Mais um Passat nupcial

Há alguns dias postei meu breve relato sobre a honra que foi levar uma amiga ao seu casamento. Pouco depois recebi esta contribuição do Michael Sgarbi, meu quase vizinho aqui de Niterói. As fotos mostram o dia do casamento da mãe do Michael, Sra. Maria, que assim como manda a tradição, entrou na Igreja acompanhada de seu pai. Já na segunda foto aparece o Sr. Luis Antônio, pai do Michael e o noivo daquela noite.

O casamento foi em 1975, em Bangu, no Rio de Janeiro. A noiva chegou triunfante em um Passat L 1975, praticamente 0km, que pertencia a um primo. Belíssimo registro de família que mostra um tempo que infelizmente não volta mais.

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O Passat da capa

Nunca é demais falar do livro do Passat, da série “Clássicos do Brasil”. E desta vez, um making of da capa, cuja estrela foi o Passat L 1976 do Heitor Nunes, que já foi inclusive tema de um post aqui no blog, o nosso primeiro Passat do Leitor. Particularmente, me agrada saber como são realizadas determinadas coisas, como fotos e filmagens envolvendo carros. Já tive o prazer de presenciar algumas filmagens, mas nunca uma seção de fotos profissionais.

As imagens, enviadas pelo Heitor, mostram que tirar uma foto de qualidade não é coisa simples. Além de um Passat em estado impecável e extrema limpeza (e nisso o Heitor é praticamente imbatível), ainda há a preocupação com a iluminação, fundo, bons equipamentos, sem esquecer da capacidade dos profissionais envolvidos. A soma de tudo isso é a ótima capa que conhecemos, digna de representar os quase 900.000 Passat produzidos no Brasil.

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Passeio com o Holandês

Holandês Voador… Este é o nome do impecável Passat L 1974 do Cláudio Mazzoni, presidente da Sociedade do Carro Antigo de Barbacena (SCAB). Mas com ele, assim como pra vários amigos passateiros, carro antigo não é apenas enfeite. Carro antigo parado pode até contar alguma história, mas não tanto quanto em uso. E pra curtir um passeio de férias entre as cidades mineiras de Barbacena e São Lourenço, o Holandês Voador foi o escolhido para a missão.

mazzoni01A viagem, conta o Cláudio, teve quase 500km entre ida e volta. E, como era de se esperar, o Passat não apresentou problema algum. Durante o trajeto, ainda encontrou um velho Fusca, já um tanto descuidado, porém ainda firme no batente.

mazzoni02mazzoni03mazzoni04Fica aqui o registro da viagem a bordo de um belíssimo Passat!

Água e Ar misturados.

Rivalidade. Uma palavra que não cai muito bem no mundo dos carros antigos, pois todos perdem ao criar uma guerra de egos.

Traz enorme alegria ver esta cena, protagonizada pelo amigo Adauto Junior e o pessoal do Fusca de Londrina, liderados pelo Ney “Speed Custon”.

O Adauto é uma figura única, que agrega o pessoal da região norte do Paraná que gosta de Passat. Sempre animado e muito disposto a participar de um encontro de antigo, não importando a distância e a quantidade de aventuras e desventuras.

Seu peculiar Passat é fruto de uma história interessantíssima, dessas que o acaso apronta e é preciso alguém corajoso para encarar um projeto que parece difícil. E foi difícil. O apelido desse carro é Lady GaGa, pois a cada dia tem mais coisa pendurada.

Emerson Fittipaldi, 40 anos do primeiro título mundial de Fórmula 1

Hoje é dia de prestar homenagem ao ativo e competitivo Emerson Fittipaldi, que a exatos 40 anos, no dia 10 de setembro de 1972, sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1, no GP da Itália, realizado em monza.

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Crédito: site oficial http://www.emersonfittipaldi.com/

A melhor forma de lembrar essa data na Home Page do Passat não poderia ser outra a não ser reproduzir o teste realizado para a revista Quatro Rodas, publicado na edição de março de 1975, ocasião em que Emmo (como ficou conhecido nos Estados Unidos) testou o Passat e outros carros nacionais da época.

Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas
Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas

“O Passat pode ser considerado um dos carros médios nacionais mais modernos, igual aos que existem na Europa. Acho que a Volkswagen acertou em cheio com o lançamento desse carro, pois tem características completamente diferentes dos demais modelos VW.

E isso mostra também que a fábrica começou a se preocupar com o público brasileiro, que quer coisa melhor em matéria de carros do que temos por aqui. Eles deram um passo à frente lançando o Passat. É um carro de tração dianteira, refrigerado a água, motor com bom desempenho, boa estabilidade, boa aerodinâmica e agradável de se andar.

Sua estabilidade é um dos pontos altos. Como todos os carros de tração dianteira, tem uma leve trandência a sair de frente, mas é muito fácil de corrigir, pois é só tirar o pá do acelerador que ele volta à tragetória inicial da curva. É um carro que não vai dar susto em ninguém, sendo muito seguro de estabilidade para o motorista comum.

Tem um estilo moderno – foi desenhado por Giorgio Giugiaro -, com janelas amplas, que lhe dão um aspecto bem leve, além de boa visibilidade. O modelo em que andei era o L, ou seja, o standart. Apesar disso, a instrumentação é boa. Tem os reógios necessários e bem localizados no painel de fácil leitura. Uma alavanca do lado direito da direção aciona o limpador de pára-brisas de duas velocidades, de fácil manejo e muito seguro, pois o motorista não precisa tirar as mãos do volante para acioná-lo.

A direção é ótima. O volante tem diâmetro muito bom, é rápido e bem leve. Nem parece um carro de tração dianteira, porque a direção é muito precisa e suave. Se o motorista ignorar isso, dificilmente vai perceber. Os freios também são ótimos. Não travam as rodas, mesmo em freadas de emergência, e param o carro sem desequilibrá-lo. São características muito boas, porque ele tem bom desempenho, apesar de o motor ter apenas 1500 cm³ de cilindrada. É um motor de desenho moderno, com comando de válvulas na cabeça, força e torque suficientes para boas acelerações e boa velocidade máxima.

Como é motor de alta rotação, o câmbio aproveita bem isso graças ao bom escalonamento das marchas. Apesar de ter tração dianteira, quase não arrasta as rodas nas arrancadas fortes, aproveitando bem toda a potência do motor.

É um carro de suspensão bem equilibrada. Nas curvas apresenta uma leve tendência a sair de frente, justamente pela tração dianteira, mas é de fácil correção. Além disso, dificilmente a roda interna da curva perde aderência. Por isso pode-se aproveitar sempre toda a potência do motor, que, com seus 1500 cc, tem bom torque, colocando-o entre os melhores do mundo.

O espaço para a bagagem é bom, e o estepe fica escondido no assoalho. Se for preciso tirá-lo com o porta-malas carregado, o trabalho evidentemente será difícil.

O nível de ruído é muito bom e quase nada se ouve dentro do carro em movimento. O espaço interno é bom, e a posição de dirigir, muito boa, pois o encosto permite várias regulagens e os pedais e a alavanca de câmbio são bem colocados. O acabamento, apesar de o modelo ser standart, é muito bom.”

Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas

Nosso parabéns ao campeão, que lutou tantos anos nas pistas e formou uma geração de pilotos brasileiros, tanto na Fórmula 1 quanto na Fórmula Indy.

Cidadão do mundo: Suécia

A postagem de hoje é especial. Nosso amigo Saymon Machado, um dos colaboradores mais dedicados, foi presenteado pelo primo com um e-mail do anúncio deste Passat Variant L 1974 com apenas 53000 quilômetros rodados em 38 anos.

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Rio Claro

Pra começar bem o dia! Foto de Marcello Maia mostrando o comboio de Passat que participou de um evento de antigos na cidade de Rio Claro – SP no último domingo. Tem coisa melhor pra fazer com seu Passat do que pegar uma estrada, ainda mais acompanhado de outros?

Na foto, o LSE do Luís Erbetta, GTS Pointer do Lucianão, L do Heitor Nunes e LSE do Reginaldo Santos.