Iluminação: estética ou funcionalidade?

Vivemos uma época estranha, onde a iluminação de um carro virou adereço. Muitos andam na cidade usando apenas as setas como iluminação, ficando menos visíveis para outros motoristas, principalmente pelos retrovisores. Alguns ainda fazem questão de passar a iluminação do carro dos faróis para as setas. Outros instalam lâmpadas fortes, de cor branca ou azulada, cujo facho espalhado ilumina até a copa das árvores (pode ser usado pra caçar micos), mas pouco ilumina as vias e ainda ofusca os demais motoristas. A maior mania de todas atualmente, e a que menos consigo entender a lógica, é usar as lanternas em conjunto com os faróis de neblina… sem que exista o menor sinal de neblina.

Farol não é decoração. Não é pra ser bonito ou feio. Farol é pra iluminar, ponto. E sem cegar quem venha em sentido contrário ou quem te veja pelo retrovisor. É possível melhorar a iluminação dos faróis, trocando as lâmpadas originais por outras, de boas marcas, cujo facho seja possível regular para ser de fato eficiente. Ou mesmo trocando os velhos faróis com o fundo já escurecido e sem cromo por faróis novos. Não é raro que faróis originais bem regulados iluminem tanto ou mais do que kits xenon de baixa qualidade ou outras alterações feitas quando se busca a estética em primeiro plano. Mas na maioria dos casos a escolha é sempre pela estética (de gosto muitas vezes duvidoso), mesmo que isso prejudique a própria visibilidade e a dos demais motoristas.

Por isso, imagens como esta infelizmente continuarão acontecendo…

Propaganda da Osram – 1981