Revista Quatro Rodas: 10 carros nacionais que marcaram nossa história

A revista Quatro Rodas publicou na edição de setembro de 2005 uma matéria especial sobre a indústrica automobilística brasileira. Entre as muitas reportagens, uma sobre os 20 carros que marcaram a nossa história, em duas listas distintas, uma de carros importados e outra dos nacionais.

20 carros 01 Sem surpresa, o VW sedan ficou em primeiro lugar, seguido do VW Gol. Esses dois modelos, além de campeões de vendas e com lugar reservado no coração dos brasileiros, era visto pela sua fabricante como a base para os demais modelos, gerando derivados.

20 carros 02Duas surpresas ocupavam o terceiro e quarto lugar, para desespero de quem é fanático por Opala. Uno e Passat ocupavam 3º e 4º lugares, respectivamente. O Uno mudou a cara da Fiat, formou uma família, foi o pioneiro do carro 1.0 moderno e ganhou as ruas do país da garagem das famílias ao pátio das empresas.

20 carros 03E o Passat surgiu no 4º lugar, uma grata surpresa pelo reconhecimento. Os méritos do carro os leitores já sabem, assim como sua história. Então vamos ao texto que justificava a escolha, com um pequeno erro na data de encerramento de produção, que poderia ser facilmente evitado com uma revisão e uma pequena pesquisa.

20 carros 04Concorde ou não com a lista, quem gosta de Passat deve ter se sentido honrado por terem lembrado do carro, numa lista tão limitada entre tantos carros que marcaram a vida dos brasileiros.

Emerson Fittipaldi, 40 anos do primeiro título mundial de Fórmula 1

Hoje é dia de prestar homenagem ao ativo e competitivo Emerson Fittipaldi, que a exatos 40 anos, no dia 10 de setembro de 1972, sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1, no GP da Itália, realizado em monza.

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Crédito: site oficial http://www.emersonfittipaldi.com/

A melhor forma de lembrar essa data na Home Page do Passat não poderia ser outra a não ser reproduzir o teste realizado para a revista Quatro Rodas, publicado na edição de março de 1975, ocasião em que Emmo (como ficou conhecido nos Estados Unidos) testou o Passat e outros carros nacionais da época.

Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas
Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas

“O Passat pode ser considerado um dos carros médios nacionais mais modernos, igual aos que existem na Europa. Acho que a Volkswagen acertou em cheio com o lançamento desse carro, pois tem características completamente diferentes dos demais modelos VW.

E isso mostra também que a fábrica começou a se preocupar com o público brasileiro, que quer coisa melhor em matéria de carros do que temos por aqui. Eles deram um passo à frente lançando o Passat. É um carro de tração dianteira, refrigerado a água, motor com bom desempenho, boa estabilidade, boa aerodinâmica e agradável de se andar.

Sua estabilidade é um dos pontos altos. Como todos os carros de tração dianteira, tem uma leve trandência a sair de frente, mas é muito fácil de corrigir, pois é só tirar o pá do acelerador que ele volta à tragetória inicial da curva. É um carro que não vai dar susto em ninguém, sendo muito seguro de estabilidade para o motorista comum.

Tem um estilo moderno – foi desenhado por Giorgio Giugiaro -, com janelas amplas, que lhe dão um aspecto bem leve, além de boa visibilidade. O modelo em que andei era o L, ou seja, o standart. Apesar disso, a instrumentação é boa. Tem os reógios necessários e bem localizados no painel de fácil leitura. Uma alavanca do lado direito da direção aciona o limpador de pára-brisas de duas velocidades, de fácil manejo e muito seguro, pois o motorista não precisa tirar as mãos do volante para acioná-lo.

A direção é ótima. O volante tem diâmetro muito bom, é rápido e bem leve. Nem parece um carro de tração dianteira, porque a direção é muito precisa e suave. Se o motorista ignorar isso, dificilmente vai perceber. Os freios também são ótimos. Não travam as rodas, mesmo em freadas de emergência, e param o carro sem desequilibrá-lo. São características muito boas, porque ele tem bom desempenho, apesar de o motor ter apenas 1500 cm³ de cilindrada. É um motor de desenho moderno, com comando de válvulas na cabeça, força e torque suficientes para boas acelerações e boa velocidade máxima.

Como é motor de alta rotação, o câmbio aproveita bem isso graças ao bom escalonamento das marchas. Apesar de ter tração dianteira, quase não arrasta as rodas nas arrancadas fortes, aproveitando bem toda a potência do motor.

É um carro de suspensão bem equilibrada. Nas curvas apresenta uma leve tendência a sair de frente, justamente pela tração dianteira, mas é de fácil correção. Além disso, dificilmente a roda interna da curva perde aderência. Por isso pode-se aproveitar sempre toda a potência do motor, que, com seus 1500 cc, tem bom torque, colocando-o entre os melhores do mundo.

O espaço para a bagagem é bom, e o estepe fica escondido no assoalho. Se for preciso tirá-lo com o porta-malas carregado, o trabalho evidentemente será difícil.

O nível de ruído é muito bom e quase nada se ouve dentro do carro em movimento. O espaço interno é bom, e a posição de dirigir, muito boa, pois o encosto permite várias regulagens e os pedais e a alavanca de câmbio são bem colocados. O acabamento, apesar de o modelo ser standart, é muito bom.”

Crédito: reprodução acervo virtual revista Quatro Rodas

Nosso parabéns ao campeão, que lutou tantos anos nas pistas e formou uma geração de pilotos brasileiros, tanto na Fórmula 1 quanto na Fórmula Indy.