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Rodou!

Dia 21 de junho de 2009… Por acaso, aniversário de 35 anos do lançamento do Passat no Brasil. Foi nesse dia, já um tanto distante, que eu havia levado pela última vez meu Passat 4M para um evento de carros antigos e também a última vez em que efetivamente saí com ele. Foi no Museu Militar Conde de Linhares, no encontro mensal do grupo AGMH. Logo depois o prazo de vistoria venceu e problemas pessoais, aliados a falta de tempo, fizeram com que ele fosse ficando parado, parado, parado… Ligando o motor de vez em quando, claro, mas ele chegou a ficar uns meses sem funcionar. Sei que com “filhos” o tratamento deve ser igual. Mas não escondo que este carro é meu xodó. E deixei meu xodó parado.

Enfim, chegou 2012 e após fazer uma rápida revisão para que ele voltasse a rodar depois de tanto tempo, chegou a hora de dar uma voltinha. Levei o 4M até um posto para abastecer com um pouco de gasolina nova e calibrar os pneus. Na volta, completando apenas 1km de “passeio” e a pouquíssimos metros do portão da garagem, vão-se as buchas do trambulador pelo chão… Ok… Reboque para uma oficina, aproveito pra trocar o óleo e filtro, que já fizeram aniversário algumas vezes, e trocar o kit do trambulador. De lá direto pra garagem, conferir tudo o que poderia ser uma possível dor de cabeça após tanto tempo parado.

No final das contas, ficou faltando efetivamente apenas uma revisão no motor de arranque, que algumas vezes teimou em não dar sinal de vida, e uma conferida no carburador, pois mesmo depois de uma limpeza, a marcha-lenta praticamente desaparecia após algumas aceleradas. Jurei pra mim mesmo que o 4M faria sua reestréia no mesmo evento do AGMH no Museu Conde de Linhares, em dezembro. Assim teria tempo suficiente de resolver esses problemas.

Eis que ontem, após um merecido banho no 4M e no LSE, e após um bom tempo tentando decifrar o enigma da marcha-lenta, achei que tivesse resolvido este problema. Faltava o motor de arranque que não funciona se estiver de mal humor, além de algumas besteiras que sofreram com o tempo (palhetas do limpador de pára-brisa, por exemplo). Isso sem contar com detalhes estéticos, como uma boa limpeza no interior, tapetes, etc. Em resumo: eu precisava de tempo pra colocar o carro em plenas condições de uso. Mas todo dono de Passat entende a ansiedade dessas ocasiões e eu já tinha passado do limite faz tempo. E o que eu pensei? “Ah, que se dane… Vou levar o 4M no encontro amanhã!”

E assim foi… Meio na correria, com o risco de ter que voltar de reboque, ou no mínimo ter que ser empurrado. Já na ida novamente o problema da marcha-lenta se manifestou pelo caminho. Nada que um dono de Passat não saiba lidar, apesar de ser um tanto desagradável. Mas nada impede o prazer de dirigir um carro que gostamos depois de tanto tempo… O rádio de época ligado, a antena levantada, o ronco do motor, o vento entrando pela janela, algumas pessoas que viram o pescoço no caminho… Enfim, após pouco mais de 3 anos, o 4M estava de volta aos eventos! Não tão limpo, não como eu havia planejado… Mas lá estava. E só isso vale muito pra mim. Ah, vale.

Na volta, um novo pequeno problema no carburador. Uma das porcas que regula a haste do afogador automático soltou com a vibração e ela se desregulou, impedindo a borboleta do carburador de voltar ao seu estado de repouso e deixando o motor acelerado. Parei em um recuo onde por coincidência havia um táxi quebrado com o capô aberto. O taxista ainda comentou comigo sobre os dois carros enguiçados no mesmo lugar e falou que o problema dele era na aceleração. “O meu também”, respondi. Detectado o defeito, em menos de 5 minutos eu já havia encontrado outra porca na caixa de ferramentas e colocado no lugar, e assim o 4M estava de volta às ruas. O táxi ficou aguardando reboque.

De volta a garagem, missão cumprida com louvor e devidamente comemorada. Suas férias acabaram, meu amigo 4M… Agora você não pára mais.

Sobre Grigorevski

Fundador da Home-Page do Passat e presidente do Passat Clube - RJ.

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6 comentários

  1. Esse é o real espirito “Passateiro”!!
    Estou na luta com o Solex duplo aqui de novo, mas eu tenho certeza que vou ganhar dele.
    Abraço!

  2. É apenas mau-humor do 4M, em ter ficado parado por mais tempo que gostaria… 🙂

    Continuem cuidando bem um do outro!

  3. Concordo com o Marcelo, é mau-humor mesmo, eles não gostam de ficar tanto tempo parado. 🙂

    Bem vindo a ativa novamente, e que nunca mais o deixe tanto tempo parado.

  4. Obrigado, pessoal!

    Realmente, carro parado não tem jeito: impossível ele voltar a andar 100% logo de primeira. Sei que todas as vezes que deixei o 4M parado por mais tempo (no caso, coisa de 2 ou 3 semanas) ele já ficava meio chato de ligar e com os mesmos problemas de marcha-lenta. Mas das ocasiões em que eu usei o carro por dias seguidos, como em viagens, ele se comportava de maneira exemplar.

    O negócio é usar!

  5. Parabens Grigo, nunca tinha visto um 4M de perto…tirei varias fotos, muito lindo seu carro!!!!

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