ainda existem.

Ontem no nosso grupo do Facebook o amigo Stenio Ricardo Ramos nos brindou com fotos de um inacreditável Passat LS 1981, ainda sem emplacamento, com plástico nos bancos e absolutamente zero quilômetro.

Deu vontade de fazer o test drive?

Cidadão do mundo: Uruguai

Nos demais países da américa do sul não são raros os Passat de quatro portas. Ocorre que vez ou outra surge um de duas portas, à venda em sites.

O achado de hoje é um belo Passat TS 1981, verde metálico e com ótima conservação. Levando-se em conta a quantidade de modelos com quatro portas e em péssimo estado, esse TS é um colírio para os olhos.

Mais do cinema nacional…

Mais uma do nosso glorioso cinema nacional, cujos títulos não poderiam ser pronunciados em um tranquilo almoço de família com os avós. Depois do nosso post No cinema: “A menina…”, agora temos uma sequência de cenas da história “Belinha, a virgem”, que faz parte do filme de título ainda menos apropriado para reuniões familiares: “As Safadas”.

Mas, diferente dos títulos, o video pode ser assistido sem o menor problema (inclusive com os avós) e trazem um belíssimo e então novo Passat TS 1981, com alguns acessórios de época como teto-solar e amplificador Tojo. Alguns leitores também devem reparar que a atriz é a mesma do post anterior já mencionado, Vanessa Alves.

As imagens foram trazidas pelo amigo Mário Buzian, nosso cinéfilo oficial.