Os premiados de Águas de Lindóia

O 3º Encontro Brasileiro de Autos Antigos, ou simplesmente “o encontro de Águas de Lindóia” como já ficou mais do que caracterizado pelos visitantes, seja lá que nome receba este evento ao longo dos últimos anos, foi bastante especial para os admiradores do Passat. Foram cerca de 700 veículos participantes e, apesar de diversos exemplares na área de venda de antigos e também nos arredores do evento, apenas dois Passat estiveram na área de exposição, carregando a dura missão de representar a linha que vendeu aproximadamente 640 mil unidades ao longe de seus 14 anos de produção. E a missão foi cumprida com louvor: em um dos eventos mais importantes do Brasil, ambos foram premiados e levaram na bagagem troféus de destaque em suas categorias.

Reinaldo Rodrigues Neto recebendo o prêmio de destaque pelo seu LS 1978. Créditos da foto: portal Maxicar
Reinaldo Rodrigues Neto recebendo o prêmio de destaque pelo seu LS 1978. Créditos da foto: Portal Maxicar

Na categoria “Disco”, que englobava os veículos produzidos entre 1973 e 1981 e premiou 11 carros, o Passat LS 1978 de propriedade de Reinaldo Rodrigues Neto, sócio do Passat Clube Curitiba, levou pra casa um troféu. Já na categoria “Nova República”, que premiou quatro veículos produzidos entre 1982 e 1986, um dos premiados foi o Passat LSE “Iraque” 1986, do Bruno Lara, sócio do Passat Clube – RJ. Os dois carros apresentavam alto índice de originalidade, portando inclusive as placas pretas (item obrigatório na edição deste ano para a participação de carros entre 1980 e 1986), além de estarem impecavelmente conservados. Os troféus foram entregues por ninguém menos do que Wilson Fittipaldi Jr., lendário piloto e um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro.

Bruno Lara recebendo o troféu de destaque pelo seu LSE "Iraque" 1986. Créditos da foto: Portal Maxicar.
Bruno Lara recebendo o troféu de destaque pelo seu LSE “Iraque” 1986. Créditos da foto: Portal Maxicar.

A Home-Page do Passat dá os parabéns aos dois proprietários e também aos clubes que eles fazem parte. Os donos de Passat foram muito bem representados em Águas de Lindóia! Aguardem em breve a nossa cobertura do evento.

Passat Clube – RJ – 10 anos

Em março de 2005, durante o famoso evento “Praça de Março” promovido pelo Veteran Car Club do Rio de Janeiro, então na Praça XV (atualmente o evento é realizado no Parque do Flamengo), alguns amigos proprietários de Passat se uniram pra criar um clube dos fãs do modelo em terras fluminenses. Estava fundado, de maneira informal como é até hoje, o Passat Clube – RJ, do qual muito me orgulho de ter feito parte deste grupo inicial. O tempo passou e o próprio clube passou por várias fases, algumas mais ativas e outras com pouca atividade, porém nunca deixando de participar de encontros e de certa forma ajudando a criar nos eventos do estado (e alguns fora do RJ também) a consciência de que o Passat tem o seu lugar de destaque na história automobilística nacional ao lado de outros modelos também importantes.

Em 2015 completamos 10 anos de existência. Nossa primeira comemoração foi no próprio evento do Veteran, onde tudo começou. E a segunda comemoração aconteceu neste final de semana, quando juntamos 10 Passat para fazer um passeio pela serra, rodando pelo sempre agradável trecho da BR-040 que separa a entrada principal de Petrópolis até Itaipava. Antes disso, nos reunimos no Palácio Quitandinha, famoso ponto turístico da cidade. Conseguimos alinhar os carros para algumas fotos, o que acabou chamando a atenção de quem visitava o local. Muitos turistas aproveitaram para fotografar também e alguns deles vieram conversar para saber mais sobre os carros.

A idéia é seguir promovendo outros passeios ou confraternizações durante o ano, pra que não faltem comemorações e motivos pra colocarmos os Passat na estrada. Seguem algumas fotos do nosso passeio…

Subindo a serra...
Subindo a serra…

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Reunidos ao lado do Palácio Quitandinha
Reunidos ao lado do Palácio Quitandinha

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Passat de família

Logo pela manhã um amigo me enviou o link com uma matéria da Auto Esporte, no portal G1. Na hora reconheci o belo LS 1982 do Caio Rossi, que participa do nosso grupo do Facebook. Confesso que apesar de conhecer e admirar o LS, não conhecia a sua história. Ou então conhecia e não lembrava, como é comum eu fazer… E a matéria conta uma bela história de família, explicando que o Passat foi comprado 0km pelos avós do Caio em uma autorizada de Santo André, que eu imagino que seja a Utivesa onde o carro aparece em uma foto da matéria e décadas depois passou pra ele como presente de 18 anos.

Não vou contar mais detalhes, pois a matéria está aí pra isso e eu recomendo que leiam. Mas fica registrado também aqui no blog mais uma história que mostra que pra muitos de nós o Passat não é só um meio de locomoção. Parabéns, Caio!

Reprodução do portal G1
Reprodução do portal G1

WT-8123

A frase sempre é usada para definir o futebol, mas pra nós que amamos carros (mesmo os que também amam futebol), podemos adaptar: carro é a coisa menos importante entre as mais importantes. Carros nos levam e trazem, e apenas isso, se formos analisar o seu objetivo principal. Mas por algum motivo acabamos nos apegando muito a alguns deles. Os motivos são inúmeros e não cabe a mim enumerá-los aqui. Todos que acessam a Home-Page do Passat sabem muito bem como isso pode acontecer, cada um tem a sua história e um motivo pra ter se apegado a um Passat (ou outro modelo). E quando isso acontece, não é apenas o levar e o trazer que importam.

O LS 80 da família, em uma das poucas fotos em que ele foi registrado.
O LS 80 da família, em uma das poucas fotos em que ele foi registrado.

No meu caso, a história começa em algum momento do início dos anos 80. Eu era pequeno demais pra lembrar em que ano foi, talvez em 1983 ou 1984, pois calculo que eu tinha uns 4 ou 5 anos de idade. Mas lembro bem que meu pai tinha um Chevette bege (1976 ou 1977, por aí) e um belo dia foi me buscar no colégio, de carro. O colégio ficava na minha rua mesmo, a 200 metros de casa. Não havia a menor necessidade de me buscar de carro e nem era o costume. Ao sair pelo portão, ele me esperava na frente em um belo Passat verde. Apesar de pequeno, eu já conhecia todos, ou quase todos, os carros daquela época e reconheci o Passat. E no lugar de andar apenas aqueles 200 metros que nos separavam de casa, meu pai me levou pra dar uma volta pela orla e curtir o novo carro. Foi, assim, o primeiro passeio que me lembro dentro de um Passat.

Aquele Passat era um LS 1980 3 portas, Verde Pampa (só fui aprender o nome dessa cor muitos, mas muitos anos depois), placas da cidade do Rio de Janeiro, WT-8123. Foi logo equipado com um toca-fitas abaixo do revestimento central do painel e, pelo que lembro, nada mais. O carro não era muito usado no dia a dia, pois não havia muita necessidade. Mas em qualquer final de semana prolongado ou férias, a família toda embarcava no Passat com destino a algum lugar. Foram incontáveis viagens a Minas Gerais para visitar meus avós, algumas ao norte do RJ, uma para o Espírito Santo durante 1 mês conhecendo as praias do estado, outra também de semanas em direção ao sul do país, onde conheci Curitiba, Porto Alegre, Gramado, Foz do Iguaçu, entre outras cidades. Foi este Passat que trouxe, no banco traseiro rebatido, minha Caloicross AeroFree e a Caloi Ceci da minha irmã da loja, foi ele que nos levou de repente em uma triste viagem no meio de uma semana a Minas Gerais quando meu avô faleceu, foi nele que saímos várias vezes pra ir a praia e pescar, foi nele que fiquei sentado horas conhecendo um carro, lendo o manual, limpando, lavando, etc. Foi este carro que serviu muito bem a família até o finalzinho de 1989. Naquele ano o Passat Verde Pampa começou a apresentar sinais de ferrugem e foi colocado numa reforma completa, pintura novinha, ficou um espetáculo. Porém, poucos meses depois, meu pai estacionou em nossa rua e no dia seguinte não encontrou mais o carro onde havia deixado. Mesmo tendo seguro, ele ainda foi com um amigo a vários desmanches da Baixada Fluminense e outras cidades próximas, em busca daquele LS. Nunca mais tivemos notícias. Depois dele veio um Del Rey (seguido de outro), outros carros… Mas sempre ficou a lembrança. Anos mais tarde, com uns 15 anos de idade, um amigo me ofereceu seu carro pra dirigir pela primeira vez. Por obra do destino, era um LS 80 Verde Pampa.

verdepampa_02A paixão pelo Passat ficou. Em 1996, por conta dessa paixão e daquele LS 80, juntei umas revistas velhas, um punhadinho de informações imprecisas e superficiais e criei a Home-Page do Passat. O tempo passou, a paixão só aumentou, aos poucos vieram os meus Passat, os amigos com a mesma paixão, as viagens para eventos, o Passat Clube-RJ… Tudo em relação a Passat se consolidou. Mas faltava alguma coisa: sempre que eu via um Passat igual ao que meu pai teve, vinham as lembranças daquela época e a vontade de ter um igual. Enfim, aconteceu. Depois de muita conversa com um grande amigo (que não sabe que estou fazendo este texto, portanto não vou citá-lo aqui por enquanto sem que ele saiba e concorde), a quem terá sempre minha gratidão por isso, fizemos uma loucura: fiquei com o LS 80 dele e ele com meu LSE 87. Pouquíssimos motivos me convenceriam a me desfazer do meu LSE, o maior companheiro de viagens que tive. E um desses motivos apareceu. A tristeza de vê-lo ficar em outra garagem foi superada pela chegada do Passat que eu sempre quis e também pela certeza de que ele ficou em ótimas mãos (provavelmente melhores que as minhas próprias mãos).

verdepampa_03Este Passat é praticamente igual ao do meu pai: mesmo ano, mesma cor, 3 portas… Foi produzido cerca de 30.000 Passat após o nosso ex-Passat (sim, ainda guardo o documento dele). Com o carro finalmente em casa, meu próximo passo era mostrá-lo ao meu pai. Nunca fui bom em surpresas e, apesar de ocasionalmente meu pai lembrar do Passat dele quando conversa comigo sobre carros, confesso que tinha um grande receio de mostrar o novo Passat e ele não dar a menor importância. Afinal, já se passaram praticamente 25 anos. Mas eu não podia deixar de mostrar o carro e na quarta-feira de cinzas, logo de manhã, liguei pra minha mãe (que já havia sido devidamente informada do assunto e ajudou a manter o segredo) e pedi que ela avisasse ao meu pai que eu havia trocado o LSE e queria levá-lo pra dar uma volta no novo carro, sem dizer qual era. Consegui uma vaga exatamente em frente ao prédio deles e saí do carro pra esperar. Vi quando a porta do elevador se abriu e meu pai saiu. Ele deu alguns passos, olhou pra rua, sorriu e gritou de longe em tom de brincadeira “Ei! Esse é o meu Passat! Onde você achou ele?”. Na hora veio o alívio imediato pela reação dele… Ele saiu do prédio e começou a andar ao redor do carro, sorrindo. Perguntou se era o mesmo ano do dele, entre outras coisas. Abriu a porta do motorista, sentou no banco e se acomodou. Perguntei se a gente daria uma volta, achando que ele ia querer ficar no banco do passageiro e na mesma hora ele respondeu “Vamos ver se eu ainda sei dirigir um Passat”, enquanto fechava o cinto. Eu não poderia ter ouvido resposta melhor.

verdepampa_paiE lá fomos nós, passeando pelas ruas do bairro… No trajeto, ele começou a falar das viagens, dos anos em que ficou com o carro, do roubo do mesmo em nossa rua. Lembranças de muito tempo atrás. Depois de alguns minutos voltamos ao prédio e ele saiu todo satisfeito, me dando os parabéns pelo carro. Os amigos que já sabiam o que aconteceria naquela manhã esperavam as notícias sobre a reação dele e sei que muitos se emocionaram. Mais tarde, soube que ele se segurou na hora, mas também se emocionou quando voltou pra casa. Depois ele agradeceu por eu ter proporcionado a ele essas lembranças de novo.

Meu pai não precisa me agradecer por nada. Eu é que estou agradecido por ter tido a chance de proporcionar isso a ele.

Até debaixo d’água

A idéia do dia era participar de dois eventos na Barra da Tijuca. Pela manhã, o AGMH promoveria a segunda edição do seu encontro do Bosque Marapendi. E às 14:00, o VW Clube – RJ teria o seu evento mensal, onde o Passat Clube – RJ aproveitaria para relembrar os 25 anos do final da produção do Passat no Brasil. Mas a previsão do tempo não era animadora: 59mm de chuva ao longo do dia, de acordo com o Climatempo. Apesar disso, resolvemos manter a programação.

Ponto de encontro em Niterói, ainda sem chuva.
Ponto de encontro em Niterói, ainda sem chuva.

Pela manhã, a dupla que sairia de Niterói se encontrou no local combinado e de lá saiu para o segundo ponto de encontro, para que os Passat chegassem juntos ao evento. Já no caminho a chuva deu o ar da graça e assim foi até a Barra. Chegamos pontualmente às 9:00 no Bosque Marapendi, encontrando outros poucos guerreiros submarinos com seus carros antigos, além dos antigos dos próprios organizadores. Mesmo sob chuva, quem tem carro antigo, tem bom humor. E por este motivo o bate-papo sempre é imperdível. Porém, com a chuva cada vez mais forte e cerca de 10 carros presentes, acertadamente foi decidido que o evento seria transferido para o próximo domingo (e lá estaremos novamente!).

Estacionamento do shopping Via Parque
Estacionamento do shopping Via Parque

O jeito foi fazer hora e almoçar em algum shopping, aguardando o evento da tarde. E por lá, quatro Passat estacionados lado a lado, algo raro (ou quase impossível) de ver atualmente se não for realmente intencional, como foi o caso. Ainda com esperança de que o tempo melhorasse, no horário marcado partimos para o evento mensal do VW Clube – RJ. Mas hoje São Pedro foi implacável: o Rio de Janeiro precisava de um refresco e ele não se negou a ajudar. Novamente poucos carros se arriscaram a sair em um clima realmente ruim e não muito propício a quem tem carro antigo. Depois de pouco mais de 1 hora de mais um ótimo bate-papo, mais uma vez foi (bem) resolvido que o melhor seria abortar também este evento e seguir pra casa antes que o clima ficasse ainda pior.

Durante o evento mensal do VW Clube - RJ
Durante o evento mensal do VW Clube – RJ
Passat LS 1980, do Fábio Bittencourt, voltando pela Linha Amarela.
Passat LS 1980, do Fábio Bittencourt, voltando pela Linha Amarela.
Passat LS Village 1984, do Roberto Vilela, na Linha Vermelha.
Passat LS Village 1984, do Roberto Vilela, na Linha Vermelha.
Passat LSE 1987, do Michael Sgarbi, também na Linha Vermelha.
Passat LSE 1987, do Michael Sgarbi, também na Linha Vermelha.

Mas o dia não foi perdido, pelo contrário… Uma reunião de amigos é sempre algo em que só saímos ganhando. E semana que vem teremos novamente. Esperamos que com sol e ainda mais Passat!

Ruínas de um LS 4 portas

ab_01Este tipo de descoberta sempre interessa aos donos de Passat e mesmo aos admiradores de carros antigos em geral, no mínimo pela curiosidade que desperta. Em um estacionamento da região central da cidade de São Paulo, hiberna o que restou de um LS 4 portas 1978, aparentemente Verde Indaiá, ainda com placas amarelas.

ab_03As imagens são do Andrey Felipe, que descobriu este Passat em um andar aparentemente desativado do estacionamento, que por razões de segurança não vamos divulgar o endereço. Por ali repousa também um Monza Classic SE, ainda da primeira “geração”, além de um Galaxie 500 e alguns carros um pouco mais modernos.

ab_02Este LS teve os para-choques trocados pelos de lâminas dos modelos 83-84, que curiosamente não foram levados durante o processo de desmontagem. Aliás, pelo que é possível avaliar do que restou do carro, ele parecia em muito bom estado de conservação e é uma pena que tenha sido depenado dessa maneira. Boa parte dos acabamentos já foram retirados, provavelmente roubados, e nem mesmo o capô foi poupado dessa sede. Não há como saber exatamente o que levou este LS a ser abandonado ali por tanto tempo, mas informações conseguidas pelo Andrey o levaram a descobrir que o proprietário do carro é falecido e seu filho é o dono do prédio (e de muitas outras coisas mais, incluindo empreendimentos na nada humilde Rua Oscar Freire) onde o estacionamento funciona. O que nos leva a lamentável conclusão de que, se este Passat parece não ter um futuro promissor, não é por falta de condições financeiras do seu herdeiro, mas sim por pura falta de interesse.

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Mini LS

Ultimamente os apaixonados por carros antigos e também por miniaturas tem perdido o sono com os exemplares prometidos pela editora Planeta DeAgostini, que lançou uma coleção prometendo 75 modelos nacionais. No mês passado, enfim, a coleção (que está sendo lançada em tempos diferentes nos vários estados brasileiros, com algumas regiões mais adiantadas e outras que ainda estão nas primeiras edições) recebeu o Passat LS 1975.

Bem detalhada, apesar de alguns pequenos equívocos que não poderíamos deixar de notar, em termos gerais a miniatura agrada bastante e deve ser objeto de desejo dos donos de Passat. Quer conhecer um pouco mais sobre ela? Fizemos uma matéria no site mostrando mais alguns detalhes. É só clicar aqui e conferir.

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Placa Treta: LS 2.0

Mais um flagrante claro do desrespeito a legislação da placa preta, desta vez anunciado na internet. As irregularidades não são poucas… Começando pelo motor 2.0, que de cara já eliminaria a possibilidade de placa preta em qualquer Passat nacional, mesmo que todo o restante estivesse 100% original.

treta02aFora isso, há outros itens que seriam excludentes ou no mínimo fariam este Passat perder pontos preciosos. Na parte externa, o que mais chama a atenção é a altura da suspensão, além as rodas. Já no interior, algumas características incompatíveis com a originalidade, como o volante “4 bolas”, padrão do estofamento dos bancos e encosto de cabeça separado.

treta02bTudo isso nos leva a pensar em como mais este carro não-original obteve a placa preta e nos leva a curiosidade de ver o Certificado de Originalidade expedido pela entidade responsável pela vistoria. Porém, o mais provável é que este Passat sequer tenha passado por qualquer tipo de vistoria.

treta02ctreta02d treta02eComo já disse no outro post sobre o assunto, isso não é uma caça aos carros modificados. O Passat do anúncio é até um belo carro, aparenta estar muito bem cuidado. Mas nunca, nunca mesmo, poderia obter as placas pretas com esta configuração, através de uma entidade séria e competente. E nem é preciso ser especialista em Passat pra chegar a esta constatação. Basta ter um mínimo conhecimento sobre carros.

O brasileiro, que começa a se acostumar com a idéia de protestar contra atos ilícitos e corruptos dos seus políticos, poderia também colaborar e não se rebaixar às mesmas táticas daqueles que nós tanto criticamos. E caso apareça algum deputado querendo acabar com a lei da placa preta, que moral teremos nós, antigomobilistas, para protestar?

Com a palavra, as autoridades responsáveis…

Vídeo 60 anos VW do Brasil

Este ano a Volkswagen do Brasil comemora 60 anos de produção de automóveis no Brasil. cuja atividade iniciou-se por montagem de veículos em CKD. Seu carro mais conhecido, o VW Sedan, teve início de produção em 1960, pois os modelos montados em 1959 ainda tinham grande parte dos componentes importados.

E embora a Kombi tenha iniciado a produção nacional, ainda há muitos brasileiros que acreditam no pioneirismo do besouro. Com o passar dos anos os carros foram ganhando conteúdo nacional e a fábrica de São Bernardo do Campo-SP tornava-se uma cidade, uma cidade muito bem equipada e com tecnologia para fornecer a quantidade de automóveis que a levou a garantir a liderança no mercado.

Em 1969 a família VW crescia, com a chegada do VW 1600 e da VW Variant. Era a resposta ao projeto Willys/Renault/Ford, que era moderno, confortável e confiável. Em 1970 mudanças no VW Sedan, lançamento do VW TL e VW Karmann Ghia TC. Em 1971, um feliz facelift na Variant e TL, como modelo 1972.

Em 1972 a VW inovou ao oferecer o SP2 (assim como o SP1), mantendo dois esportivos na linha enquanto o antigo Karmann Ghia se despedia do mercado.

1973 era o ano de contra atacar a promessa da GM: Chevrolet Chevette. Assim o VW Brasilia era lançado, um carro na medida para a família brasileira que se apertava no VW Sedan. Ainda nesse ano e com fôlego nos lançamentos baseados na mecânica arrefecia a ar, a VW do Brasil já planejava o lançamento do VW Passat, um carro que mudava completamente o perfil da empresa, até então conhecida pelos carros de projeto atrasado.

Eis que chega 1974, um ano após o lançamento do VW Passat na Europa, o mesmo carro chegava aqui. Pequenas alterações para o modelo original, como ausência de VWautodiagnose, lanternas traseiras com setas na cor vermelha por conta da obrigatoriedade da legislação brasileira para aquele ano e a ausência de alguns acabamentos e opções de versões.

Tudo o que foi descrito acima passa por apenas 20 segundos, no comercial de 1 minuto que a empresa veiculou na televisão e por meio virtual em comemoração aos 60 anos de Brasil.

Para quem gosta de Passat e sabe da importância do modelo, o reconhecimento deixou um sorriso em cada canto do país, de pessoas que se dedicam a manter viva a lembrança de um carro que ajudou a basear toda uma linha de produtos da empresa de 1970 a 1990.

No vídeo o locutor ressalta a inovação nos anos 1970, trazida pela oferta do VW Passat no mercado nacional. A VW tem vivido um momento saudosista, revivendo os anos 1970. Aconteceu com o lançamento do Fusca 2013 e acontece agora, na comemoração dos 60 anos de atividade no país.

Para quem ficou curioso para saber mais sobre o Passat usado nas filmagens, podemos descrevê-lo, cena a cena:

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A interna está bem original. Volante, painel, laterais de porta e trincos do quebravento. Há dois itens que fogem, como as travas do quebravento paralelas e o rádio não original para o ano. O padrão do banco gera dúvidas sobre o ano do carro, pois é de 1975 sem encosto de cabeça.

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Pela foto da parte externa, as calotas em inox e o friso lateral denunciam que não são originais.

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Pelo cabelo, bigode e óculos do cidadão, não tem como contestar que representa os anos 1970.

vw 60 anos p3A foto mais reveladora, para quem quer descobrir o ano do carro. Reparem na ausência das saídas de ar viciado na coluna “C”. Outro ponto que evidencia ser um 1976 é a carroceria de 3 portas, com tampa traseira grande. Reparem que no final da calha não há o vão da tampa traseira pequena. Nesta imagem as rodas de VW Gol (4,5 pol, assim como as originais do Passat, mas com desenho diferente) e calotas inox ficam mais evidentes.

vw 60 anos p5Infelizmente surgiu uma traseira xadrez na cena. Mas quem realmente é fã de Passat, reparou nos detalhes do carro, com belas lanternas originais da marca Cibié e o emblema PASSAT LS.

São pequenos detalhes que em nada tiram o brilho do carro, muito pelo contrário. Como dissemos, é uma alegria ver esse reconhecimento a um projeto que revolucionou a própria empresa que o fabricou.

É a hora também de homenagear quem ajudou a projetá-lo e a produzí-lo por aqui, assim como os consumidores que apostaram na ideia.  Sem essas pessoas nós não teríamos esses carros para admirar.

Parabéns às pessoas que contribuiram para a VW do Brasil completar 60 anos de Brasil, bem como àqueles que mantém viva a lembrança dos carros do passado.

Placa… Preta!

Há poucos dias publicamos o post “Placa Treta“, mostrando a avacalhação que tem acontecido com a legislação sobre a placa preta no Brasil. Desta vez, vamos mostrar o outro lado da moeda. É claro que temos problemas diversos envolvendo uma verdadeira corrida às PP, mas ao mesmo tempo temos (e prefiro acreditar que seja a maioria) uma grande parcela de proprietários de carros antigos que segue à risca tudo o que é necessário pra ser contemplado com este benefício.

Pra ilustrar estes bons exemplos, durante a semana tive uma excelente notícia! O Passat LS 1982 do Henrique Renke recebeu as PP, alguns meses depois de fazer a vistoria para receber o certificado de originalidade. Mais do que merecido. Já tive o prazer de dirigir este LS e é como se fosse um carro 0km. E, na verdade, é quase isso mesmo. Este Passat foi encontrado e comprado por um grande amigo nosso há alguns anos com pouco mais de inacreditáveis 2.000km. Depois de uns 2 anos, foi comprado pelo Henrique. Hoje tem cerca de 11.000km rodados.

O impecável Passat LS 1982 participando de um evento no final do ano passado.
O impecável Passat LS 1982 participando de um evento no final do ano passado, ainda de placas cinzas.

Abaixo, algumas fotos que o Henrique mandou com a nova conquista… Como podemos ver, felizmente ainda temos excelentes exemplos do bom uso das placas pretas.

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Encontro mensal do Museu

Prezados amigos que acompanham o nosso blog, antes de mais nada devo desculpas pela ausência de atualizações desde o carnaval. O hiato deste blog vem sendo causado por problemas no meu computador, que ainda não foram solucionados (o componente defeituoso está tão complicado de encontrar que parece até com as minhas buscas por peças de Passat) e por enquanto vem me impedindo de acessar meus arquivos, fotos, o software responsável por atualizar o site, etc. Espero resolver tudo nos próximos dias e retomar as atualizações normais.

Enquanto isso, vida que segue com os nossos Passat e no último domingo foi dia do encontro mensal do Museu Conde de Linhares, no Rio de Janeiro. Foi dia também de finalmente testar (e aprovar) o carburador novo que instalei no meu 4M em um trajeto de aproximadamente 60km.

agmh0213_01Mesmo ocorrendo no final de semana seguinte ao carnaval, quando muitos ainda estavam viajando, o número de carros participantes surpreendeu. O escaldante calor carioca também não pareceu problema para os donos dos clássicos, que levaram os “velhinhos” (os carros, que fique bem explicado) para o passeio dominical. Os Passat compareceram em diferentes versões… Dos familiares LS e LSE, passando pelo 4M até chegar aos esportivos TS e GTS Pointer. O exemplar que chamou a atenção foi um inacreditável LS 1980 Verde Pampa, com pouco menos de 44.000km rodados e extremamente original, ainda com plástico no banco traseiro.

agmh0213_02 agmh0213_03Além dos Passat, ainda tivemos a presença de grandes clássicos como Cadillac e Dodge Kingsway, além de esportivos nacionais como Gol GT e SP-2. Até um impecável Monza Classic SE 1993 esteve presente, mostrando que aos poucos os carros dos anos 90 começam a participar dos eventos de antigos. Aguardem alguns dias, que as fotos serão publicadas em nossa área de eventos!

Passat alegórico

Já que o carnaval vai começar, nada mais indicado do que um carro alegórico pra puxar a folia. E cá está ele, preparado pra ganhar as melhores notas em adereços e alegorias…

alegoria01a alegoria01bEste post, além de ser comemorativo ao carnaval de 2013, também faz parte de nossa série “Pelo Street View”. A dica foi do Pedro Ruta Jr., que não pretende fazer nada parecido com isso no Passat dele (ainda bem…).

E se dirigir, não beba…

Encontro casual

Há alguns dias publicamos aqui algumas fotos do evento “Esse vale uma foto”, onde eu tive o prazer de seguir meus amigos Abel e Bruno em seus Passat por um passeio pelo bairro carioca da Ilha do Governador. Mas quais as chances de se encontrar por acaso dois Passat do mesmo ano, cor e estado de conservação juntos, sem que os proprietários tenham combinado?

Pois o Abel foi a um shopping em seu TS e enquanto procurava uma vaga… não é que ele encontrou por lá o LS do Bruno estacionado? O Abel não pensou duas vezes, estacionou ao lado e fotografou o momento. Podem não estar exatamente na rua, mas não deixam de merecer um espaço em nossa série “Passat na rua”.

TSLSshoppingUma imagem assim, não é todo dia que se vê… Esses valem uma foto, não? E por falar nisso, as fotos do evento “Esse vale uma foto” já estão devidamente publicadas em nosso site. São 60 imagens pra vocês apreciarem.