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Guia: Antes de comprar seu Passat #5

Etapas cumpridas, conhecimento adquirido, chega a hora da revelação. Não do carro que irá comprar, mas da tribo que você mais se identifica. Escolha sua tribo, passe pela iniciação, faça a dança da chuva e vá à caça, como bom índio. Tão importante quanto ter um carro é encontrar um grupo de pessoas que podem ajudá-lo pensando de forma semelhante.

Escolha a sua tribo

Não adianta. Sentir-se um peixe fora d’água só ira atrapalhar a sua jornada. Imagine estar num local incompatível com seu estilo, seu modo de vida e com a sua personalidade. Você poderá se destacar, geralmente de modo negativo.

Dias atrás um cidadão mostrou descontentamento com o Passat, perguntando quem além dele não deseja ter o modelo novamente. Dependendo do nível de paixão de quem participa de um grupo de discussão, certamente críticas pesadas serão dirigidas ao usuário, e não ao carro.

Ou seja: Antes de falar “olá” procure conhecer o grupo, saber como eles tratam os assuntos, quais as regras do meio de interação e até a ética entre os membros. Quem está a mais tempo num fórum ou grupo tem mais liberdade para brincar e até ser crítico. Chegar dessa forma é visto como ofensivo por alguns, gerando discussões e debates desnecessários.

Leu as regras? Viu como as pessoas se comportam? Então veja do que conversam e use a ferramenta de busca para tirar dúvidas. Aquele vídeo, aquela reportagem interessante, aquele carro modificado, em algum momento algum dos usuários deve ter visto esse material e publicado. Se depois da pesquisa você não encontrou nada, então compartilhe.

Dessa forma você vai interagindo, conhecendo as pessoas que fazem parte desse grupo e até identificar-se com alguém mais experiente, que poderá ajudá-lo na jornada. Amizades surgem onde menos esperamos e podem ser duradouras.

Em poucas conversas e pesquisas o leitor poderá identificar as tribos. Não tem como fazer uma lista completa dessas tribos, mas geralmente o leitor encontrará aqueles que gostam de carros originais, os esportivos, as versões mais simples, aqueles que herdaram o carro dos pais ou de outro parente, aqueles que gostam apenas de velocidade, os que gostam de rodas/som/motor forte, os que apenas usam no dia a dia e param de participar quando vendem o carro, e por aí vai. Ah, há os APzeiros, mas aí é outra história.

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Leitor, a escolha é contigo, mas a dica fica. Não veja outras tribos como rivais e não feche portas. Esteja apto a conversar com todos os grupos e inclusive a mudar de ideia no futuro. Se a sua ideia inicial é do carro preparado e acaba abraçando um carro original, avalie o carro antes de personalizá-lo. Muitos ex proprietários de Maverick GT e Dodge Charger R/T devem se arrepender de ter modificado seus carros no passado e ver o quanto valem hoje. Não que o leitor esteja com o intuito de garimpar ouro, entretanto pensar um pouco no assunto não faz mal (o que será tratado em breve).

Ou seja, pense no futuro também. Antes que o leitor pense que estamos falando firula, leia sobre este belo TS 80. Seu proprietário, assim como muitos outros, mudou de estratégia após comprar o carro. Mudar de ideia ou de tribo vale, o que não vale é forçar uma situação e depois se arrepender.

Interagir, fazer amigos, envolver-se no tema. Cada passo feito com naturalidade vai tornando o caminho mais interessante e divertido. Pensar apenas no dinheiro é frio e pouco interessante, há atividades mais rentáveis.

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Sobre Artur.Y

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2 comentários

  1. A questão da escolha das tribos é muito pertinente. Eu, por exemplo, fico entre os que gostam do carro mais original. Tanto que reverti uma modificação que meu LSE sofreu. Ele estava com uma adaptação muito bem feita para câmbio de cinco marchas, onde além da caixa até mesmo o sistema de alavanca havia sido trocado. Foi, portanto, feito com capricho, mas acabei por fazer a volta a caixa de 4 marchas de forma também criteriosa e fiquei muito satisfeito com o resultado. Obviamente reconheço que com 5 marchas o carro se torna mais versátil, mas no caso do LSE Iraque sua caixa original devolveu uma peculiaridade interessante do modelo.

    No entanto, não sou radical nem purista. Rendo-me a um belo jogo de rodas e confraternizo facilmente com quem introduz modificações bem feitas. Sei reverenciar o capricho quando o encontro. Inclusive acho que modificações com ênfase para o desempenho, desde que criteriosas, são um presente ao Passat. Um carro com visual dinâmico e ótima dirigibilidade merece que alguns queiram ter com ele experiências mais excitantes ao volante. Porém os projetos nessa linha que admiro, não só para o Passat, mas qualquer carro, são aqueles que mantêm a identidade do carro preservada. Resumindo, acho lindo um Passat com um belo jogo de rodas, um pouco rebaixado, um interior personalizado dentro do contexto e uma mecânica apimentada. Só não gosto quando tentam interferir no design do carro, transformando-o em outra coisa. Aí não acho legal.

    • Excelente, Cláudio.

      É bom identificar-se com um perfil de entusiasta. Sempre há aqueles que vão pela conversa dos outros, mas chega uma hora que agradar aos outros passa a ser temerário.

      Acho que temos todas as tribos no fórum, impossivel não se identificar com alguém. hehehe

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