Preparativos para o Nacional

df_no_nacionalEnfim, está chegando o dia… O V Encontro Nacional do Passat vem aí e no próximo final de semana a cidade de Caxambu estará recebendo algumas dezenas de Passat que já confirmaram suas inscrições no evento. E ontem eis que recebo essa foto aqui do meu amigo Cazuza, de Brasília. Ele e o irmão Nilson estavam dando um talento especial nos Passat pra cruzar a estrada e chegar ao sul de Minas Gerais em grande estilo. Cerca de 1000km aguardam os irmãos que virão com um GTS Pointer 1986 (que já esteve em Curitiba na 3ª edição do evento) e um raro LM 1975, de placa preta. Além deles, esperamos mais um ou dois Passat que virão do Planalto Central, dependendo de alguns imprevistos que estão sendo resolvidos.

Rodar essa distância pra participar de um evento de carros antigos é algo para apaixonados, sem sombra de dúvidas. Desde já desejamos uma ótima viagem ao grupo e estaremos lá pra recebê-los!

E se você ainda não fez sua inscrição, ainda dá tempo. Mas não demore, porque as inscrições vão apenas até amanhã, dia 8 de setembro. Todas as informações necessárias estão neste link.

Encontrado no DF

As imagens não são nada felizes, mas vamos cumprir com o nosso papel de informar. O Jefferson, participante de nossa lista de discussão no Yahoo Grupos (sim, ainda temos a lista, que completará 10 anos em 2013) estava fazendo trilha de bicicleta, quando encontrou o que sobrou deste Passat, totalmente queimado. Apesar do estado, a placa ainda pode ser identificada, sendo JDR-7458, emplacado em Brasilia mesmo. As fotos foram feitas com um celular.

Imaginamos, até mesmo pela localização em que o Passat foi encontrado, que o carro foi produto de roubo/furto, sendo posteriormente descartado e destruido, e que o proprietário esteja a sua procura. É claro que nestas condições não há mais nada o que ser feito ou recuperado. Mas, novamente, cumprimos aqui nossa obrigação de informar e, possivelmente, dar uma conclusão ao proprietário.

Por razões óbvias, não vamos divulgar aqui o paradeiro do veículo. Mas se você é o proprietário ou o conhece, e quer saber a localização do mesmo, entre em contato através dos comentários, deixando um e-mail, para ser informado sobre o local.

Museu do Automóvel lacrado!

E aconteceu o que todos os amantes dos carros antigos temiam. Segundo o perfil do Museu do Automóvel de Brasilia no Facebook, às 9:30 de hoje o prédio que abriga o acervo foi lacrado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU). A noticia foi amplamente divulgada ao longo do dia, gerando justas críticas, lamentos e protestos.

O destino do prédio, que pertence ao Ministério dos Transportes, ao que se sabe será servir como “arquivo morto”. Em pleno século 21, em um país que carece de atividades culturais dignas para a população e que possui tecnologia de sobra para armazenar documentos de maneira digital sem a necessidade de ocupar grande espaço físico, parece incoerente que um museu seja fechado para guardar papéis. É claro que o objetivo aqui no blog é defender o carro antigo e o Museu do Automóvel é de nosso total interesse, porém poderia ser um museu sobre qualquer outro assunto, com qualquer acervo de bom nível, que a incoerência seria a mesma.

Desde meados de 2010 o Museu do Automóvel funcionava sob a ameaça do despejo, o que inclusive foi divulgado em nosso site na época. Seu acervo inclui verdadeiras raridades garimpadas ao longo dos anos pelo Roberto Nasser, um dos maiores antigomobilistas do Brasil. Ou o maior, provavelmente. Entre os exemplares até então em exposição no museu está o único exemplar do Willys Capeta, recentemente resgatado dos escombros do museu de Caçapava-SP, um FNM Onça impecavelmente restaurado, Brasinca Uirapuru, Puma DKW e um Willys Itamaraty Executivo, que é nada menos do que o primeiro carro no Brasil a ostentar as placas pretas de coleção. Isso porque só citei alguns dos modelos nacionais. O acervo conta com outros modelos nacionais e também importados, como alguns exemplares de Alfa-Romeo e um raro Borgward Isabella coupé. Em algumas fotos do perfil no Facebook, é possível ver também um Passat Julia, aparentemente aguardando restauração.

Segundo as informações divulgadas hoje em diversos sites, portais de veículos antigos e blogs, o acervo está protegido nas dependências do museu, enquanto aguarda-se uma decisão definitiva sobre o imbróglio. Porém, os carros não podem ser mexidos, ligados ou mesmo limpos, o que é primordial quando se trata de manter veículos antigos. Além disso, Brasilia teria um prédio pertencente ao Governo do Distrito Federal que poderia abrigar o acervo, porém ainda necessitaria de um simples decreto por parte do Sr. Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, para mudar a destinação do citado prédio. Como quase tudo em nosso país, é claro que esse decreto não foi assinado até hoje.

No site do museu é possível assinar uma petição pública para tentar sensibilizar o governo federal. Assinar é uma escolha de cada um, porém sem desmerecer a tentativa bem intencionada e louvável, é uma opção que já vem sendo tentada há tempos sem um resultado prático. O que fazer de concreto pra salvar o museu, além de uma assinatura virtual? Um protesto, lotando de carros antigos a frente do Ministério dos Transportes, Ministério da Cultura ou do Palácio do Planalto? Um protesto nestes mesmos moldes na frente da casa dos excelentíssimos ministros em questão e da própria presidente? Tentar entrar em contato com deputados, senadores e outros políticos que possam fazer alguma coisa pra ajudar, cobrando deles alguma atitude? Algo tem que ser feito para que as autoridades (ir)responsáveis abram seus olhos para a catástrofe cultural que está sendo montada, principalmente pela possível degradação de um acervo como este sem receber os cuidados adequados.

Com a palavra, nossos ilustres governantes.