Faça chuva ou faça sol

Um dos maiores prazeres para o dono de um carro antigo é poder sair com ele. Nem que seja para uma voltinha pelo bairro… Melhor ainda é quando esta voltinha dura algumas centenas de km! Sei que entre os visitantes do site, boa parte é adepta de colocar o Passat na estrada e curtir com a família e amigos pelo menos um dia de diversão a bordo de seus “velhinhos”, que são tratados com extremo carinho, mas não recusam um passeio nem com tempo ruim.

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No último dia 15 a Home-Page do Passat esteve presente em São Paulo,  a convite da Volkswagen do Brasil, para um evento promovido pela montadora no Salão do Automóvel. Foram mais de 200 VW de diversas épocas, modelos e estilos, que agradaram todo o tipo de entusiasta de automóveis e ficaram em exposição em duas áreas do São Paulo Expo. Estes veículos foram selecionados através de convites a sites e clubes especializados na marca, como o Santana Fahrer Club, Quadrados Perfeitos, Fusca Clube ABC, entre outros. A Home-Page do Passat recebeu com muita honra esse convite  e selecionou alguns Passat para participar. A cobertura você já tem aqui mesmo, desde o último dia 17.

Cabe aqui a observação de que a Volkswagen surpreendeu positivamente ao fazer o que poucas montadoras fazem no Brasil: dar valor aos proprietários dos veículos antigos da marca, que não apenas levam com eles uma pequena amostra da história da montadora e dão exemplo da durabilidade de seus produtos quando bem tratados, como também muitas vezes acabam sendo consumidores de seus produtos atuais.

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Entre os participantes convidados pelos sites e clubes responsáveis, estavam não apenas moradores de São Paulo e interior, mas também de outros estados, que enfrentaram o péssimo tempo dos dias anteriores ao evento para estarem presentes, sem desanimar. E o Passat Clube – RJ preparou um vídeo mostrando um pouco de como foi uma destas viagens. Na ida, contando com um LSE 1980, LSE “Iraque” 1986 e Village 1987. E na volta, já com a companhia também de um LS 79/80 de um dos sócios que havia aproveitado o final de semana para viajar mais cedo e curtir o interior do estado, chegando a enfrentar até mesmo uma inesperada chuva de granizo, felizmente sem nenhuma consequência. Confira abaixo:

 

Personalização de placas em SP: o que muda?

placaemspNos últimos dias muito tem sido falado sobre o projeto de lei aprovado no estado de São Paulo e que entrou em vigor no último dia 3 de maio. Este projeto previa, entre outras alterações na antiga Lei 15266/2013, a possibilidade da personalização das placas dos veículos, que era possível tempos atrás, mas que já há algum tempo não estava mais disponível. O proprietário poderia, no máximo, escolher a combinação de sua placa entre 20 possibilidades aleatórias geradas pelo sistema do Detran-SP. Agora é possível novamente escolher uma combinação que esteja disponível e dentro dos prefixos destinados ao estado, que vão de BGA-0001 até GKI-9999. A lei 16080/2015 foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 28 de dezembro de 2015 e é possível acessá-la através deste link.

A publicação da lei tem sido comemorada por muitos como uma vitória também dos antigomobilistas, que poderiam escolher a placa de seus carros, usando o ano de fabricação por exemplo. Mas como essa nova lei influencia os donos de veículos antigos no estado de São Paulo? É melhor se conter, pois para os donos de antigos quase nada vai mudar. A escolha de uma nova placa está prevista apenas para veículos 0km que ainda não foram emplacados e, para os antigos, é possível apenas escolher a combinação caso o veículo esteja passando da antiga placa amarela para a nova placa de três alfas. Para todos os demais veículos já devidamente registrados com placas de três alfas, sejam novos ou antigos, nada muda. Ou seja: se o seu carro já tem placa cinza ou preta, conforme-se: ele continuará com a mesma combinação por muito tempo, ou até que ela seja alterada por um novo padrão de placas, como a que deve vigorar a partir de 2017 (apesar de haver algumas informações não confirmadas de que os veículos já emplacados manterão sua combinação de letras e números, porém no novo padrão de cores e formato das placas).

É importante ressaltar que, mais do que um aparente simples capricho, a escolha da numeração da placa, ou pelo menos o seu dígito final, pode ser muito importante para quem mora na capital paulista, por conta do rodízio. Daí a lei ter sido naturalmente pensada para quem vai registrar um veículo novo, que será colocado em uso no dia a dia.

Desbravando São Paulo no Passat

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O post de hoje é de autoria do Heitor Pomponi, amigo de longa data e também um pesquisador quando o assunto é Passat. Já colaborou para a Home-Page do Passat com o artigo sobre o Passat mais antigo do Brasil e tem mais material importante vindo por aí… E nas férias de 2015, o Heitor fez uma viagem do jeito que todos nós gostamos. Segue o relato recheado, claro, de fotos…


Sempre quis conhecer o Estado de São Paulo de carro, de norte a sul. Sou paulista de nascença, mas sempre gostei muito do interior do Estado. Programei minhas férias de 2015 para fazer um passeio onde eu realizasse um roteiro para conhecer uma boa parte do Estado. E óbvio, o carro escalado para essa aventura seria o Passat! Quer prazer maior em fazer uma viagem indo a locais que você escolheu, sem preocupação com tempo, compromissos e ainda por cima guiando nosso carro favorito? Não tem preço!

Bem, a região que eu montei o meu roteiro básico é mais na parte noroeste do estado. Motivos?

  • Levar o Passat de volta a sua “terra natal” (neuras de um xarope que imagina um carro com sentimentos… talvez alguns entendam)
  • Visitar amigos e parentes em algumas cidades
  • Cidades que eu tinha curiosidade de conhecer

Roteiro planejado, carro revisado, levantamento do que fazer nas cidades (turismo, comida, bebida, atrações locais, pousadas, etc.) e pé na estrada! Saí de São Paulo na quarta Feira, dia 12/08, e a previsão de chegada era entre dias 20 ou 21/08, ou quando acabasse o dinheiro hehehe…

Conforme as imagens do roteiro, fiz algumas mudanças no trajeto. Por curiosidade, para conhecer algum local indicado. A primeira pernada foi até a cidade natal do Passat, Santa Rita do Passa Quatro, onde conheci o município e outras cidades da região até o dia 15/08, quando peguei a estrada rumo a Jaboticabal, onde parei apenas para almoçar e conhecer a cidade. De lá, segui para Bebedouro, e em seguida para São José do Rio Preto visitar parentes. Fiquei nesta última cidade até o dia 17/08, quando parti rumo a Santo Antonio do Araranguá, passando por várias outras cidades durante o trajeto.

Roteiro original da viagem
Roteiro original da viagem
Roteiro realizado, com as alterações em vermelho.
Roteiro realizado, com as alterações em vermelho.
No morro do Itatiaia, em Santa Rita do Passa Quatro
No morro do Itatiaia, em Santa Rita do Passa Quatro
Em Cachoeira de Emas, na ponte Atílio Zero, sobre o rio Mogi Guaçu.
Em Cachoeira de Emas, na ponte Atílio Zero, sobre o rio Mogi Guaçu.

No dia 17/08 decidi não ficar hospedado em Santo Antonio do Araranguá e por isso estiquei até Araçatuba, ficando por lá até o dia 18/08. Em seguida me hospedei na cidade vizinha de Birigui, ficando por lá até o dia seguinte, quando saí rumo a Bauru para visitar os amigos Alex Tora e Marcelo Diana e também Reinaldo Alves (Lins).

No dia 20/08, por dica do amigo Alex, saí de Bauru rumo a Boracéia, localizada entre Bauru e Jaú. Lá existe uma balsa que atravessa o rio Tietê, um belo passeio. Feito este percurso fora do roteiro original, passei por Jaú e vim através de estradas vicinais passando por várias pequenas cidades até chegar em Piracicaba, onde peguei a rodovia dos Bandeirantes direto para a Capital.

Atravessando o rio Tietê de balsa, na cidade de Boracéia.
Atravessando o rio Tietê de balsa, na cidade de Boracéia.
Em frente a concessionária Munich, em Araçatuba
Em frente a concessionária Munich, em Araçatuba

Neste roteiro o Passat rodou um total de 2.168km em 8 dias sem nenhum problema grave, de forma impecável e com consumo médio de combustível de 11,98KM/L. Os níveis de água e óleo não se modificaram e o carro sempre funcionou em boa temperatura, mesmo com o calor severo do interior. O conforto do carro é muito bom (como todo Passat) e apenas uma observação: é mais prazeroso dirigir o Passat nas estradas vicinais, devido a segurança e firmeza nas curvas e o câmbio de 4 marchas, que pede pouquíssimas trocas e garante ótimas retomadas e ultrapassagens. Ocorreram apenas dois imprevistos no carro durante o passeio:

– Dia 19/08: a mola de retorno do acelerador estourou na rodovia. A peça era nova, instalada na semana anterior a viagem. Bastou recolocar a mola antiga e seguir viagem tranquilamente.

– Dia 21/08: ao chegar em São Paulo, o acabamento central prata do painel de instrumentos do lado dos marcadores se soltou e caiu, sem maiores consequências.

Na beira do rio Tietê e com uma visão inusitada de dentro do Passat.
Na beira do rio Tietê e com uma visão inusitada de dentro do Passat.
Mais uma das belas imagens que o interior de São Paulo (e um Passat) podem proporcionar...
Mais uma das belas imagens que o interior de São Paulo (e um Passat) podem proporcionar…

Digo com segurança que foram as melhores férias que tive na vida e sem dúvida foi uma das viagens de carro que mais gostei e me marcou. Espero ter outras oportunidades, para conhecer outras áreas do estado (sul, leste, etc…) e, claro, com o meu velho e companheiro de viagens.

 

Pé na estrada!

Domingo foi mesmo dia de botar o Passat na estrada… Os amigos do Clube do Passat, em São Paulo, organizaram o “Pé na estrada”, que saiu da rodovia Presidente Dutra, altura de Guarulhos, até a cidade de Aparecida, onde se reuniram no estacionamento da Basílica. Cerca de 40 Passat participaram do passeio, o que certamente chamou a atenção de quem estava na estrada e também visitando a Basílica. Uma atração a mais na cidade!

As fotos abaixo são do Clube do Passat. Mais fotos podem ser vistas na página do clube no Facebook.

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Yellow Submarine

carro-vila-marianaNo mínimo curiosa a reportagem encontrada e compartilhada pelo Guilherme Buzzo no grupo da Home-Page do Passat no Facebook. Um Passat abandonado no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, foi pintado, enfeitado e batizado como “Yellow Submarine”, como uma referência a música dos Beatles. O motivo? Talvez tenha sido uma maneira encontrada para chamar a atenção da subprefeitura do bairro, que já foi informada algumas vezes sobre a presença do pobre Passat abandonado no local e até agora nada fez. Segundo moradores, o carro se encontra na mesma vaga há pelo menos 3 anos.

Em uma pesquisa pelo endereço no Google Street View, as imagens de fevereiro de 2011 mostram o Passat no local e já com aspecto de abandono, porém ainda muito menos depenado do que agora. Para facilitar, o link do Street View está aqui (corram, antes que o Google atualize as imagens!).

Ruínas de um LS 4 portas

ab_01Este tipo de descoberta sempre interessa aos donos de Passat e mesmo aos admiradores de carros antigos em geral, no mínimo pela curiosidade que desperta. Em um estacionamento da região central da cidade de São Paulo, hiberna o que restou de um LS 4 portas 1978, aparentemente Verde Indaiá, ainda com placas amarelas.

ab_03As imagens são do Andrey Felipe, que descobriu este Passat em um andar aparentemente desativado do estacionamento, que por razões de segurança não vamos divulgar o endereço. Por ali repousa também um Monza Classic SE, ainda da primeira “geração”, além de um Galaxie 500 e alguns carros um pouco mais modernos.

ab_02Este LS teve os para-choques trocados pelos de lâminas dos modelos 83-84, que curiosamente não foram levados durante o processo de desmontagem. Aliás, pelo que é possível avaliar do que restou do carro, ele parecia em muito bom estado de conservação e é uma pena que tenha sido depenado dessa maneira. Boa parte dos acabamentos já foram retirados, provavelmente roubados, e nem mesmo o capô foi poupado dessa sede. Não há como saber exatamente o que levou este LS a ser abandonado ali por tanto tempo, mas informações conseguidas pelo Andrey o levaram a descobrir que o proprietário do carro é falecido e seu filho é o dono do prédio (e de muitas outras coisas mais, incluindo empreendimentos na nada humilde Rua Oscar Freire) onde o estacionamento funciona. O que nos leva a lamentável conclusão de que, se este Passat parece não ter um futuro promissor, não é por falta de condições financeiras do seu herdeiro, mas sim por pura falta de interesse.

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Lá vem a noiva…

Foram pouco mais de 800km (ida e volta) para prestigiar o casamento de um casal de grandes amigos. Apesar da distância que nos separa, desde que conheci o Edison e a Juliane, no Blue Cloud de 2008, em Caxambu, sempre tive por eles grande consideração e amizade, assim como tenho por outros amigos espalhados pelo Brasil, que infelizmente só encontro após grandes intervalos. Quase sempre os encontro em trio: Edison, Juliane e o Passat TS 1977, que foi um dos primeiros publicados aqui na área “Carro do Leitor”. A exceção foi um evento no Rio de Janeiro, quando participaram sem o TS e eu tive a oportunidade de dar uma carona no meu LSE.

Um belo dia, não lembro exatamente quando, a Juliane me disse: “No meu casamento, quero chegar no seu Passat!”. Por razões óbvias, me senti honrado… Tantos Passat impecáveis em São Paulo e eles escolheriam justamente o meu, em Niterói? O tempo passou e o dia chegou… O convite foi refeito e eu nunca poderia negar. Carro lavado e pé na estrada, vencendo os km entre Rio e São Paulo. No meio do caminho, tivemos também a companhia de outro Passat, o LSE 1986 do André Simas.

casamento_placaNa hora da cerimônia, o carro recebeu uma placa dianteira decorativa, com o nome dos noivos e a data do casamento. Noiva devidamente acomodada no banco traseiro, havia enfim chegado a hora da missão mais importante do LSE: levá-la até o noivo. O casamento aconteceu ao ar livre, sobre um belo gramado, onde todos os convidados poderiam ver a entrada da noiva. A entrada do Edison na cerimônia também não seria nada habitual. Ele chegou de Passat, dirigindo seu próprio TS, parou em frente ao longo tapete vermelho rosa (editado: devidamente alertado pela Juliane que o tapete não era vermelho… perdoem a cegueira) que passava convidados e saiu do carro para ir até o altar na companhia da sua mãe. Na hora da entrada da noiva, é bem possível que eu estivesse mais nervoso que a Juliane. Afinal, era muita responsabilidade… O LSE não podia falhar. E como ele nunca me desapontou, tudo correu dentro da mais perfeita ordem. A noiva chegou, sob os olhares de admiração dos convidados (para ela, claro, não para o carro, que era mero coadjuvante), se dirigiu ao altar e eu pude encostar o Passat e acompanhar emocionado o restante da cerimônia. Durante a festa, o TS e o LSE permaneceram ali, sobre o gramado, enquanto os convidados se divertiam no salão. E no dia seguinte, com os noivos tendo ido dormir no mesmo hotel, a garagem amanheceu mais bonita… Publicamos aqui algumas fotos pra ilustrar, mas futuramente receberemos as imagens oficiais, registradas pelos fotógrafos profissionais que acompanharam toda a cerimônia.

Foto: André Simas
Foto: André Simas
Foto: Mariana Menezes "Grigorevski"
Foto: Mariana Menezes “Grigorevski”
Em determinado momento da festa, alguns dos passateiros presentes se reuniram perto dos carros pra falar de... Passat! Foto: Artur Yamamura
Em determinado momento da festa, alguns dos passateiros presentes se reuniram perto dos carros pra falar de… Passat!
Foto: Artur Yamamura
O estacionamento do hotel, na manhã seguinte...
O estacionamento do hotel, na manhã seguinte…

Aos mais novos passateiros casados do Brasil, desejo toda a felicidade do mundo e uma união eterna, e tenho certeza que vocês terão tudo isso. Foi uma honra e um prazer ter participado deste momento e contribuído, mesmo que tenha sido apenas com um pequeno detalhe, com a cerimônia. E caso queiram, desde já deixo a data reservada pra levar o LSE novamente na comemoração das bodas de prata, em 2038…

Caraigá, 1980

Belíssimo registro do ano de 1980 encontrado no Facebook e devidamente autorizada a divulgação por aqui. A foto é do Renato Zats, que trabalhou como vendedor na Caraigá e é quem aparece na imagem, encostado em uma Brasília 0km.

No canto esquerdo da foto, um exemplar também 0km de Passat. E na frente de todos, um raro registro de época de um Passat 4M. Tem como a foto ser mais legal?

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Jardim de Passat – Parte 1

Fotos incríveis enviadas pelo amigo Marcello Maia, que mostram o making of de um ensaio fotográfico produzido pela Almap (agência de publicidade que há décadas tem a Volkswagen do Brasil como cliente). A agência entrou em contato com o Clube do Passat em São Paulo e selecionou 4 carros para o ensaio, que aconteceu no belíssimo Jardim Botânico de São Paulo (já anotei como ponto turístico para quando eu for visitar os amigos de lá).

Os Passat escolhidos foram o LS 79 do Marcello, o TS do Vinícius Formigoni, o LSE “Iraque” do Danilo Trevisan e o 1975 4 portas do Fábio Macedo. E a escolha destes exemplares foi muito feliz, pois a variedade de cores e modelos deu um tom especial às imagens.

No final das contas, a agência não aprovou o projeto criado pela equipe. Porém, isso não tem o menor problema, já que temos o prazer de apreciar agora algumas das fotos feitas nesse dia. Depois tem mais…

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Fotos de época: Dacon 180D 1981

E vejam mais um belíssimo registro que o Marcelo Nadólskis, autoridade absoluta em Passat (e em Dacon), nos traz!

Um Passat Dacon 180D, modelo 1981, com diversas características que o tornam ainda mais exclusivo do que um 180D “convencional”. Pra começar, a cor Salmon oferecida pela Dacon. A empresa disponibilizava aos clientes uma série de cores diferentes das oferecidas pela VW, que eram inspiradas na palheta de cores da Porsche, o que é o caso da Salmon usada neste exemplar. Os espelhos retrovisores eram do Porsche 914, as rodas de aro 15″ eram equipadas com pneus Maggion e as polainas inspiraram a Norfol. Notaram que elas e a lâmina dos pára-choques também eram pintados na cor da carroceria? Os frisos eram pretos, uma característica comum aos Dacon, e nas colunas C, o emblema 180D. Pra finalizar a parte externa, a frente de 4 faróis redondos. É interessante perceber no fundo da primeira foto a presença de um Mercedes-Benz.

No interior, além das modificações nos bancos e forrações de porta tradicionais Dacon (reparem também nas bolsas laterais), este 180D era equipado com console Zune e volante de Porsche 914. O toca-fitas era um Marantz Car 427. Pelo conjunto da obra, este talvez seja o Passat Dacon mais bonito que já tive a oportunidade de ver e embelezava as ruas de São Paulo nos anos 80.

Este Passat era de propriedade do Sérgio Ruas Camilo, tio do piloto da Stock Thiago Camilo, que comprou um TS 1981 álcool 0km para fazer a transformação. O paradeiro atual deste exemplar infelizmente é ignorado, mas para a alegria dos passateiros de plantão um Dacon 180D será restaurado inspirado neste exemplar.

Surfando em São Paulo

Um Passat Surf não é um modelo muito fácil de se ver por aí… Um Passat Surf com pouco mais de 20.000km rodados, menos ainda. Pois assim é o Surf 80/81 do meu amigo Flavio Gomes, que deve fazer muita gente virar o pescoço quando dá umas voltas por aí… Tive a felicidade de conhecer esse carro no Blue Cloud de 2008, no primeiro evento em que os Passat foram convidados. O Flavio deu uma grande força pra gente e, mesmo com sua conhecida paixão pelos DKW, deixou sua frota de 2 tempos em casa e viajou de Passat Surf.

E hoje foi dia de botar o Surf pra rodar, conforme relatado por ele mesmo em sua conta do Twitter, com direito a algumas fotos, que publico abaixo.

A grande dúvida do Flavio hoje é a seguinte: manter as rodas de Variant II, que já estavam instaladas quando o carro foi comprado, ou montar as originais grafite de aro 13″, que estão devidamente guardadas no porta-malas?

Eu sou meio chato com isso… As rodas de Variant II são lindas. Mas as grafite originais fazem parte das características marcantes do Passat Surf. Por mim, saem as de Variant II (que podem muito bem ser usadas futuramente de novo, pra mudar o visual de vez em quando) e entram as originais.

E vocês? O que acham?

4ª edição dos clássicos na Granja Vianna

Neste domingo nosso amigo Paulo Enrique Perez esteve presente na 4ª edição dos clássicos na Granja Vianna, na cidade de São Paulo, levando seu Passat TS 1982 e representando o Passat num evento bem organizado e repleto de carros que são ícones da indústria automobilística mundial.

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Bônus, em especial ao Ingo Dittmar:

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